Esta é uma cidade com um potencial imenso para a adoção do ciclismo urbano no dia a dia. Falta no entanto dotá-la daqueles pequenos pormenores que, para além de facilitarem a vida de quem pedala, animam a quem quer começar. Vamos fazer de Braga uma cidade mais amiga dos peões, das bicicletas e dos ciclistas!
terça-feira, 11 de março de 2014
segunda-feira, 3 de março de 2014
sábado, 1 de março de 2014
A Massa Crítica ganha força em Braga
Acabamos com o compromisso de no dia 28 de Março aparecermos todos e levarmos pelo menos um amigo novo ;) E assim a massa crítica de Braga vai crescer. Vens?
quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014
Ciclistas urbanos reuniram com Câmara Municipal de Braga
No seguimento da Proposta Para Uma Mobilidade Sustentável, decorreu esta terça-feira, dia 18 de fevereiro, pelas 17 horas, em Braga, uma reunião com o novo executivo da Câmara Municipal de Braga, para discussão de medidas de promoção e apoio ao uso da bicicleta como meio de transporte na cidade de Braga.
Nesta reunião, estiveram presentes, em representação dos cidadãos utilizadores de bicicleta, Antony Gonçalves e Rómulo Duque (Encontros com Pedal), Victor Domingos e Mário Meireles (Braga Ciclável). A equipa municipal esteve representada pelo arquiteto Octávio Oliveira, chefe da divisão de Planeamento Urbanístico do Município e pela arquiteta Fátima Pereira, assessora de Miguel Bandeira, vereador responsável pelos pelouros do Património, Urbanismo, Regeneração Urbana, Planeamento e Ordenamento.
Na sequência de contactos realizados ao longo dos últimos dois anos, esta reunião teve como objetivo principal propor algumas alterações à regulamentação municipal e outras medidas facilmente exequíveis a curto prazo, por forma a melhorar as condições de estacionamento e de circulação em segurança para os ciclistas na cidade de Braga.
O número de ciclistas vem aumentando gradualmente ao longo dos últimos anos, e pode vir a aumentar consideravelmente nos tempos que se avizinham. Tal aumento é desejável, na medida em que contribui para uma melhor qualidade de vida dos cidadãos (a bicicleta é um meio de transporte mais saudável, menos poluente, mais económico e mais rápido, sobretudo nos percursos até cerca de 5 km), pelo que deve ser incentivado de forma inequívoca através da criação de vias cicláveis, sobretudo nos percursos de cariz utilitário.
Nesta reunião foram apresentadas algumas sugestões de medidas práticas para tornar Braga uma cidade com melhores condições para o uso da bicicleta como meio de transporte. Pretende-se que, a curto ou médio prazo, os bracarenses e todos aqueles que visitam a cidade de Braga possam sentir a necessária segurança para poderem livremente usufruir das vantagens deste meio de transporte mais económico, mais saudável e mais amigo do ambiente.
O conteúdo do dossiê agora apresentado vem aprofundar e concretizar algumas das medidas que faziam parte da Proposta para Uma Mobilidade Sustentável e inclui, entre outras, as seguintes sugestões devidamente detalhadas:
- Regulamento do controlo de velocípedes na área pedonal da cidade Braga;
- Regulamento do controlo de velocípedes em vias reservadas aos transportes públicos;
- Estacionamentos para Bicicletas:
- Sinalizar devidamente os estacionamentos “Sheffield” já existentes,
- Implementar requerimentos de instalação de estacionamento de bicicletas CMB junto de instituições e estabelecimentos comerciais,
- Regulamento para o estacionamento de bicicletas,
- Instalação de novos estacionamentos nas localizações já identificadas como sendo mais procuradas pelos ciclistas;
- Sistema de partilha de bicicletas e multimodalidade;
- Educação Rodoviária;
- Campanhas.
