Novo endereço: http://bragaciclavel.pt

Mostrar mensagens com a etiqueta Passeios. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Passeios. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Câmara Municipal de Braga adere à Semana Europeia da Mobilidade!

Braga volta a aderir, 9 anos depois, à 13ª Semana Europeia da Mobilidade que decorre entre 16 e 22 de Setembro, terminando, em grande, com o Dia Mundial Sem Carros!
Durante esta semana ocorrem diversos eventos ligados à Mobilidade. Em Braga vamos ter os dias todos preenchidos com algum evento, senão vejamos:

Terça-Feira, 16 de Setembro de 2014
10h Protocolo a assinar entre a CMB, os TUB e a CP (Quinta Pedagógica)

Quarta-Feira, 17 de Setembro de 2014
14h30 Assinatura de Protocolos “Linha do Hospital”
18h30 1º Desafio Modal de Braga e de Portugal

Quinta-Feira, 18 de Setembro de 2014
10h Assinatura de Protocolos “Campus Gualtar”
11h Ação Promocional na ES Carlos Amarante
14h - 17h30 Disponibilidade de carros e bicicletas da Escola Rodoviária – EB1 e EB2,3 (dos 8 aos 15 anos) na Praça do Município Inscrições: ambiente@cm-braga.pt
21h15 “Debate Mobilidade: Que futuro para Braga?” - Auditório da Junta de Freguesia de São Victor

Sexta-Feira, 19 de Setembro de 2014
10h30 Circuito Simulado e Percurso Urbano de Olhos Vendados - Avenida Central, junto ao Chafariz com a presença do Reciclónico dos TUB
21h30 Palestra sobre mobilidade – Ciclismo: Desporto, Recreação e Mobilidade/TUB e o futuro com a presença do ciclista profissional Rui Costa na BLCS
9h-12h30 Disponibilidade de carros e bicicletas da Escola Rodoviária – EB1 e EB2,3 (dos 8 aos 15 anos) Inscrições: ambiente@cm-braga.pt Praça Conde de Agrolongo

Sábado, 20 de Setembro de 2014
09h30 - 13h Caminhada e Visita Guiada por Espaços Verdes da Cidade com contextualização histórica, cultural e arquitetónica
14h30 - 16h Demonstração de trial bike e Passeio de bicicleta Inscrições: www.acm.pt e ambiente@cm-braga.pt
15h - 16h Animação nas ruas cortadas ao trânsito e zona pedonal
16h - 17h30 Bici-paper Inscrições: info@jovemcoop.com e ambiente@cm-braga.pt
17h30 - 24h00 II Gualtar Ciclável


Domingo, 21 de Setembro de 2014
11h Aventura pelo Ambiente – caminhada urbana, circular, a começar em Ponte Pedrinha, pelas 11h, com piquenique na lagoa dos Parques Desportivos da Rodovia
10h - 13h “Estradas com Vida” - realização de atividades desportivas, em espaço fechado à circulação automóvel: basquetebol, patinagem, aula de zumba... - Lamaçães
15h - 16h Animação nas ruas cortadas ao trânsito e zona pedonal
15hMobilidade elétrica: carros elétricos, segways e bicicletas – demonstração na Avenida Central
16h - 17h Avenida Central


Segunda-Feira, 22 de Setembro de 2014 - Dia Mundial sem Carros
Manhã Escolas vão pintar os abrigos da TUB que tenham grafitis
14h30 - 16h30 Seminário: “Mobilidade Para Todos”- Abordar a Mobilidade das Pessoas com Deficiência Visual em Braga, na Biblioteca Lúcio Craveiro da Silva. Inscrições: braga@acapo.pt
21h30 Fórum “Cidade Acessível” Entrada livre na Biblioteca Lúcio Craveiro da Silva


E muitos mais eventos, inaugurações e novidades para acompanhar durante a 13ª Semana da Mobilidade comemorada em Braga pelo Município!

