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sexta-feira, 13 de março de 2015

A Mobilidade Sustentável na Escola Básica 2/3 de Lamaçães

E.B. 2/3 de Lamaçães recebe palestra sobre mobilidade sustentável

A escola EB 2,3 de Lamaçães recebe amanhã, dia 14 de Março de 2015, às 10h00, uma palestra sobre mobilidade sustentável.

Com o objetivo de sensibilizar encarregados e alunos para o uso dos modos suaves de transporte nas deslocações para a escola, esta palestra conta com duas pessoas com uma vasta experiência no uso diário da bicicleta.

Teremos assim o Ricardo Cruz, professor de Português do ensino secundário, entusiasta ciclista urbano desde os anos 90, defensor e ativista da mobilidade em modos saudáveis, sendo, também, um cicloturista convicto e adepto do ciclismo de muito longa distância.

A acompanhá-lo na palestra estará também o Gonçalo Peres, que em 2009 começou a usar a bicicleta nas deslocações perto de casa para levar o primeiro filho à creche, evoluindo o raio de alcance para toda a cidade e todo o planeta, dependendo do tempo disponível. Hoje acompanha os dois filhos às respetivas escolas, sendo estes já autónomos no uso da bicicleta.

Para além da palestra ocorrerá ainda uma exibição de trial pela equipa “Sópedal”, com uma vasta experiência neste tipo de exibições, com manobras arrojadas que certamente ficarão gravadas na memória de quem vá assistir.

A iniciativa está aberta a toda a comunidade e conta-se com casa cheia para ouvir as experiências de duas pessoas que optaram pelo modo mais eficiente e inteligente para se deslocarem na cidade.

Esta iniciativa decorre integrada do Projeto "Transporte Ativo" e fazem parte de um projeto de doutoramento intitulado “A criança e o transporte ativo para a escola”.

terça-feira, 13 de maio de 2014

Condutor distraído atropelou ciclista na ciclovia de Lamaçães

Acidente na ciclovia de Lamaçães (Braga) - ciclista ferido

Por um membro do nosso grupo no Facebook, chega-nos a triste notícia de que ocorreu hoje mais um acidente em Braga, em plena ciclovia da Variante da Encosta (Lamaçães), de que resultou um ciclista ferido num pé e num pulso.

Não dispomos de informação muito detalhada mas, de acordo com os relatos de pessoas que disseram presenciar o lamentável sucedido, o ciclista estaria a contornar aquela rotunda (dentro da ciclovia), tendo sido nessa altura abalroado por um carro que entrava nesse momento na rotunda.

Sabemos que aquela é uma via que tem alguma tradição de "aceleras", em virtude de um fraco desenho em matéria de acalmia de trânsito, e que a referida ciclovia apresenta também alguns defeitos temos vindo a apontar e que urge corrigir. Uma melhor sinalização das passagens de velocípedes nas rotundas deve evidentemente estar no topo da agenda!

Ainda assim, vale a pena lembrar que, apesar de as condições não serem as ideais, o conhecimento e o cumprimento do Código da Estrada podem ajudar a prevenir muitos acidentes deste tipo.

Nomeadamente:

Artigo 25.º

Velocidade moderada

1 - Sem prejuízo dos limites máximos de velocidade fixados, o condutor deve moderar especialmente a velocidade:
a) À aproximação de passagens assinaladas na faixa de rodagem para a travessia de peões e ou velocípedes;
(...)
e) À aproximação de utilizadores vulneráveis;
(...)
h) Nas curvas, cruzamentos, entroncamentos, rotundas, lombas e outros locais de visibilidade reduzida;
(...)
2 - Quem infringir o disposto no número anterior é sancionado com coima de (euro) 120 a (euro) 600.


Artigo 31.º

Cedência de passagem em certas vias ou troços

1 - Deve sempre ceder a passagem o condutor:
(...)
c) Que entre numa rotunda.
3 - Quem infringir o disposto no n.º 1 é sancionado com coima de (euro) 120 a (euro) 600, salvo se se tratar do disposto na alínea b), caso em que a coima é de (euro) 250 a (euro) 1250.


Artigo 32.º

Cedência de passagem a certos veículos

(...)
3 - Os condutores devem ceder passagem aos velocípedes que atravessem as faixas de rodagem nas passagens assinaladas.
(...)
5 - Os condutores de velocípedes a que se refere o n.º 3 não podem atravessar a faixa de rodagem sem previamente se certificarem que, tendo em conta a distância que os separa dos veículos que nela transitam e a respetiva velocidade, o podem fazer sem perigo de acidente.
(...)
7 - Quem infringir o disposto nos números anteriores é sancionado com coima de (euro) 120 a (euro) 600.