Segundo Fátima Pereira, “esta é a atitude que pretendemos estimular em Braga. É importante que as organizações, as instituições e as associações estejam em estreita comunicação com a autarquia e sejam agentes ativos na construção das políticas do município e na definição dos projetos para a cidade”. Aquela responsável acrescentou ainda que “o conhecimento produzido entre a autarquia e este grupo de cidadãos é certamente uma mais-valia na definição de uma proposta para a mobilidade ciclável em Braga. Esta será a forma deste executivo agir e intervir”.
Abordou-se ainda a rede ciclável proposta pela CMB e presente na revisão em curso do Plano Diretor Municipal, e o Programa de Ciclovias Interurbanas do CÁVADO (estudo desenvolvido pelo professor António Perez Babo), cujas plantas foram apresentadas e explicadas pelo Arq. Octávio Oliveira.
Para a arquiteta e assessora do pelouro “será importante contar, num futuro próximo, com os pareceres do Braga Ciclável e dos Encontros Com Pedal, na sua qualidade de utilizadores da bicicleta como meio de transporte, com o objetivo de ajustar as medidas a implementar às reais necessidades dos cidadãos. Só assim iremos ao encontro desta realidade e asseguramos que os investimentos não são desajustados face à realidade da cidade como aconteceu no passado.”
O dossiê hoje apresentado está disponível para consulta e será também entregue às diversas forças políticas com assento na Assembleia Municipal.
domingo, 16 de fevereiro de 2014
Diz que era uma espécie de ciclovia, mas é uma bandalheira...
De cada vez que tentamos dar algum uso à nossa malograda Ciclovia da Variante da Encosta, acabamos por sair de lá com uma dor de cabeça a mais e com a revolta de, ao fim de todos estes anos, ainda ninguém ter feito nada para resolver aquela bandalheira.
O piso vermelho já desapareceu em vários pontos da ciclovia.
Os lugares de estacionamento automóvel foram erradamente colocados, de forma que os carros precisam de atravessar a faixa de rodagem dos ciclistas para estacionar ou, tanto ou mais perigoso, para saírem do seu estacionamento em marcha-atrás.
Todos os dias, a várias horas do dia, há vários carros estacionados em segunda fila (que é como quem diz, a ocupar a ciclovia), até mesmo quando há lugares vazios a poucos metros de distância. Alguém já assistiu ou ouviu alguma vez a história de algum desses automobilistas ter sido multado ou repreendido por agentes de autoridade?...
Para quando a construção de uma ciclovia em Braga, que seja útil, segura e funcional, e cuja função real não se resuma à criação de uma falsa percepção de segurança nos seus utentes?
quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014
PSP de Braga vai patrulhar as ruas em Segway e bicicleta, já a partir deste ano
O "Projeto de Policiamento Velocipédico e Segway" vai arrancar já este ano, a partir da primavera, de acordo com as notícias publicadas hoje nos nossos jornais locais.
A PSP de Braga vai receber 2 veículos de transporte unipessoal da conhecida marca Segway (patrocinados pela Câmara Municipal) e 4 bicicletas, para melhorar a mobilidade dos seus agentes e substituir as viaturas que costumam circular nas zonas pedonais e comerciais. Espera-se com esta iniciativa contribuir para uma maior proximidade da PSP com a população de Braga e um aumento da percepção de segurança.
De acordo com as notícias que hoje circularam no Diário do Minho e no Correio do Minho, a fase inicial do projeto de policiamento em Segway e bicicleta inclui duas zonas. A zona 1 incluirá a Estação de comboios e a Central de Camionagem. A zona 2 engloba uma área mais vasta, que vai desde as instalações da PSP, passando pelo centro, até ao Braga Parque e Universidade do Minho (Campus de Gualtar). Ou seja, ficará coberto por este policiamento uma das zonas mais utilizadas diariamente pelos nossos ciclistas (Avenida Central, Rua D. Pedro V, Avenida Padre Júlio Fragata, Rua Nova de Santa Cruz... O presidente da CMB, Ricardo Rio, esteve em visita à PSP e, juntamente com falou aos jornalistas sobre a elaboração da Câmara com aquela entidade neste projeto:
É, pois, com grande agrado que recebemos esta notícia! Sempre defendemos que não fazia sentido as nossas forças policiais circularem de carro pela zona pedonal e desperdiçarem as oportunidades oferecidas por outros meios de transporte. Não só pelos custos que isso implica para as contas públicas, mas também, e sobretudo, pela pouca eficácia que o carro oferece nessas zonas da cidade. A bicicleta, com os seus custos de aquisição e manutenção reduzidíssimos e com a sua capacidade de chegar rapidamente a todo o lado, será certamente um excelente novo aliado para as forças que asseguram a segurança pública. Quanto aos veículos Segway, que apesar do preço bastante elevado têm a vantagem de serem bem mais económicos que o carro em termos de consumo e bem menos poluentes em termos de emissão de gases e produção e ruído, darão à cidade de certa forma um "colorido" mais moderno e simpático...
