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sexta-feira, 26 de julho de 2013

Aprovado novo Código da Estrada, que protege mais os peões e ciclistas

O passado dia 24 de julho de 2013 foi um dia histórico para Portugal. Após décadas de discussões públicas sobre os erros da nossa legislação rodoviária, depois de milhares de mortos e feridos nas nossas estradas, que culminariam em janeiro deste ano com a Manifestação Nacional "Basta de Atropelamentos", foi finalmente aprovado na Assembleia da República o novo Código da Estrada, que vem proteger peões e ciclistas de uma forma nunca antes vista no nosso país.

Como em todas as leis, será possível encontrar alguns pontos fracos e ambiguidades que não seriam desejáveis, mas mesmo assim, esta revisão destaca-se por um notável avanço em matéria de proteção de peões e ciclistas, aproximando-se do que já há vários anos se pratica pela Europa fora. Novas regras de prioridade e ultrapassagem, possibilidade de ciclistas circularem a par, introdução do importante conceito de "zona de coexistência" e o fim da obrigatoriedade de as bicicletas circularem pelas ciclovias, são apenas alguns exemplos. A MUBi sintetiza assim, na sua página, alguns dos principais destaques do novo CE:

  • Acaba com a discriminação dos velocípedes na regra geral da cedência de passagem: tem prioridade quem se apresenta pela direita num cruzamento não sinalizado, seja um veículo a motor ou um velocípede;
  • Obriga o condutor a assegurar uma distância mínima lateral de 1,5 m do ciclista e a abrandar a velocidade durante a sua ultrapassagem;
  • Reforça que é obrigação do condutor de cada veículo assegurar-se que o seu comportamento não põe em risco a segurança dos peões e condutores de velocípedes, bem como de outros utilizadores vulneráveis;
  • Elimina a obrigatoriedade dos velocípedes circularem nas ciclovias, permitindo ao utilizador de bicicleta optar por circular juntamente com o restante trânsito quando não considere a alternativa em ciclovia vantajosa em termos de segurança, conforto ou competitividade;
  • Introduz a permissão de dois velocípedes circularem lado a lado numa via;
  • Permite a circulação de velocípedes em corredores BUS, quando tal for autorizado pelas câmaras municipais;
  • Equipara as passagens para velocípedes às passagens para peões, tendo agora os condutores dos outros veículos que ceder passagem aos condutores de velocípedes, nos atravessamentos em ciclovia;
  • Prevê e permite o transporte de passageiros em atrelados;
  • Prevê zonas de coexistência, em que os utilizadores vulneráveis podem utilizar toda a largura da via pública e realizar jogos, não sendo permitido o estacionamento nessas zonas;
  • Permite (não obriga) a circulação no passeio por condutores de velocípedes até aos 10 anos de idade.

Portanto, há mais do que bons motivos para celebrar!

Agora falta colocar estas leis em prática, o que vai ser outra luta. É preciso apostar na formação em segurança rodoviária nas escolas (no Reino Unido, essa aprendizagem começa aos 3 anos de idade) e na formação e sensibilização de condutores, a que não é alheio o papel das escolas de condução, das autoridades de fiscalização de trânsito e da Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária. Todos os setores da sociedade podem dar o seu contributo, desde as escolas, às juntas de freguesia e câmaras municipais, desde o Ministério da Educação às associações de pais ou de ciclistas. Vamos a isto?

Podem saber mais detalhes consultando as notícias e comunicados publicados nos sites da European Cyclists' Federation, da Federação Portuguesa de Cicloturismo e Utilizadores de Bicicleta e da da MUBi - Associação para a Mobilidade Urbana em Bicicleta.

quinta-feira, 25 de julho de 2013

FPCUB entrega recomendações às candidaturas autárquicas para uma Mobilidade Ciclável

A Federação Portuguesa de Cicloturismo e Utilizadores de Bicicleta (FPCUB) apresentou há dias um documento com um conjunto de recomendações para uma Mobilidade Ciclável às candidaturas autárquicas de 2013. Essas recomendações foram hoje enviadas para as várias candidaturas de Braga.

