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sábado, 16 de fevereiro de 2013

Como um turista estrangeiro vê a peculiar ciclovia de Braga

Mapa ciclovia braga

Em outubro de 2011, há pouco mais de um ano, dois recém-reformados do Canadá decidiram visitar Portugal de bicicleta. Foi uma viagem de 987km, ao longo de 25 dias (até faz inveja, não é?). Estes dois turistas estiveram também em Braga e acharam um tanto ou quanto "peculiar" a única ciclovia existente na cidade.

O relato da experiência aparece nesta página. Depois de uma visita ao santuário do Bom Jesus, estes turistas pretendiam pedalar até à cidade de Guimarães através de estradas secundárias. A coisa não correu muito bem e acabaram por andar um pouco às voltas em Braga.

"O plano B era voltar atrás e apanhar a estrada principal para Guimarães, mas os sinais pareciam estar a mandar-nos andar em círculos. Nessa altura, deparámo-nos com a coisa mais rara de todas - uma faixa reservada para bicicletas. Seguimos por ela só para ver aonde ia dar; a resposta é a lado nenhum. Ao fim de cerca de 5km, ela acabava."

O casal acabaria por regressar ao hotel, adiando para outro dia a visita a Guimarães.

O resto do dia parece ter corrido um pouco melhor, mas este relato parece demonstrar que a cidade de Braga (tal como grande parte de Portugal) continua a não estar preparada para acolher os turistas que todos os anos a visitam de bicicleta. Continua a não haver brochuras turísticas e mapas concebidos a pensar neste tipo de turismo; continua a não haver vias cicláveis (seguras, confortáveis e convenientes para os utilizadores de bicicleta), dentro da cidade bem como entre esta e as localidades vizinhas; ainda não há estacionamento adequado para bicicletas na cidade de Braga; e, ao que parece, a própria sinalização rodoviária parece ser insuficiente...

domingo, 10 de fevereiro de 2013

Diz que era uma espécie de ciclovia...

A nossa única ciclovia costumava ter um piso distinto em cor vermelha, mas atualmente encontra-se desgastado em vários trechos, confundindo-se assim com as faixas destinadas ao trânsito motorizado.

Nesta foto, podemos ainda observar que o acesso aos lugares de estacionamento automóvel implica o atravessamento da ciclovia, tornando-se numa operação perigosa, sobretudo ao fazer marcha-atrás. Frequentemente, os automobilistas não conseguem ver se vem ou não alguém a circular na ciclovia, quando estão a sair do estacionamento. É esta uma das causas mais frequentes de acidentes na ciclovia.

Por outro lado, o passeio para peões parece desaparecer misteriosamente por entre escadas de prédios e estacionamento de carros, pelo que os peões optam por continuar a sua marcha pela faixa reservada para ciclistas. É, assim, mais frequente vermos esta ciclovia a ser utilizada por pessoas a caminhar, a correr, a passear o cão... do que a circular de bicicleta.

O certo é que, apesar de todas estas vicissitudes, ainda há ciclistas que se aventuram a utilizar a ciclovia, deparando-se diariamente com situações como esta, em que têm de tocar a buzina ou a campainha e esperar que a via fique desocupada, ou desviar-se para a faixa dos carros para poderem prosseguir viagem...



sábado, 9 de fevereiro de 2013

Estacionamento para bicicletas, na Rua do Souto (junto à Casa das Louças)

Aqui alguém precisou de um estacionamento para bicicletas e não o tinha…

Diz que era uma espécie de ciclovia...

Já de si perigosas para ciclistas, estas rotundas da ciclovia servem frequentemente de lugar de paragem ou estacionamento para outros veículos, obrigando os ciclistas a desviarem-se para a faixa interior.

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Uma ciclovia da Estação de Braga até Gualtar (resposta ao correio de um leitor)

O Paulo, um leitor do Braga Ciclável, enviou-nos a mensagem que abaixo reproduzimos. Tal como muitos outros utilizadores da bicicleta cá de Braga, também ele sente a necessidade de uma rede viária mais segura para ciclistas, pelo que decidiu avançar com a seguinte sugestão:

Nova ciclovia braga

Antes de mais gostaria de felicitá-lo pelo seu trabalho em prol do uso da bicicleta, é urgente mudar mentalidades.

Sou um usuário habitual da bicicleta, mas poderia ser mais, caso a minha cidade (Braga) oferecesse as infra-estruturas necessárias para que cada viagem de um ciclista não se tornasse um risco de vida.

Revolta-me ver novas obras a serem perpetuadas nesta cidade sem nunca aproveitar para criar condições para outros e mais saudáveis meios de transporte (inadmissível nos tempos actuais).

Assim, tenho pensado um pouco nesta situação, e parece-me que, sendo esta cidade de tamanho mediano, uma única ciclovia a atravessar a mesma em pontos cruciais e principais artéria da cidade, seria mais que suficiente para cobrir grande parte das necessidades.

Hoje dei-me ao trabalho de, em 10 minutos apenas, delinear o que me parece ser a ciclovia ideal para a nossa cidade.