Todos temos o dever de conhecer estas regras e zelar pela nossa segurança e pela dos que nos rodeiam na estrada, independentemente do tipo de veículo em que nos deslocamos em cada momento.

Desejamos ao ciclista as melhoras e que rapidamente possa voltar a pedalar por Braga.

quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Programa Ciclovias Interurbanas do CÁVADO BRAGA

No passado dia 19 de Setembro, realizou-se no Museu Nogueira da Silva uma apresentação, seguida de debate, organizada pela Comunidade Territorial de Cooperação CIM Alto Minho/CIM Cávado/ INORDE sobre Ciclovias Intraurbanas de Braga, no âmbito do seminário sobre MOBILIDADE Sustentabilidade e Inovação. Um leitores do Braga Ciclável teve a gentileza de nos fazer chegar, a posteriori, os diapositivos utilizados nessa mesma apresentação. Infelizmente, não soubemos da existência da mesma com a necessária antecedência, pelo que não pudemos assistir. Ficamos gratos, por isso, ao leitor que nos enviou o ficheiro bem como ao autor, por nos ter autorizado a sua publicação neste espaço.

Vamos então espreitar a apresentação, que pode ser consultada integralmente no site da CIM Cávado.



São propostas 6 ciclovias (1 já existente, 1 parcialmente existente e 4 por construir), são elas:

Ciclovia dos Estudantes
Liga a Universidade à Estação CP e continua até à junta de freguesia de Frossos.

Temos um pequeno reparo a fazer nesta "ciclovia": esta desvia-se na Rua de S. Victor para uma estrada com piso irregular em paralelo (Rua Martins Sarmento e Rua Beato Miguel de Carvalho), segue por uma estrada de sentido único (Rua 25 de Abril), subindo depois a Av. da Liberdade, virando para o agora Museu do Traje Dr. Gonçalo Sampaio e subindo pela Rua de S. Vicente, passando pelo Largo Carlos Amarante e continuando pela Rua D. Afonso Henriques até descer a Rua Dom Frei Caetano Brandão e virando à esquerda para a Rua Visconde Pindela.



A amarelo, descrevemos o percurso alternativo que propomos.


O desvio contemplado no projeto original perfaz um total de 2,1 km com descidas, subidas e muitas curvas. Ora, um ciclista urbano escolhe sempre o caminho mais direto e mais rápido, e de preferência com piso adequado a todos os tipos de bicicletas.
Assim sendo, faria muito mais sentido continuar de forma natural o percurso pela Rua de S. Victor e, chegando à Sra.-a-Branca, entrar numa zona partilhada entre peões e ciclistas. Essa zona partilhada poderia impor um limite de velocidade para estes últimos, tal como é feito em Barcelona onde nas zonas pedonais o ciclista não pode circular a mais de 15 km/h). Esta alteração resultaria num percurso bastante mais agradável e com uma extensão de 1,6 km, sem curvas, sem paragens e direto.

A nosso ver, esta ligação é fundamental, por voltar a ligar a cidade à Universidade e por ser um dos trajetos que mais procura tem (pode verificar-se isto utilizando-a diariamente, ou consultando o Mapa Braga Ciclável.

Pensamos ainda que esta ciclovia se podia prolongar para Este até à rotunda da paz em Gualtar.

Ciclovia do Rio Este
Liga o INL até à Junta de freguesia de Celeirós.

Aconselhamos a criar o resto do percurso como pista ciclável partilhada, separada, com uma largura mínima de 3,7m (bidirecional: 2,20 m de pista ciclável + 1,50 m de passeio). É menos confuso e é mais agradável para todos os seus utilizadores, peõs e ciclistas. Tem que ser devidamente marcada e sinalizada e construída.

Estas recomendações estão numa das muitas brochuras do IMTT:



Ciclovia do Monte Picoto
Esta ciclovia faz a ligação entre a ciclovia da Nascente, passando pelo Monte do Picoto, "rasgando" a cidade pela Av. 31 de Janeiro (como anteriormente defendi a criação de uma ciclovia nesta Avenida), subindo a Rua Santa Margarida e pretendendo-se ligar ao futuro Parque Norte. Esta ciclovia permite a ligação em rede de outras 3 ciclovias, a Nascente (ou de Lamaçães), a dos Estudantes e a do Rio Este. No entanto, ao chegar à Santa Margarida toma um rumo errado. Sobe aquela que será porventura a subida mais íngreme do casco urbano de Braga, a Rua de Camões, que liga à Universidade Católica. Seria preferível continuar a subida pela Rua Santa Margarida e aproveitar depois a Rua Dr. Domingos Soares para servir também a população da escola secundária Sá de Miranda.