De louvar ainda as medidas permanentes a que a CMB se propôs a criar e que estão presentes no site da Semana Europeia da Mobilidade:

Melhoria das infraestruturas cicláveis (estacionamentos, cacifos, etc)
Extensão ou criação de vias cicláveis verdes
Melhoria e extensão do serviço de transporte público (Serviços expresso, aumento de frequência, etc)
Criar rampas para cadeiras de rodas
Aumentar os passeios
Remover barreiras arquitetónicas
Sensibilizar para o uso Responsável do automóvel
Lançar Campanhas de sensibilização

Esperemos que venha para ficar a comemoração da semana da mobilidade e que sirva para sensibilizar as pessoas para as necessidades de alterações de paradigma por forma a tornar a cidade mais amiga dos peões e dos ciclistas.

quinta-feira, 4 de setembro de 2014

A Fnac vai por Braga a andar de Bicicleta!

No próximo sábado dia 6 de Setembro realiza-se o Fnac Fan Day. Durante todo o dia decorrerão diversos eventos, com diversas atividades e passatempos.

No final do dia, às 21 horas, haverá um passeio noturno em formato de cicloturismo denominado "FNAC FAN DAY – City Night Bike Tour". O Passeio partirá do centro da cidade, junto ao Turismo, e terá o acompanhamento de duas motos da PSP. Percorrerá 13 km das ruas da cidade e retornará ao centro, num percurso fácil e acessível a todos, mesmo os que não utilizam a bicicleta regularmente.

Para participar basta inscrever-se aqui e aparecer no dia um pouco antes das 21 horas. A Go By Bike associou-se a este evento e terá disponível bicicletas para emprestar aos inscritos que indicarem a sua necessidade.

Boas pedaladas a todos!

sábado, 11 de maio de 2013

Braga Trendy Cycle - o vídeo

Já está disponível o vídeo oficial do 1º Braga Trendy Cycle. Se estiveram lá, aproveitem para recordar os bons momentos. Se não tiveram a oportunidade de participar, podem espreitar um pouco neste vídeo. Ah, e fiquem atentos para não perderem a próxima edição!

Entretanto, um passarinho contou-nos que os Encontros com Pedal também já estão a preparar um novo evento para breve. Vamos pedalar?

terça-feira, 29 de maio de 2012

Acerca de um comentário à recente reportagem do P3/Público

Na sequência da recente publicação de uma reportagem no P3/Público sobre o Braga Ciclável e o uso da bicicleta em Braga, um leitor do P3 dedicou alguns minutos a escrever o seu testemunho na área de comentários. Pela sua pertinência para o tema que preside a este blog, reproduzimos abaixo o referido texto:

Tendo vivido 10 anos em Braga e passado todos eles entre andar a pé, transportes públicos, de automóvel e, por vezes, de bicicleta, posso dizer que apesar de ser altamente louvável o que o Victor faz, Braga não tem estrutura montada para levar com mais do que 1 ou 2 bicicletas na vias. Infelizmente. E não vejo como é que a moda possa pegar, embora espero estar enganado. Braga é feita de muitas vias rápidas (a Rodovia, por exemplo), muitos sentidos únicos e muito automóvel a enorme velocidade.

Conheço muito bem o percurso efetuado por Victor no vídeo e devo dizer que quando o vi a ter que passar na rotunda do Feira Nova (agora é o Pingo Doce, não é?) para a via que eventualmente passa em frente ao Braga Parque, eu próprio fiquei apreensivo ao vê-lo ter que fazer tal coisa. Se já de automóvel é perigoso andar por essas zonas (entrar nessa rotunda é uma verdadeira corrida de automóveis... Eu de bicicleta fazia-o sempre no passeio nessa zona), então de bicicleta...!

É muito complicado e tirando as estradas como a Rua D. Pedro V (onde no vídeo o Victor acaba), que na essência só se encontram no centro mesmo da cidade, tudo o resto e' aceleração perigosa de automóveis onde o mais rápido vence. Mas espero que a tendência possa obviamente ser revertida a favor das bicicletas.

Ainda que circular de bicicleta no centro histórico de Braga seja bem mais seguro e bem mais prazeroso do que no meu percurso casa-emprego, temos de reconhecer que este testemunho é esclarecedor sobre a situação de Braga, em termos de segurança rodoviária e de promoção da mobilidade sustentável.