  • Parte da estação de comboios e termina frente ao Mc Donald´s de Gualtar (perfeito para estudantes).
  • Sobe pela rua Andrade Corvo e Rua do Souto até à Avenida central (perfeito para quem se quer deslocar ao centro da cidade)
  • Segue para o Largo Srª-a-Branca e desce parte da 31 de Janeiro (tribunal, segurança social, clínicas, piscinas, supermercados, etc).
  • Segue pela Av. João XXI (Aqui facilita o acesso ao BragaParque e Pingo Doce) até ao McDonald's de Gualtar (onde é possível comer um hamburguer para compensar e facilmente se faz uma ligação à ciclovia de Lamaçães (Continente, Media Markt, etc)

Uma única ciclovia com cerca de 5/6 km que me parece que resolveriam grande parte dos nossos problemas.

Será assim tão díficil?

(…)

Evidentemente, concordamos que este é um dos percursos mais óbvios para uma eventual intervenção no sentido de criar uma via ciclável a ligar o centro a Gualtar. O percurso sugerido tem a vantagem de ligar alguns dos principais pontos da cidade (Estação de comboios, zona comercial e histórica do centro, Tribunal, Segurança Social, centro comercial BragaParque, Campus Universitário de Gualtar, Instituto de Nanotecnologia, centro comercial MinhoCenter…), que certamente poderia ser aproveitado por um grande número de pessoas. Não há, pois, qualquer dúvida que esses são os pontos da cidade que é mais urgente ligar.

Há várias soluções possíveis, mas esta é sem dúvida uma das mais viáveis face à atual rede viária da cidade (uma outra solução seria aproveitar a Rua D. Pedro V e a Rua Nova de Sta. Cruz, restabelecendo uma ligação adequada entre ambas).

Já em termos de terminologia ou tipologia, e tal como tivemos já a oportunidade de aqui referir, não tem necessariamente de ser uma ciclovia ao longo de todo o percurso. Em alguns pontos do percurso (Avenida João XXI e Avenida 31 de Janeiro, por exemplo) seria ótimo dispor de ciclovia. Mas, no centro, estaríamos antes a falar de uma via partilhada com peões, e/ou com outros veículos, desde que efetivamente asseguradas velocidades de circulação compatíveis com essa mesma partilha.

O importante mesmo é assegurar que se disponibiliza aos ciclistas - que não são apenas desportistas ou pessoas em atividades de lazer - um conjunto de vias (partilhadas ou não) onde possam circular em segurança. As pessoas querem uma cidade onde possam viver sem medo de andar a pé ou de usar uma bicicleta, seja para se deslocarem para as compras, para o emprego, ou para levar os filhos à escola, por exemplo.

Estacionamento para bicicletas, na Praça da Justiça (junto à Segurança Social)

Estacionamento bici 081

Aqui alguém precisou de um estacionamento para bicicletas e não o tinha…

Estacionamento para bicicletas, na Praça da Justiça (em frente ao Tribunal)

Estacionamento bici 084

Aqui alguém precisou de um estacionamento para bicicletas e não o tinha…

Estacionamento para bicicletas, na Rua Padre Roberto Maciel (junto ao centro comercial BragaParque)

Estacionamento bici 105

Aqui alguém precisou de um estacionamento para bicicletas e não o tinha…

Diz que era uma espécie de ciclovia...



quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Saiba quanto lhe custa realmente usar o automóvel

O João Pimentel Ferreira, engenheiro eletrotécnico e de computadores e também um utilizador diário da bicicleta como meio de transporte, criou e disponibilizou na sua página pessoal um formulário muito prático que ajuda a calcular as despesas associadas ao uso do carro. Basta introduzir os valores adequados ao seu caso e clicar no botão "Calcular", para rapidamente compreender um dos principais benefícios da utilização dos transportes públicos e da bicicleta.

E você? Sabe quanto lhe custa realmente ir de carro para o emprego?...

Vejam aqui: http://autocustos.com

Diz que era uma espécie de ciclovia...

Ciclovia1

A Ciclovia da Variante da Encosta sempre esteve envolta em polémica (ver alguns exemplos aqui, aqui, aqui, aqui, ou também aqui, aqui ou aqui). As queixas incluem problemas relacionados com a escolha do percurso, a falta de delimitação do espaço para peões e ciclistas e consequente utilização da faixa de rodagem por peões e pelos seus animais domésticos, a acentuada degradação do piso, a existência de lugares de estacionamento automóvel cujo acesso é feito por cima da faixa de rodagem da ciclovia, as rotundas mal desenhadas e mal sinalizadas e… claro, o estacionamento ilegal em cima da própria ciclovia (algo que as autoridades, repetidamente, parecem ignorar).

Não é certamente por acaso que muitos dos ciclistas com quem temos falado se referem a esta ciclovia como uma das vias mais perigosas de Braga para quem se desloca de bicicleta. Há vários ciclistas que já foram atropelados nesta ciclovia e muitos há que, simplesmente, evitam circular nela. A ciclovia cria uma falsa sensação de segurança, numa via em que o perigo está à espreita a cada 50 metros...

Estacionamento para bicicletas, na Avenida Central (junto ao Edifício dos Congregados - Universidade do Minho)

Estacionamento bici 077

Aqui alguém precisou de um estacionamento para bicicletas e não o tinha...