A amarelo, o percurso alternativo que propomos.

Poderia depois continuar o percurso proposto até à Rua Engenheiro João Teixeira da Silva, onde entraria nos terrenos do futuro Parque Norte, e ligaria à Rua Quinta de Cabanas, terminando na atual Esprominho.

Ciclovia dos Estádios
Este traçado parece ser o ideal. Apenas acrescentaríamos uma ligação à ciclovia do Monte Picoto através da Rua Dr. Francisco de Noronha, para aqueles que não se querem atrever a subir a Rua Abade Loureira.

A amarelo, o percurso alternativo que propomos.


Ciclovia Nascente
Antes de apontar os problemas convém referir que vemos com muito bons olhos o prolongamento da mesma até à Universidade do Minho.

Esta ciclovia (ciclocoisa, vá) tem bastantes problemas:
  • Estacionamento (legal) entre a ciclovia e o passeio
  • Este é um dos grandes problemas desta ciclovia. Problema esse que já gerou vários acidentes. E apenas poderá ser resolvido com uma redefinição do trajeto desta ciclovia.

    Neste momento temos:
    Via Automóvel --- Ciclovia --- Estacionamento ---- Passeio

    Temos que passar a ter:
    Via Automóvel --- Estacionamento ---- Zona de segurança (0,80cm) ---- Ciclovia --- Passeio

  • Estacionamento ilegal na ciclovia (em 2ª fila)
  • Denota a falta de civismo de certos automobilistas e também uma notória falta de controlo policial. Todos os dias, ao longo de toda a ciclovia, encontramos vários automóveis estacionados a impedir a circulação de bicicletas no local que para elas foi desenhado. Apesar de tudo o que de mal possa estar feito nesta ciclovia, nada justifica este tipo de estacionamento.

    Patrulhas a pedal rapidamente resolveriam este problema, de forma simples e eficaz.

    Na rotunda do Hotel de Lamaçães as pessoas estacionam os automóveis em cima da ciclovia para se deslocarem ao Multibanco!
    Nesta mesma zona existem automóveis, quer de um lado quer do outro, estacionados em cima da ciclovia.
    Na zona da BikeZone, Maria Bolacha, etc é praticamente impossível circular pela ciclovia com tantos carros que estacionam em cima da mesma.
    Na rotunda da Media Market, um veículo de cargas e descargas estaciona constantemente na ciclovia. Se não está o camião, está um carro.

  • Peões a circularem na ciclovia
  • É algo que conseguimos entender, e encontramos duas justificações possíveis:

    -Uma vez que o passeio não tem manutenção e é feito em tijolo, torna-se desconfortável, o que leva as pessoas a optarem pela zona com piso mais uniforme: a ciclovia. O problema é que colocam em risco a sua integridade física, pois muitas vezes atravessam o estacionamento pela parte de trás do automóvel, o que poderá originar acidentes graves para o peão. Em certos sítios os passeios não possuem rampas nos lancis, enquanto que a ciclovia tem. Para um carrinho de bebé, ou uma cadeira de rodas, a ciclovia é muito melhor nestas situações.
    -As pessoas desconhecem o significado da sinalética colocada. Isto é uma lacuna na educação das escolas básicas e secundárias.

    A solução passa por melhorar as condições dos passeios e apostar na educação das futuras gerações. Isto consegue-se através da inserção nas escolas de matéria relativa ao trânsito com ênfase na circulação a pé e/ou de bicicleta e na explicação dos benefícios destas duas opções.


  • Rotundas
  • Vamos recorrer, mais uma vez, à brochura do IMTT para abordar, agora, o tema das rotundas:

No caso das rotundas que se encontram ao longo dos percursos cicláveis e que apresentam uma dimensão que não permite aos ciclistas a sua utilização em segurança é imprescindível retirar a circulação das bicicletas do anel da rotunda (Figura 18) ou mesmo encontrar percursos alternativos que evitem a rotunda

Resumindo:
Os princípios de conceção de rotundas têm evoluído nos últimos anos, no sentido de que estas devem ser compactas e induzir velocidades mais moderadas.


  • Pouca sinalização vertical e horizontal
  • Ao longo de todo o trajeto vemos poucos sinais indicativos da presença de uma ciclovia nesta zona.
    O mesmo se passa na sinalização horizontal, os únicos locais onde o sinal informativo da presença da bicicleta está pintado e colocado é à entrada das rotundas. Ao longo do resto do percurso não existe sinalética indicativa da presença de uma ciclovia exclusiva para ciclistas.