O documento em questão, que pode ser consultado nesta página, pretende ser, segundo a FPCUB, "uma base para a elaboração dos programas autárquicos das várias forças políticas no que respeita à mobilidade ciclável, lançando várias medidas que poderão ser tomadas para o aumento e melhoria da Mobilidade Ciclável nos municípios".

Agora, resta-nos aguardar pela publicação dos programas eleitorais e pela resposta oficial de cada uma das candidaturas, em reslação a este desafio da FPCUB, e também em relação a este outro lançado pelos ciclistas de Braga.

TUBiclas - conheça um projeto para Braga que ficou na gaveta




O que era o TUBiclas?

O TUBiclas era um projecto de partilha/aluguer de bicicletas que pretendia servir todos aqueles que pretendessem utilizar a bicicleta para se deslocar no seio urbano, quer em complementaridade com a TUB, quer exclusivamente. Foi notícia do Diário do Minho e da RUM em 2009:
"Os Transportes Urbanos de Braga põem este ano na estrada o «TUBiclas». Um projecto que priviligia o uso da bicicleta. Trata-se de um projecto inovador lançado pelos TUB e a Câmara de Braga, que vai permitir o aluguer de bicicletas, tradicionais ou eléctricas, bem como de Segways, que poderão ser encontradas em estações apropriadas. No caso das bicicletas passam a poder ser transportadas a bordo dos autocarros públicos.Um projecto sobre duas rodas e que quer sensibilizar os bracarenses para outros meios de transporte, como a bicicleta, como disse à Universitária, Vítor de Sousa, responsável dos Transportes Urbanos de Braga. O projecto «Tubiclas» está apenas à espera da aprovação, no âmbito da candidatura ao QREN e deve arrancar nos primeiros meses deste ano. Os Transportes Urbanos de Braga põem este ano na estrada o «TUBiclas». O projecto vai custar 1 milhão e duzentos mil euros."

Com o TUBiclas, a TUB pretendia diversificar a mobilidade urbana de Braga, promovendo a bicicleta como meio de transporte através da aposta política e universitária nas vias e projetos cicláveis.

O projecto pretendia assegurar a "integração e complementaridade de modos" do sistema fornecendo a TUB um serviço para o último quilómetro (last mile), afirmando que "a integração dos modos permite racionalizar a oferta do transporte colectivo, uma vez que as bicicletas são um ótimo instrumento de apoio aos percursos de ligação à rede de transporte público."

O TUBiclas não seria um serviço totalmente gratuito, ou seria apenas numa primeira fase, uma vez que a TUB entende que deve haver um registo de utilização de modo a responsabilizar quem utiliza o serviço.


A minha análise

Até este ponto estou de acordo, uma vez que temos o exemplo de Aveiro, com o projecto BUGA que é gratuito e, graças ao vandalismo que sofreu e à falta de manutenção das bicicletas, atualmente possui apenas uma estação a funcionar e está a ser repensado (ler mais). A responsabilização é necessária e o serviço deve ser pago, até para ser viável e sustentável, mas não uma fonte de rendimento. Deve ser, tal como diz no documento do TUBiclas, "atrativo em termos de custos para o utilizador".

Concordo quando se diz que o TUBiclas deve utilizar o passe e/ou os módulos da TUB e inclusive permitir a criação de um tarifário ainda mais atrativo para os utilizadores dos transportes públicos e do TUBiclas, mas não concordo com o sistema proposto. Assim sendo, não acho que a aposta deva ser feita no aluguer de bicicletas e na cobrança de estacionamento, mas sim num sistema de bicicletas partilhadas. E a diferença é muita.


Estratégia


1- Criação de Estações de Parqueamento

Não concordo com o texto que informa o que existirá nas estações:
"Cada Estação deverá dispor de lugares livres para parqueamento, e também de algumas bicicletas eléctricas funcionando sob o regime de aluguer, possibilitando o levantamento e recolha em estações diferenciadas, durante um determinado período de tempo."
Entendo que cada estação deverá ser um ponto de recolha e/ou levantamento de bicicletas e não um estacionamento pago. Concordo com a localização dos pontos de cada estação para uma fase inicial, que poderia depois ser alargada. No entanto entendo que poderiam, nesta fase inicial, inserir uma estação no Braga Parque e outra no cemitério.