Estamos certos também de que estas novas patrulhas em bicicleta terão um papel decisivo para o aumento da segurança dos ciclistas na cidade de Braga. Não só contribuirão para uma maior consciencialização dos automobilistas relativamente à correta partilha da via com os utilizadores de bicicleta (distâncias de segurança, velocidades, regras de prioridade em rotundas e cruzamentos, ultrapassagem em segurança, etc), como também, aqui e ali, poderão sensibilizar os ciclistas para as regras do Código da Estrada e outras medidas de segurança importantes (circular na faixa de rodagem da direita, evitar usar passeios estreitos, usar luzes e refletores, respeitar os semáforos, etc.).
E não podemos deixar de lançar uma sugestão ou desafio à PSP de Braga. E que tal se aproveitássemos este ano em que Braga é Capital Jovem da Segurança Rodoviária e em que a PSP dá início às patrulhas em bicicleta para, em parceria com as escolas da cidade, serem realizadas ações de formação (dirigidas a alunos e professores) sobre o uso da bicicleta como meio de transporte, demonstrando as suas vantagens e ensinando algumas das regras básicas de circulação na estrada?
terça-feira, 28 de janeiro de 2014
Revisão do PDM de Braga - algumas notas de interesse
No passado dia 18 de janeiro, realizou-se no auditório do Parque de Exposições de Braga, uma Sessão Pública de apresentação e exposição do processo de revisão do PDM de Braga. Essa sessão, que era aberta aos munícipes e, de um modo geral, a todos os intervenientes pelo futuro do ordenamento do município, foi bastante concorrida e participada.
A sessão teve dois momentos principais. Numa primeira fase, foi feita uma apresentação de alguns estudos e da proposta de revisão do PDM que está em cima da mesa (diapositivos disponíveis aqui). Seguiu-se depois um período em que o público teve a oportunidade de colocar questões ou lançar sugestões relativas ao PDM.
Dos vários temas que foram abordados, a "Proposta de Acessibilidades, Transportes e Mobilidade" era sem dúvida um dos tópicos que mais nos interessava conhecer e discutir. Vejamos um pouco do que por lá se falou.
Estudos de caraterização e diagnóstico da rede viária
Proposta de implantação da “Circular Exterior”, um conjunto de variantes à volta da periferia da cidade com o objetivo de oferecer uma alternativa ao atravessamento da área urbana. Por outras palavras, com o objetivo de reduzir o trânsito dentro da cidade, fazendo circular por fora da cidade aqueles veículos que já lá não parariam de qualquer modo. Isso permitiria, em princípio, tornar uma boa parte da cidade mais “urbana” e mais amiga de peões e ciclistas.
Do traçado apresentado, pareceu-nos que entre as zonas que sairiam mais beneficiadas por essa redução do tráfego automóvel estariam a Av. Padre Júlio Fragata (Braga Parque, Enguardas), toda a rodovia desde as piscinas até à zona do Fojo. Ao mesmo tempo, isso abre portas a que seja retomada sem desníveis, sem passagens aéreas nem túneis nem elevadores, nem quaisquer outras complicações desnecessárias, a ligação milenar entre a Rua Nova de Santa Cruz e a Rua D. Pedro V, que se reveste de particular importância não só para peões e ciclistas, mas também para os nossos transportes públicos.