Ciclovia Circular
Esta ciclovia ligaria todos os serviços de interesse (escolas,unidades de saúde, iefp, igrejas, shoppings, etc) às 5 ciclovias anteriores. Assim teríamos já uma infraestrutura inicial bastante agradável para a nossa cidade que tem um potencial enorme para abraçar a bicicleta.

A amarelo um percurso que repescamos para ligar as escolas D.Maria II e Carlos Amarante à rede.


Agora comparemos a proposta feita no programa:



Com a proposta já com as nossas alterações:



Segundo o programa, as próximas fases devem passar pela integração das faixas ou pistas cicláveis na malha urbana da seguinte maneira:




Reparem na 1ª proposta e olhem para a que cheguei a apresentar aqui para a 31 de Janeiro:


Consideramos que o programa é válido na maior parte do seu conteúdo, e que seria uma importante mais-valia para a cidade de Braga. Com pequenos ajustes, pode ser a alavanca que a cidade precisa para se colocar na vanguarda da mobilidade sustentável, a nível nacional.

sábado, 10 de agosto de 2013

Diz que era uma espécie de ciclovia...


Nem mesmo os motoristas profissionais, neste caso um taxista, respeitam o já bastante desgastado piso vermelho da ciclovia de Lamaçães. Estacionar automóveis, autocarros ou camiões sobre a faixa de rodagem da ciclovia é prática recorrente, até mesmo dentro das próprias rotundas, como aqui se vê. 

O referido taxista escolheu parar dentro desta rotunda, esperando pelos seus passageiros com o carro parado em cima da rotunda, quando havia estacionamento livre a poucos metros dali, e em local onde seria muito fácil inverter a marcha sem incomodar o trânsito nem infringir o Código da Estrada... 

É caso para dizer... Onde pára a Polícia (ou a GNR)?


segunda-feira, 21 de maio de 2012

Ciclistas Urbanos em Braga #68

Ciclistas Urbanos em Braga

O sr. Armando é fisioterapeuta e trabalha no centro. Sempre que pode, vem de bicicleta para o emprego, desde a zona de Lamaçães, onde vive. Para ele, a bicicleta tem várias vantagens, de entre as quais destaca o facto de contribuir para uma vida saudável.

sexta-feira, 20 de abril de 2012

Ciclistas Urbanos em Braga #41

Ciclistas Urbanos em Braga

A Cidália, sempre que pode, usa a bicicleta para se deslocar para o trabalho, na zona de Lamaçães. A bicicleta permite-lhe chegar rapidamente ao seu destino, de forma económica, agradável e sem stress. De vez em quando, aos fins de semana, também gosta de passear de bicicleta.

quinta-feira, 5 de abril de 2012

Ciclistas Urbanos em Braga #26

Ciclistas Urbanos em Braga

O Leonel, que vive na zona do Braga Parque, começou estes dias a usar a bicicleta para o trabalho, ali para os lados de Lamaçães. De acordo com a sua experiência, a bicicleta tornou-se o seu veículo de eleição dentro da cidade, não só porque lhe permite poupar tempo nas viagens até cada local, como também já não tem de pagar o estacionamento.

sexta-feira, 23 de março de 2012

Ciclistas Urbanos em Braga #5

Ciclistas Urbanos em Braga

Para o Adelino, de Lamaçães, a melhor forma de vir à Avenida Central e de tratar de todos os seus assuntos ou, simplesmente, passear na cidade é a pedalar. Usa a bicicleta para as deslocações mais triviais do dia-a-dia e considera que este meio de transporte tem a vantagem de rápido na cidade, muito económico e bem agradável. No entanto, aponta como uma das maiores dificuldades a falta de estacionamentos adequados para bicicletas, mesmo em locais tão importantes como a Loja do Cidadão ou a Avenida Central.

Também gosta de usar bicicleta para passear com a filha, mas sente a falta de ciclovias que tornem essa atividade segura para as crianças.


Nota:

A única ciclovia existente atualmente em Braga, apesar de a sua localização parecer indicar que está mais voltada para o ciclismo de lazer, tem vários problemas de execução que a tornam praticamente imprópria até para esse tipo de utilização.

Tenho conversado com vários ciclistas que frequentemente se veem em situações delicadas nas várias rotundas que interrompem sucessivamente essa ciclovia, bem como nas zonas onde há estacionamento automóvel junto a ela: por um lado, devido à constante entrada e saída de veículos, atravessando a ciclovia; e por outro lado, até mesmo pelo grande número de veículos estacionados em cima da própria ciclovia (nunca vi nenhuma operação de fiscalização por parte das autoridades). Além disso, a ciclovia é frequentemente utilizada por muitos peões que a confundem com um passeio e por isso a usam nas suas caminhadas.