Poderia tecer alguns comentários, dizendo que o meu percurso é mais fácil de realizar do que o vídeo dá a entender - e de certo modo até é, depois de aprendermos a conduzir de forma mais ou menos estratégica e de decidirmos voluntariamente correr algum risco. Ou que existem percursos alternativos ao que eu faço atualmente - e existem, embora não tão cómodos nem tão eficientes para quem circula de bicicleta... Mas a verdade é que entrar na zona mais central de Braga, como eu e muitos outros ciclistas temos de fazer diariamente, é na maior parte dos casos uma aventura, com deficientes condições de segurança.

Acredito, como já por repetidas vezes o tenho afirmado, que o comportamento dos demais condutores irá melhorando à medida que mais ciclistas forem circulando nas ruas - a visibilidade acrescida pelo aumento do seu número a isso levará, inevitavelmente. E também à medida que nós ciclistas vamos aprendendo a conviver com o trânsito (sim, que também nós temos responsabilidade na matéria), as coisas irão melhorando.

Mas não chega. O perigoso anel de pseudo-autoestradas que circunda a zona histórica de Braga, da forma como existe atualmente, condiciona o acesso a quem se desloca a pé ou de bicicleta das zonas da periferia.

Vai sendo tempo de Braga modernizar a sua rede viária, tornando mais amiga dos ciclistas, como vem sendo tendência geral em grandes cidades europeias, e não só. Se queremos uma cidade onde é bom viver, não podemos continuar a promover a utilização abusiva do automóvel até para os percursos curtos, nem as velocidades excessivas que por cá se vêem. Se queremos uma cidade onde os nossos filhos possam caminhar em segurança quando saem à rua ou quando vão para a escola, precisamos de desenhar e construir a cidade em função dessa nossa vontade.

terça-feira, 1 de maio de 2012

Respondendo ao comentário de um leitor, sobre ciclovias em Braga...

Um destes dias, num dos artigos da série "Ciclistas Urbanos em Braga", tivemos um interessante comentário do nosso leitor Miguel Lobo. O seu testemunho, pela pertinência do tema que aborda, merece ser aqui destacado e deveria inclusivamente ser objeto de reflexão por parte de quem decide em matéria de planeamento urbano, ordenamento de trânsito e obras públicas.

Viva,

Parabens por este blog, só agora me apercebi dele e vou estar atento porque tambem vivo em Braga.

Tambem eu sinto falta de uma rede de vias para bicicleta em Braga. Seria quase um sonho se um dia isso viesse a surgir. Braga tem uma ciclovia, é certo, mas, para além de pequena partilha o mesmo espaço que uma estrada em que os automobilista teimam em fazer parecer uma autoestrada. Andei uma vez nela com a minha esposa e filha e não volto mais, é um perigo. Aliás, andar na estrada de bicicleta em Braga para mim foi traumático. Já fui abalroado por uma carrinha e o tipo teve o descaramento de me dizer que eu é que devia ter cuidado e depois ainda vieram os GNR's de bigode ajudar à festa. Enfim, foi a primeira e certamente uma má experiencia, agora quando quero andar de bicicleta meto tudo no carro e vou para ciclovias seguras.

Mesmo assim sonho com um dia poder circular em segurança em Braga. Boa sorte com o Blog, faz falta este tipo de atitude para criar um certo movimento e quem sabe um lobbie.

Cumprimentos
Miguel Lobo


Olá, Miguel!

Obrigado pelo testemunho e pelo incentivo. Estamos a tentar contribuir para a sensibilização da população e dos responsáveis pelo urbanismo, para ver se as coisas melhoram um pouco cá em Braga.

Cada dia que qualquer um destes ciclistas - entre os quais me incluo - sai à rua na sua bicicleta (seja para passear, para tomar um copo com os amigos, para ir às compras ou ir para o emprego), está a contribuir ativamente para mudar mentalidades. À medida que mais ciclistas vão circulando nas ruas - e o número está mesmo a aumentar - passará a haver uma adaptação dos comportamentos dos automobilistas, mais não seja, porque passam a contar com a presença de ciclistas na via. Claro que há ainda muitos receios, alguns deles justificados, outros nem tanto, mas com algum esforço de adaptação, é possível e relativamente simples pedalar. A zona da periferia (incluindo essa ciclovia) coloca alguns desafios aos ciclistas, mas em compensação no centro da cidade conseguimos circular com relativa facilidade.