Estudo da repartição modal: que meios de transporte usam os bracarenses, segundo os censos?
Cumpre esclarecer que, até 2001, os censos não distinguiam entre a utilização de bicicleta ou motociclo, pelo que os respetivos valores foram neste caso abordados em conjunto. Mesmo assim, o resultado é algo que não pode deixar de envergonhar a cidade mais jovem de Portugal.
Em apenas uma década, dos censos de 2001 para os de 2011, a utilização de veículos de duas rodas (motociclos e bicicleta) terá caído cerca de 32% (passando de 1,185% para apenas 0,684% das deslocações realizadas). Ao mesmo tempo, outro dado que nos envergonha é a redução acentuada no uso do autocarro e do transporte coletivo. Igualmente grave é a redução das deslocações pedonais, que também caiu cerca de 30%. Houve um modesto aumento no uso do comboio e um aumento que poderemos considerar brutal (43,5%) no uso do automóvel ligeiro, tanto na qualidade de passageiro como na de condutor.
Como alguém na mesa comentou, são números que de alguma forma vão contra aquilo que seria de esperar face à tão falada crise. Mas, acrescentaríamos nós, são números que espelham bem aquilo que tem sido a aposta da cidade em termos de políticas de mobilidade, habitação e emprego. É sintomático que apenas 15% da população de Braga use os transportes públicos, como é sintomático que apenas uma minoria (que quase parece nem ser representável através destes números) use a bicicleta como meio de transporte nas suas deslocações diárias.
Mais ainda quando sabemos que, de acordo com um estudo dos TUB, datado de 2007, grande parte das deslocações de carro dentro do concelho de Braga são realizadas dentro do centro urbano, em distâncias muito curtas (menos de 5km) e em zonas praticamente planas ou com desníveis fáceis de vencer (por exemplo, entre Cividade, Maximinos, S. João do Souto, S. Lázaro, S. Vicente, S. Vítor e Sé). Nesse mesmo inquérito, o custo médio mensal estimado para o uso do automóvel em Braga (que incluía 91,34€ de combustível, 7,59€ de parqueamento e 24,57€ manutenção) era de 148,92 euros (ou seja, um terço do salário mínimo). Estes valores valem o que valem (e nada melhor do que uma visita ao AutoCustos.com para saber o verdadeiro valor da despesa em cada caso concreto), mas dão para perceber que a aposta na promoção do uso dos transportes públicos e dos meios suaves rapidamente se traduziriam em ganhos significativos para os bracarenses em termos do seu poder de compra.
Proposta de Rede de Percursos e Corredores Cicláveis
Foram apresentados alguns objetivos gerais que, pela sua importância programática, não resistimos a transcrever:
- Promover a utilização quotidiana da bicicleta como um modo de deslocação sustentável, alternativo ao transporte individual, devidamente integrada no sistema de transportes públicos coletivos e promover a interligação com a rede de transportes.
- Potenciar ligações à rede escolar, equipamentos desportivos, culturais, de lazer, com o património e a estrutura ecológica.
- Contribuir para a requalificação do espaço público.
- Delinear uma política de integração efetiva da bicicleta como modo suave de deslocação.
Ao mesmo tempo, era mostrado por instantes um mapa cujos detalhes não foi possível perceber, mas que, ao que parece, será baseado naquele que havia sido já apresentado em julho de 2013:
Foi com agrado que ouvimos a arquiteta Filipa Corais afirmar que era preciso apostar num novo paradigma de construção e reabilitação da cidade dando primazia aos peões, aos ciclistas, aos transportes públicos e só depois ao veículo individual. É essa a perspetiva que por aqui subscrevemos e que um pouco por todo o mundo desenvolvido se vem promovendo na atualidade.