2-Disponibilização dos meios de mobilidade (bicicletas eléctricas)

Não concordo com a estratégia escolhida.
"Além do parqueamento, disponível mediante pagamento e registo prévio a qualquer cidadão que pretenda utilizar a sua própria bicicleta."
Não é de todo a medida mais correta. Ninguém que possua bicicleta própria iria pagar para estacionar, por muito que o estacionamento fosse bom. Esta medida só afastaria os ciclistas dos estacionamentos. Iriam acabar por prender a bicicleta a um poste ou a uma árvore ou a algo alternativo ao pagamento.
"o sistema permitirá o aluguer de meios, designadamente bicicletas eléctricas, as quais serão carregadas nas próprias estações."
Agrada-me a presença de bicicletas elétricas no projeto, mas não me agrada o conceito pensado para este projecto. O que eu penso que funcione enquanto partilha de bicicletas é algo muito similar ao que está implementado na cidade de Nova York, de Moscovo ou de Barcelona (sem a exclusividade para residentes imposta nesta última).



Estes três exemplos funcionam da mesma maneira, existem estações – que tanto são de levantamento como de recolha – nas quais uma pessoa, com um cartão próprio, levanta uma bicicleta, utiliza-a e quando não pretende utilizar mais coloca-a no ponto de recolha. Durante a sua utilização a responsabilidade é do utilizador. Se entretanto tiver pousado uma bicicleta num ponto de recolha e queira voltar a utilizar o serviço, a bicicleta pode já não ser a mesma e é feita uma nova cobrança do mesmo.

Esta deveria ser a aposta também de Braga quanto à partilha de bicicletas.


3– Complementaridade com os transportes colectivos

Essa complementaridade efectivar-se-ia através da possibilidade de efectuar o transporte de bicicletas nos autocarros, quer fossem propriedade do sistema ou propriedade individual. Acho este ponto fundamental para a promoção de uma maior sustentabilidade e mobilidade em Braga especialmente nas linhas que vencem um grande desnível, como é o caso, por exemplo, da linha 2 que une a ponte de Prado ao Bom Jesus. Esta linha é, para mim, a prioritária no que à inserção de bike racks diz respeito, pois permite o transporte de ciclistas entre a parte baixa da cidade (downtown) e a parte urbana e plana da mesma permitindo ainda a deslocação de ciclistas até ao Bom Jesus. Para além dos autocarros desta linha, todos os autocarros que liguem as freguesias junto ao Cávado e se liguem à parte urbana do concelho devem possuir esta plataforma, bem como todos aqueles que se liguem à parte mais alta do Concelho (Sobreposta, Espinho, Pedralva). 

O modelo de exploração não deve nunca passar pelo aluguer de bicicletas, mas sim pela partilha de bicicletas. O valor da partilha deverá ser cobrado no levantamento da mesma e nunca na recolha e deverá ser um valor fixo. Quanto mais baixo for o valor, maior será a sua utilização e a rotatividade das bicicletas, isto é, se por exemplo for cobrado 1€ por utilização – entre levantamento e recolha – haverá um maior número de utilizadores – novos e repetidos – do que se o valor for mais elevado. Não deve existir cobrança de estacionamento de uma bicicleta, esta cobrança só faria com que o mesmo não fosse utilizado. Os lugares de estacionamento devem, portanto, ser gratuitos e variados, mas sempre diferentes das estações de levantamento/recolha – as estações deverão ser exclusivas para as bicicletas do sistema. O acesso ao sistema deverá permitir a utilização do passe ou dos cartões recarregáveis da TUB (módulos). Poderá ainda existir a possibilidade de, em caso do passe, existir um valor mensal ou anual para utilização do mesmo sistema. Poderá ainda existir um passe exclusivo para o TUBiclas, que poderá ser utilizado, por exemplo, para turistas ou estudantes ou residentes na zona urbana. Poderão existir promoções ou algum tipo de prémio para utilizadores mais frequentes, ou que usem ambos os serviços com elevada frequência. Deverá existir um sistema de informação que permita a reposição de bicicletas em determinadas estações que fiquem mais vazias e para o controlo de utilizadores. As estações deverão ser seguras e vigiadas.