Quanto à nossa única e polémica ciclovia (ver foto abaixo, retirada de um artigo no blog Avenida Central), que supostamente serviria para a prática de desporto e ciclismo de lazer, tem realmente vários defeitos graves. O primeiro deles, na minha opinião, é o facto de se encontrar numa localização periférica, com um percurso que não a torna muito útil a quem deseja utilizar a bicicleta como meio de transporte para o emprego, para a escola ou para a universidade.

Ciclovia em Braga

Além disso, tem também alguns problemas de conceção que a tornam insegura não só para o ciclismo desportivo mas também para o ciclismo de lazer. Por exemplo, além de ser estreita e não permitir a ultrapassagem entre ciclistas, a ciclovia encontra-se agrupada com o passeio, ao longo de praticamente todo o seu traçado, sem qualquer tipo de separação, sendo frequente o seu uso por parte de peões, animais de estimação, carrinhos de bebés… Em alguns pontos do percurso, temos constantemente carros estacionados em cima da ciclovia, interrompendo a passagem dos ciclistas e obrigando-os a seguir ilegalmente por uma das faixas reservadas a veículos motorizados. Mas não é só. Em alguns pontos, há estacionamento automóvel na berma, pelo que os carros precisam de ocupar a ciclovia para entrar e sair do estacionamento (escusado será dizer que qualquer carro que vá a sair em marcha-atrás tem pouca ou nenhuma visibilidade para verificar se na ciclovia vem algum ciclista na sua direção). Isso, a juntar às numerosas rotundas que interrompem a viagem mas não oferecem qualquer proteção aos utentes da ciclovia, faz com que esta continue a ser uma das obras mais polémicas alguma vez realizadas em Braga.

É por estes e outros motivos que há neste momento um movimento de cidadãos de Braga a tentar fazer chegar uma mensagem aos responsáveis da autarquia - de que os ciclistas existem em Braga e que é preciso melhorar as condições de circulação e estacionamento, não só para os ciclistas que já andam nas nossas ruas, mas também para aqueles que gostavam de o poder fazer, mas ainda não se sentem seguros.

Gosto de ser otimista, e acredito que as coisas irão melhorar. O número de ciclistas aumenta de dia para dia, não só em passeios de fim de semana, mas também nas deslocações diárias para o emprego, no centro da cidade e nas zonas periféricas. Basta passar algumas horas na Avenida Central ou na Rua D. Pedro V, para o comprovar. Com o poder de compra a baixar e os custos dos combustíveis a aumentar, cada vez mais pessoas acabarão por tomar a decisão de perder o medo e a vergonha e passarão a usar a bicicleta em vez do carro. Aos poucos, esta nova realidade tornar-se-á cada vez mais difícil de ignorar por quem quer que esteja à frente dos órgãos autárquicos competentes…

sábado, 21 de abril de 2012

Ciclistas Urbanos em Braga #43

Ciclistas Urbanos em Braga

O Paulo mora na zona do Braga Parque e usa a bicicleta no seu dia a dia para todo o tipo de deslocações na cidade, em trabalho e em lazer.


Nota:

Esta zona da cidade, para além de acolher um movimentado centro comercial, é também uma zona residencial importante. Dali partem já diariamente vários ciclistas em direção aos seus locais de trabalho, no centro, e não só.

As vias de acesso ao centro da cidade são evidentemente cruciais para quem mora nesta parte da cidade. Para quem vai de bicicleta, contudo, há alguns obstáculos que certamente desencorajam os ciclistas menos experientes e que poderão colocar em risco os mais aventureiros.

Uma das principais vias de acesso ao centro é a Rua D. Pedro V, de que já temos aqui falado algumas vezes (aqui, aqui, aqui, ou aqui). No entanto, para chegarem até essa rua, os ciclistas que partem da zona do Braga Parque têm de percorrer primeiro a Avenida Padre Júlio Fragata, bem conhecida pelo seu trânsito acelerado e pelos ocasionais acidentes. Não será pois de estranhar que alguns ciclistas prefiram seguir pelo passeio, uma solução de desenrasque que, para além de ser ilegal, tem outros inconvenientes (piso escorregadio quando chove, interrupções ao longo do caminho, cruzamento com peões...).