Gostaríamos imenso de ter ouvido pelo menos tantos detalhes referentes à questão da mobilidade como os que ouvimos em relação à distribuição das áreas agrícolas e solos urbanos. À falta de mais informações pormenorizadas, não nos é possível tecer grandes comentários sobre as soluções a adotar na implementação dessa rede ciclável. É de saudar contudo que, finalmente, a cidade de Braga reconheça publicamente a importância da bicicleta para o seu desenvolvimento económico e para a melhoria da qualidade de vida dos seus cidadãos. É um primeiro passo para que alguma coisa mude efetivamente para melhor.
Ainda assim, ficou a faltar nos objetivos algo mais concreto, por exemplo, estipular que nos próximos 5 ou 10 anos o objetivo seria que pelo menos 5% ou 10% das deslocações dentro do concelho fossem feitas em bicicleta. Ou que pelo menos 50% fossem feitas em transportes públicos. Sem metas claras para cumprir, como saberemos avaliar, dentro de uns anos, até que ponto a execução deste PDM estará a ser bem ou mal sucedida?
Estacionamento
Ainda no capítulo da mobilidade, houve um diapositivo quase insólito, que por momentos pareceu contradizer os objetivos de que haviam sido propostos para a rede ciclável. Como é possível falar em pelo menos 1 lugar de estacionamento (automóvel, claro) por cada 2 habitações? Talvez fizesse algum sentido, numa lógica de promoção da utilização de outros meios de transporte, seguir o exemplo de outras cidades e países da europa (Zurique, Amesterdão, Estrasburgo...) e incluir um limite máximo de lugares de estacionamento por cada X habitações. É que, fazendo as contas, e a menos que estejamos a falar sobretudo de garagens e parques privativos, convém lembrar que a cidade de Braga não tem sequer área suficiente para albergar tanto carro na via pública...
Contrariamente ao que por vezes se tenta fazer pensar, mais carros não significa mais prosperidade e mais qualidade de vida. Veja-se o exemplo da cidade americana de Detroit, que costumava ser designada como "Motor City", pelo número de automóveis que albergava e produzia. A cidade cresceu e organizou-se em função do automóvel até ao ponto em que... acabou por falir.
E como é possível que nem por um momento se fale no número de lugares de estacionamento para bicicletas por cada X habitações? Esse não deveria igualmente ser um dos objetivos a constar neste PDM, dado que praticamente não existe estacionamento adequado para bicicletas na cidade de Braga? Foi o que se fez por exemplo em Almada, cujo Regulamento Urbanístico estipula que as operações urbanísticas de construção, reconstrução, alteração e ampliação, devem prever a existência de "espaços cobertos para parqueamento de bicicletas, de fácil acesso, de modo a promover a utilização eficaz da bicicleta e evitar o seu furto e deterioração". Nesse mesmo regulamento (a parte mais interessante do referido regulamento está no artigo 78º), constam algumas normas que especificam como devem ser implementados esses estacionamento, incluindo os requisitos técnicos para cumprirem a função a que se destinam, a proporção de estacionamentos face ao número de utentes ou tipo de habitação, etc. É um excelente exemplo, que pode e deve ser copiado, adaptado e aprofundado por cidades como Braga. Vamos a isso? :-)
quinta-feira, 16 de janeiro de 2014
Revisão do PDM de Braga - Sessão Pública de apresentação e discussão
A Câmara Municipal de Braga realiza este sábado, dia 18 de janeiro, às 14:30h, no auditório do Parque de Exposições de Braga, uma Sessão Pública de apresentação e exposição do processo de revisão do PDM de Braga. Essa sessão será aberta aos munícipes em geral, bem como a todos os intervenientes pelo futuro do ordenamento do município.

A organização deste evento carateriza-o como “um importante ato de cidadania e de participação na estratégia de desenvolvimento de Braga". A revisão do PDM, que servirá de base ao ordenamento do território da cidade (por exemplo em termos de áreas urbanizáveis, espaços verdes e rede viária) para os próximos anos, é sem dúvida uma oportunidade fundamental para assumir um compromisso sério, determinado e concreto no sentido da construção de uma cidade mais voltada para as pessoas, com uma aposta clara na promoção de políticas de mobilidade sustentável.