O que aconteceu ao TUBiclas?

O projecto TUBiclas foi abandonado em 2011 pela autarquia devido ao surgimento de um projeto privado que iria implementar um sistema de bicicletas partilhadas pela cidade. Este projecto foi noticiado pelos jornais locais e pretendia instalar-se em várias cidades, mas não chegou a avançar.






Note-se que o TUBiclas tinha financiamento de fundos comunitários, não na sua totalidade, mas em grande parte, cabendo à Câmara Municipal de Braga apenas uma comparticipação a rondar os 200 000 € (valores confirmados pelo Sr. Artur Silva no debate promovido pela Braga+).


Futuro?




-Não poderá Braga entrar no Copenhagenize Index 2014,15,16 e por aí fora?
-Não poderá Braga ser uma cidade-exemplo ao nível ciclável?
-Não poderá o Comércio de Braga crescer 10, 15 ou 20% com a criação de vias cicláveis? (Em NYC cresceu 49% após uma semana da abertura de parte da rede de vias cicláveis).
-Não poderá Braga permitir a partilha entre bicicletas e peões de toda a sua área pedonal, limitando a velocidade de circulação a 15 km/h nestas áreas ?
-Não poderá Braga criar zonas de tráfego automóvel limitadas a 30 km/h?

quinta-feira, 18 de julho de 2013

A foto do dia - novos estacionamentos para bicicletas, junto à Arcada

Hoje, ao final da tarde, calhei de passar por um dos novos estacionamentos para bicicletas que têm sido instalados no centro de Braga. Foi com verdadeiro prazer que, por momentos, assisti a um cenário que fazia lembrar outras grandes cidades europeias. Este estacionamento foi colocado ainda estes dias junto à Arcada (em frente à esquina do Banco de Portugal) e, apesar de ainda nem seque restar devidamente sinalizado, já regista uma utilização considerável.

Claro que não resisti a registar o momento em foto, que de imediato partilhei no grupo Braga Ciclável no Facebook.

Estacionamento bicicletas na Arcada junto ao Banco de Portugal, em Braga

E a reação não se fez esperar! Passados poucos instantes, ela rapidamente se tornou na foto com mais "likes" da história do Braga Ciclável.

Conclusão lógica: as pessoas gostaram mesmo deste novo estacionamento e/ou gostaram mesmo de ver mais bicicletas na cidade de Braga.

Venham mais estacionamentos como este!

quarta-feira, 17 de julho de 2013

Tertúlia em Braga sobre "Urbanismo, Planeamento do território, Mobilidade e Ambiente"

Tertulia

A candidatura da CDU às eleições autárquicas em Braga promove esta 6ª feira, dia 19 de julho, às 21h30, uma tertúlia no 1º piso do Café Brasileira, subordinada ao tema "Urbanismo, Planeamento do território, Mobilidade e Ambiente". O Braga Ciclável foi convidado e vai estar também representado no painel.

Os convidados já confirmados até ao momento são:

  • Moderador: Pedro Casinhas (geógrafo)
  • Daniel Miranda (Direção da APRUPP/ Consultor coordenador da Quaternaire Portugal, SA)
  • João Baptista (Engenheiro Civil/Estradas de Portugal)
  • Victor Domingos (Braga Ciclável)
  • …outros a aguardar confirmação.

É sem dúvida mais um evento que convém não perder, onde certamente se irá discutir tópicos de importância fulcral para a cidade de Braga, como é o caso da Mobilidade, do Ambiente e do planeamento urbano.

A entrada é livre. Apareçam! :-)

terça-feira, 16 de julho de 2013

Debate sobre Mobilidade Ciclável em Braga

Na próxima 5ª feira, dia 18 de julho, às 21h15, a Associação Braga+ dinamiza no GNRation um debate sobre o tema "Mobilidade Ciclável em Braga", onde estarei também presente na mesa de oradores para falar sobretudo da Proposta para Uma Mobilidade Sustentável.