Esta importante zona comercial e residencial, bem como o Campus de Gualtar e as suas áreas residenciais adjacentes, justificam plenamente a pertinência de uma via ciclável bem planeada, a ligar Gualtar diretamente ao centro da cidade e à Estação. Sobretudo se pensarmos que também ali se encontra o novo Hospital (e sim, também já conversei com pessoas que lá se deslocaram de bicicleta, apesar daquelas subidas a pique) e que a cidade tenderá a crescer para esses lados nos próximos tempos.

sexta-feira, 6 de abril de 2012

Ciclistas Urbanos em Braga #27

Ciclistas Urbanos em Braga

O Carlos Ferreira é um jovem empreendedor, que acredita no potencial da bicicleta para melhorar a qualidade de vida na cidade de Braga. Há algum tempo atrás, decidiu criar uma empresa de aluguer de bicicletas, que vem sendo uma excelente mais-valia para a cidade, sobretudo na área do turismo.

Nota:

O passeio que vemos nesta foto é um dos atalhos habitualmente usados pelos ciclistas que chegam à Avenida Central vindos da Av. 31 de Janeiro ou da Rua D. Pedro V.

Para além do sempre indesejável confronto com os peões, é de referir que este tipo de piso é demasiado escorregadio quando chove. Seria, pois, importante encontrar uma solução mais segura e eficaz para fazer a ligação, para ciclistas, entre as várias vias que se cruzam no Largo da Senhora-a-Branca.

sábado, 31 de março de 2012

Rua D. Pedro V está a precisar de uma regeneração…

Cadeira de rodas, na rua D. Pedro V

Por várias vezes, ao passar de bicicleta pela Rua D. Pedro V, tenho assistido a algo que me incomoda profundamente. Os passeios deixam muito a desejar e é frequente os peões terem de se desviar para a faixa de rodagem, devido à largura insuficiente e/ou ao piso irregular do passeio.

A situação é preocupante porque implica um risco aumentado de acidentes com peões. Mas é particularmente grave o facto de suceder com alguma regularidade (tal como tive a oportunidade de registar nesta foto) com os utilizadores de cadeiras de rodas e quem tem de transportar carrinhos de bebés.

Ao longo de praticamente toda a extensão desta via, há lugar para estacionar gratuitamente automóveis, à vontade (embora nem sempre de forma legal). No entanto, parece que falta espaço nesta rua para criar passeios com melhores condições. Serão os automóveis mais importantes do que as próprias pessoas?...

Ciclistas Urbanos em Braga #19

Ciclistas Urbanos em Braga

O Bruno começou há cerca de um mês a ir de bicicleta para o trabalho. Entre os percursos que faz habitualmente, destaca-se a famosa rota da Rua D. Pedro V, entre a zona da Gulbenkian e o centro da cidade.

Nota:

Como já vimos afirmando com certa regularidade, a Rua D. Pedro V é uma das principais vias de circulação de ciclistas em Braga, que precisa de algumas pequenas adaptações no sentido de melhorar a segurança para peões (ainda há dias vi uma cadeira de rodas a circular na faixa de rodagem, por não conseguir ir pelo passeio, e todos os dias vejo peões a caminhar na faixa de rodagem, porque o passeio é estreito demais), para ciclistas (no mínimo, sinalização horizontal e vertical em ambos os sentidos, a autorizar a circulação e a avisar da presença de ciclistas).

Seria importante melhorar o piso no trecho entre a Junta de Freguesia de São Vítor e a Avenida Central (zona do Largo Senhora-a-Branca). As ruas de paralelo são uma desgraça para a mecânica das bicicletas, e um veneno para as articulações dos ciclistas…

Falta também, atualmente, neste ponto, uma ligação mais lógica para o percurso de que vem de bicicleta. Alguns ciclistas vão de bicicleta até à passadeira que está logo antes do cruzamento com a Rua do Sardoal, e atravessam aí para a parte pedonal da Av. Central; outros atravessam nas passadeiras da Av. 31 de Janeiro e da Rua do Raio, e fazem depois um trecho pelo passeio até à Av. Central. Mas falta ali uma ligação mais lógica, sem obrigar a apear e/ou usar passadeiras e passeios.

segunda-feira, 26 de março de 2012

De bicicleta na cidade: devemos andar pelos passeios?