Assim, a vossa participação é muito importante. Apareçam (a pé, de bicicleta ou em qualquer outro meio de transporte que vos dê jeito nesse dia) e participem no debate!
PROGRAMA
14:00 h – Abertura da Exposição da Revisão do PDM de Braga
14:30 h – Abertura da Sessão Pública do Processo de Revisão do PDM de Braga
- Dr. Ricardo Rio (Presidente da Câmara Municipal de Braga)
- Prof. Dr. Miguel Bandeira (Vereador dos pelouros da Regeneração Urbana, Património, Ligação à Universidade e Planeamento, Ordenamento e Urbanismo, da Câmara Municipal de Braga)
15:00 h – Painel I – Enquadramento do Processo
15:20 h – Painel II –Caracterização e Diagnóstico
15:45 h – Painel III – Proposta de Ordenamento
16:20 h – Painel IV – Avaliação Ambiental Estratégica
16:30 h - Debate
17:30 h - Encerramento
- Dr. Ricardo Rio (Presidente da Câmara Municipal de Braga)
segunda-feira, 23 de dezembro de 2013
Participe neste estudo sobre a Via Pedonal Ciclável de Braga!

No âmbito da Unidade Curricular de Conceção, Gestão e Avaliação de Projetos Educativos, do Curso da Licenciatura em Educação, da Universidade do Minho, encontra-se a decorrer um estudo sobre a Via Pedonal Ciclável recentemente inaugurada na zona do rio Este.
Sabemos que alguns dos nossos leitores e colaboradores já terão respondido ao inquérito (nós também já o fizemos), no entanto, para obter uma amostra significativa e resultados mais rigorosos, são necessários muitos mais participantes. O grupo responsável por este trabalho pede, por isso, a vossa colaboração. O questionário é muito simples e pode ser respondido em apenas alguns instantes. Como é natural, os dados recolhidos serão tratados com a devida confidencialidade, destinando-se unicamente ao tratamento para efeitos de investigação.
Participem, por favor, respondendo a este questionário:
www.onlinepesquisa.com/s/2a5387d
Também podem ajudar a equipa partilhando esta notícia junto dos vossos amigos e conhecidos, e convidando-os a responder também ao questionário.
Neste momento, há diversos estudos a decorrer na Universidade do Minho sobre o uso da bicicleta na cidade de Braga e as condições para a sua circulação. É bom ver que a comunidade académica bracarense começa a dedicar algum do seu trabalho a esta temática!
Dentro de algumas semanas, esperamos poder divulgar aqui os resultados deste inquérito. Estejam atentos ;-)
quarta-feira, 11 de dezembro de 2013
Guerra civil nas estradas de Braga: uma análise dos acidentes entre 2010 e 2012
Tenho tido algumas conversas sobre acidentes rodoviários e venho notando que, estranhamente, muitas pessoas acham que a bicicleta tem um poder destrutivo semelhante ao do carro e que, desse modo, representa um perigo comparável para os outros utentes da via pública. Tendo sido eu recentemente vítima de um acidente na qualidade de ciclista, poderia argumentar que sou a prova viva do contrário. Mas, como um exemplo vale apenas o que vale, a melhor maneira de verificar se esses dois meios de transporte (automóvel e bicicleta) são mesmo equivalentes, em termos da sua perigosidade, consiste em analisar o número de acidentes entre velocípedes, peões e automóveis.
Para conseguir estes números contactei a PSP e a ANSR-Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária em busca de dados relativos a acidentes entre velocípedes e peões, velocípedes e automóveis e automóveis e peões relativos aos últimos três anos (2010,2011,2012). A ANSR respondeu hoje com estes dados:
Existe 1 ferido ligeiro em 2010 e outro em 2012 no campo velocípede-peão. Questionamos a ANSR relativamente ao local onde estes acidentes tinham ocorridos, no sentido de obter alguma informação adicional que nos permitisse melhor compreender o contexto desses acidentes. A resposta foi que estes dois acidentes se inserem nas Ações do Peão e que assim, o acidente de 2010 não tem ação definida e o de 2011 tem como ação a saída/entrada num veículo.