O programa inclui breves apresentações por parte dos 5 oradores convidados, todos eles ligados de alguma forma à questão da mobilidade sustentável, desde o planeamento urbano à implementação de transportes públicos urbanos e à promoção do uso da bicicleta como meio de transporte:

  • Eng. Baptista da Costa
  • Ricardo Cruz (MUBi)
  • José Caetano Tiago Carvalho (FPCUB)
  • Artur Silva (TUB)
  • Victor Domingos (Braga Ciclável)

De seguida, terá lugar o debate propriamente dito, no qual participarão também, para além dos referidos oradores, representantes das diversas candidaturas às próximas eleições autárquicas na cidade de Braga.

É sem dúvida um evento a não perder, uma excelente oportunidade para conhecer o posicionamento de cada um dos intervenientes sobre esta temática, ou até mesmo para colocar alguma questão pertinente.

sábado, 13 de julho de 2013

Associação de Profissionais de Educação Física (APEFB) apoia a Proposta Para Uma Mobilidade Sustentável

APEFB

A Associação de Profissionais de Educação Física de Braga (APEFB) decidiu juntar o seu nome à lista de instituições que já manifestaram o seu apoio público à Proposta Para Uma Mobilidade Sustentável, a iniciativa que o Braga Ciclável lançou há cerca de um ano em conjunto com diversas instituições da cidade de Braga.

O dossiê da Proposta Para Uma Mobilidade Sustentável, que contempla um conjunto de sugestões para a promoção do uso da bicicleta na cidade de Braga, foi apresentado em 2012 à CMB e às diversas forças políticas da cidade. Contou desde o início com o apoio público do blog Braga Ciclável, dos Encontros Com Pedal, da Associação de Cicloturismo do Minho e do Clube de Cicloturismo de Braga, e tem vindo a receber posteriormente outros apoios de diversas instituições da cidade de Braga. Trata-se de uma iniciativa de cariz apartidário, sendo que qualquer entidade da cidade de Braga pode manifestar, se assim o entender, o seu apoio público a esta iniciativa.

A todos, agradecemos o voto de apoio. Vamos fazer de Braga uma cidade mais amiga dos ciclistas!

quinta-feira, 27 de junho de 2013

Cidadania em Movimento reuniu com ciclistas urbanos de Braga

Reuniao sobre rodas dos ciclistas urbanos de Braga com a candidatura Cidadania em Movimento

A convite da candidatura independente Cidadania em Movimento, o grupo de ciclistas urbanos promotores da Proposta Para a Mobilidade Sustentável fez, no passado sábado, uma visita guiada pelas ruas de Braga, com o objetivo de mostrar no terreno as necessidades sentidas pelos ciclistas nesta cidade.

Na sequência das reuniões que foram sendo realizadas com as várias forças políticas de Braga, e do convite já endereçado a todas as candidaturas para que integrassem nos seus programas eleitorais as medidas constantes no dossiê da Proposta Para Uma Mobilidade Sustentável, a candidatura independente Cidadania em Movimento convidou-nos para mostrarmos no terreno como é o dia-a-dia de um ciclista em Braga, e onde é preciso intervir para criar melhores condições para o uso da bicicleta como meio de transporte na nossa cidade. Foi com muito gosto que aceitamos o convite, e é bom saber que esta temática desperta finalmente o interesse nos nossos políticos. Nesta reunião em movimento com a candidata Inês Barbosa e diversos membros da sua equipa, estiveram presentes Antony Gonçalves e Rómulo Duque (Encontros com Pedal), Mário Meireles (Mapa Braga Ciclável e Projeto Bracarae) e Victor Domingos (Braga Ciclável).

Reunião dos ciclistas de Braga com Inês barbosa, da candidatura Cidadania em Movimento

Durante o passeio que realizámos pelas ruas da cidade, os elementos da candidatura Cidadania em Movimento tiveram a oportunidade de experimentar andar de bicicleta nas mesmas ruas onde nós costumamos circular. Mas se para alguns isso seria talvez uma experiência nova, para outros nem tanto. Alguns dos presentes são já ciclistas habituais, com já nos costumamos cruzar diariamente.