Diz o senso comum que na cidade o lugar mais seguro para andar de bicicleta são os passeios e bermas. Tenho vindo a observar, a este propósito, que alguns ciclistas urbanos preferem pedalar pelos passeios, mesmo em ruas com bom piso e pouco movimento. E embora compreenda em parte os motivos que levam a esse tipo de comportamento, creio ser uma prática a evitar, por vários motivos.

Ciclista em Barcelona

1. Andar de bicicleta nos passeios é ilegal

Ainda que o Código da Estrada português apresente ainda algumas lacunas em matéria de inclusão e proteção dos ciclistas, convém ter presente que é o Código da estrada que dita as regras de circulação na via pública e que este deve ser cumprido sempre que possível. Por isso, um dos motivos para circular de bicicleta na faixa de rodagem e não nos passeios é precisamente porque a lei assim determina. No passeio, de acordo com o CE, os ciclistas devem desmontar e levar a bicicleta pela mão.

2. Andar nos passeios é perigoso

Há vários perigos à espreita nos passeios. Boa parte deles são demasiado estreitos e têm buracos ou outros obstáculos que dificultam imenso a circulação dos ciclistas: é frequente haver degraus, pilaretes, árvores, bancos, postes, marcos de correio, sinais de trânsito, etc.

Quem vai a sair de um edifício geralmente não espera que venha uma bicicleta a circular no passeio, o que pode originar acidentes de certa gravidade. Além disso, os passageiros dos carros estacionados junto ao passeio podem a qualquer momento abrir as suas portas, resultando num dos tipos de acidentes mais frequentes com ciclistas.

3. Pelo passeio demoramos mais tempo

Os passeios estão concebidos para a circulação de peões, não de bicicletas. O trânsito pelos passeios é forçosamente mais lento do que na faixa de rodagem. Por um lado, porque é necessário dar inteira prioridade aos peões. E, por outro lado, porque os passeios há inúmeros obstáculos para os veículos de duas rodas. Um ciclista que evite sistematicamente a faixa de rodagem e circule somente pelos passeios vai certamente demorar muito mais tempo a chegar ao seu destino, correndo muito provavelmente alguns riscos desnecessários.

4. Defenda os seus direitos!

Você tem o direito de circular de bicicleta na faixa de rodagem (exceto, naturalmente, em autoestradas e outras vias devidamente sinalizadas). Os condutores de automóveis e outros veículos motorizados têm o dever de partilhar a via pública com todos os veículos, incluindo as bicicletas. Não abdique dos seus direitos.

Ao seguir pela faixa de rodagem, está a contribuir para educar os condutores, acostumando-os à presença dos ciclistas na via pública. Uma maior visibilidade da bicicleta enquanto meio de transporte é um contributo essencial para a melhoria das condições de segurança para ciclistas. À medida que os condutores se vão habituando a circular junto com os ciclistas, tornam-se mais atentos e cuidadosos. Há estudos que mostram que, à medida que aumenta o número de ciclistas nas ruas, aumenta também a sua segurança, diminuindo o número e gravidade dos acidentes.


...relativizar onde é preciso

Devemos conhecer e respeitar o Código da Estrada sempre que ele defende a nossa segurança e a dos que nos rodeiam. O bom senso é útil para ajudar a discernir algumas situações onde podemos relativizar algumas regras. Em alguns casos, pode ser aceitável e até recomendável circular pelos passeios.

Um exemplo simples: numa via de alta circulação automóvel, com uma subida acentuada e velocidades de 70km/h ou mais, uma bicicleta pode efetivamente correr alguns riscos. Ainda que o seu lugar por direito e por dever seja na faixa de rodagem, se houver um passeio suficientemente largo, com piso apropriado e onde estejam a circular poucas pessoas, pode ser boa ideia seguir temporariamente pelo passeio. Obviamente, dando sempre prioridade aos peões, e acautelando todo o tipo de situações imprevistas: alguém que sai de um carro ou de um edifício, peões que mudam de repente de direção, crianças que correm ou brincam no passeio, etc.