Houve um aumento de mortos e feridos graves em 2012, mas não parece ter havido nesse período um aumento significativo do número de acidentes envolvendo ciclistas.
Totais relativos aos 3 anos
Conseguimos ver que o que se destaca mesmo é a quantidade brutal de acidentes em que um automóvel vitima um utilizador vulnerável (peão ou ciclista).
Portanto nos últimos 3 anos em Braga não morreu ninguém atropelado por uma bicicleta e apenas existiram 2 feridos ligeiros (e estes dois acidentes estão inseridos nas ações do peão).
Em acidentes nos quais esteve envolvido o automóvel morreram, infelizmente, 8 pessoas, 62 ficaram feridas com gravidade e 336 ficaram feridas de forma ligeira.
Afinal, ao contrário da bicicleta, o carro pode ser uma arma letal, implicando por isso a necessidade de um maior cuidado e uma maior responsabilização por parte do seu condutor. Conduzir uma bicicleta também implica um certo grau de responsabilidade e algumas medidas de segurança, como usar luzes e refletores e conduzir na via de forma previsível, mas a verdade é que este continua a ser um meio de transporte muito mais seguro e bem mais amigo dos peões.
quinta-feira, 28 de novembro de 2013
Movimento de solidariedade - vamos pedalar pelo Mário Meireles!
Depois de o Mário ter relatado o acidente de que foi vítima através do Facebook, gerou-se uma certa onda de solidariedade. O Ricardo Cruz, certamente também sensibilizado pelo sucedido, dedicou-lhe um breve artigo no blog Bicla no Porto. No Facebook, foram chovendo "gostos", comentários e partilhas sobre esse tema, no grupo do Braga Ciclável e não só.
E entretanto, foi anunciado através do Facebook um evento para este sábado de manhã. O convite é para dar uma "Voltinha Urbana Matinal Pelo Mário Meireles", promovendo a acalmia de tráfego na cidade, e a ideia é ir visitá-lo ao Hospital de Braga (de bicicleta, claro). Podem saber mais detalhes nesta página.
Se puderem, peguem nas vossas bicicletas e participem neste pequeno passeio pela cidade. Mostrem que acreditam na bicicleta como meio de transporte e que também querem melhores condições de segurança na cidade de Braga - para vocês próprios, para os vossos amigos e para os vossos familiares.
Condutor distraído atropelou ciclista em Gualtar
Todos nós por aqui conhecemos o Mário Meireles. Para além de autor de alguns artigos deste blog, foi ele que realizou quase todo o trabalho do Mapa Braga Ciclável e tem estado a colaborar com várias instituições nesta área. Sabemos do seu empenho na causa da bicicleta, na promoção do uso deste meio de transporte e na luta para que em Braga melhorem as condições de segurança para peões e ciclistas. E sabemos também que é um ciclista responsável e extremamente cuidadoso. Apesar disso, foi ontem atropelado em Gualtar, por um automobilista que conduzia distraído.
Eram cerca das 20h30 e o Mário seguia na reta de Gualtar perto da bomba de gasolina. Seguia devidamente equipado com luzes dianteira e traseira. Tal como manda o Código da Estrada ainda em vigor, seguia pela direita. Ainda assim, um condutor que vinha distraído ao volante abalroou-o por trás. Não havia falta de visibilidade no local (era uma reta!). Houve simplesmente um condutor pouco prudente, que vinha com velocidade excessiva e não tomou as precauções necessárias para poder abrandar ou imobilizar o seu veículo em segurança na presença de um obstáculo.
O condutor teve pelo menos a decência de dar-se como culpado, pelo que, esperamos, pelo menos a sua seguradora irá de alguma forma procurar ressarcir este nosso amigo pelos danos causados. Não deixa, no entanto, de ser revoltante sempre que acontece um destes acidentes que eram facilmente evitáveis...
Desejamos ao Mário as rápidas melhoras e que possa brevemente voltar a pedalar por aí. Braga precisa de jovens inteligentes e ativos como ele!