Falámos dos estacionamentos para bicicletas (da sua importância e de como devem Ser implementados), falámos da necessidade de melhorar as condições de circulação para quem opta por usar este meio de transporte, falámos de como a cidade deve ser pensada e construída à medida dos cidadãos, mais do que à medida dos carros. Nestas coisas, o tempo depressa se faz pouco, mas cremos que deu para transmitir de uma forma mais prática, mais empírica, as ideias que vimos defendendo e que em 2012 sintetizámos na Proposta Para Uma Mobilidade Sustentável.

A comunicação social também esteve presente e recolheu as impressões de Inês Barbosa, candidata à presidente da Câmara de Braga:

E nesta página do Facebook, é possível ver mais algumas fotos desse evento, pela câmara sempre atenta do fotógrafo Rómulo Duque.

Para as Eleições Autárquicas que se se avizinham, o nosso voto é que todos os candidatos, para além das suas diferenças ideológicas, considerem a aposta na Mobilidade Sustentável como um dos meios necessários para alcançar o principal objetivo da cidade do futuro: melhorar a qualidade de vida dos cidadãos. Porque, no fundo, é isso que interessa...

sábado, 22 de junho de 2013

Circular de bicicleta à noite: luzes e refletores

Luzes de bicicleta, à frente e atrás

Para quem anda de bicicleta à noite: por favor, usem sempre luzes e refletores nas vossas bicicletas, para vossa segurança e para segurança de todos!

A lei obriga a usar luzes, mas nestas coisas não é por obrigação legal que precisamos de agir – é mesmo para salvar a nossa pele. Andar sem luzes à noite ou de madrugada é um comportamento de risco, cujas consequências podem ser gravíssimas. As luzes da bicicleta, mesmo que não sirvam para iluminar o caminho, servem para sermos vistos no trânsito pelos outros condutores e, deste modo, prevenir acidentes.

Em qualquer loja de bicicletas, encontrarão à venda vários modelos de luzes para bicicleta. Não tem de ser um farol potente de BTT, daqueles que encandeiam e incomodam todos por quem passam. Para circular em zonas bem iluminadas da cidade, basta uma simples luz branca à frente e outra vermelha atrás (sem piscar, de preferência). Os refletores nas rodas também ajudam a tornar-nos visíveis para os outros condutores e devem ser utilizados.

Não há nada como sair à noite se bicicleta para tomar um copo com os amigos, ir ao teatro ou ao cinema, ou simplesmente para sentir a brisa fresca no corpo. Usando luzes e refletores, estamos a contribuir ativamente para que o possamos continuar a fazer por muitos muitos mais anos. Boas pedaladas!

segunda-feira, 3 de junho de 2013

Associação Comercial de Braga manifesta apoio público à Proposta Para Uma Mobilidade Sustentável

Associação Comercial de Braga

A Associação Comercial de Braga (ACB) decidiu juntar o seu nome à lista de instituições que já manifestaram o seu apoio público à Proposta Para Uma Mobilidade Sustentável, a iniciativa que o Braga Ciclável lançou há cerca de um ano em conjunto com diversas instituições da cidade de Braga.

Acreditamos que, para além de trazer uma melhoria da qualidade de vida dos cidadãos, uma aposta forte na promoção do uso da bicicleta se poderá traduzir em ganhos significativos para o comércio da cidade, à semelhança do que tem vindo a suceder noutros países. É bom ver que há também da parte dos nossos comerciantes a mesma sensibilidade em relação a este tema.

O dossiê da Proposta Para Uma Mobilidade Sustentável, que contempla um conjunto de sugestões para a promoção do uso da bicicleta na cidade de Braga, foi apresentado em 2012 à CMB e às diversas forças políticas da cidade. Contou desde o início com o apoio público do blog Braga Ciclável, dos Encontros Com Pedal, da Associação de Cicloturismo do Minho e do Clube de Cicloturismo de Braga, e tem vindo a receber posteriormente outros apoios de diversas instituições da cidade de Braga. Trata-se de uma iniciativa de cariz apartidário, sendo que qualquer entidade da cidade de Braga pode manifestar, se assim o entender, o seu apoio público a esta iniciativa.

A todos, agradecemos o voto de apoio. Vamos fazer de Braga uma cidade mais amiga dos ciclistas!

quinta-feira, 16 de maio de 2013

FPCUB manifesta apoio público à Proposta Para Uma Mobilidade Sustentável

Federação Portuguesa de Cicloturismo e Utilizadores de Bicicleta (FPCUB)

A Federação Portuguesa de Cicloturismo e Utilizadores de Bicicleta (FPCUB) decidiu juntar o seu nome à lista de instituições que já manifestaram o seu apoio público à Proposta Para Uma Mobilidade Sustentável, a iniciativa que o Braga Ciclável lançou há cerca de um ano em conjunto com diversas instituições da cidade de Braga.

A ação desenvolvida ao longo dos anos pela FPCUB em matéria de promoção da mobilidade sustentável e, mais particularmente, do uso da bicicleta como meio de transporte tem servido não só de inspiração, mas também de base a muito do trabalho que temos vindo a realizar cá em Braga. Foi, por isso, uma enorme honra para nós receber este contacto e os votos de apoio desta importante instituição de âmbito nacional.

O dossiê da Proposta Para Uma Mobilidade Sustentável, que contempla um conjunto de sugestões para a promoção do uso da bicicleta na cidade de Braga, foi apresentado em 2012 à CMB e às diversas forças políticas da cidade. Contou desde o início com o apoio público do blog Braga Ciclável, dos Encontros Com Pedal, da Associação de Cicloturismo do Minho e do Clube de Cicloturismo de Braga, e tem vindo a receber posteriormente outros apoios de diversas instituições da cidade de Braga. Trata-se de uma iniciativa de cariz apartidário, sendo que qualquer entidade da cidade de Braga pode manifestar, se assim o entender, o seu apoio público a esta iniciativa.

A todos, agradecemos o voto de apoio. Vamos fazer de Braga uma cidade mais amiga dos ciclistas!

sábado, 11 de maio de 2013

Mapa Braga Ciclável - um mapa interativo da cidade de Braga

Mapa Braga Ciclável - informações úteis para ciclistas

Numa iniciativa conjunta do Projeto Bracarae com o blog Braga Ciclável, acaba de ser lançado o Mapa Braga Ciclável. Trata-se de um mapa interativo que tem como objetivo principal fornecer uma visão global da cidade e um conjunto de informações úteis para os ciclistas e os responsáveis pelo planeamento urbano.

Através do Mapa Braga Ciclável os ciclistas poderão descobrir a localização das ciclovias e dos estacionamentos para bicicletas que estão atualmente disponíveis na cidade, bem como encontrar lojas, oficinas e serviços de aluguer de bicicletas. Quem visita a cidade de Braga pode ativar também opções como "Monumentos" ou "Alojamento", para facilmente descobrir onde se situam esses pontos de interesse turístico.

Quanto aos responsáveis pelo planeamento urbano, passam agora a ter acesso a informações valiosas para uma melhor compreensão do atual uso da bicicleta como meio de transporte na cidade de Braga: locais onde é necessário instalar estacionamentos para bicicletas, localização e qualidade dos estacionamentos já existentes e percursos que são frequentemente utilizados pelos atuais ciclistas.

Mapa Braga Ciclável - informações úteis para o planeamento urbano

Com este mapa, a equipa responsável pretende contribuir para um avanço real na promoção da mobilidade sustentável em Braga.

E todos podem participar neste novo projeto. Se já utiliza a bicicleta como meio de transporte na cidade de Braga e deseja contribuir, saiba que poderá partilhar os seus percursos habituais. A melhor forma consiste em desenhar o seu percurso no Google Maps e enviar para portal@bracarae.com. Se não sabe como o fazer, pode simplesmente enviar um email descrevendo a rota utilizada, quais as ruas por onde segue, os cruzamentos onde vira, ou os atalhos que costuma utilizar.