Novo endereço: http://bragaciclavel.pt

quarta-feira, 13 de junho de 2012

Ciclistas Urbanos em Braga #82 e #83

Ciclistas Urbanos em Braga

A Ana, que é designer, e o Filipe, advogado, usam a bicicleta de vez em quando para vir desde a zona da antiga Bracalândia até ao centro. Ora digam lá se estas bicicletas coloridas não dão à cidade um ar mais jovem e bem disposto!...

terça-feira, 12 de junho de 2012

Ciclistas urbanos de Braga reuniram com Câmara Municipal

Realizou-se esta 2ª feira, dia 11 de junho, a primeira reunião com a Câmara Municipal de Braga, para apresentação de uma proposta relacionada com a promoção da mobilidade sustentável nesta cidade.

Reunião com a Câmara Municipal de Braga, par apresentação de uma proposta de promoção da mobilidade sustentável

Na reunião, estiveram presentes Jorge Barrote (presidente da Associação de Cicloturismo do Minho), Victor Domingos (responsável pelo blog Braga Ciclável), Antony Gonçalves e Rómulo Duque, (ambos em representação da organização dos Encontros com Pedal). Por motivos de saúde, acabou por não poder estar presente um representante do Clube de Cicloturismo de Braga, que também apoia a iniciativa.

Este grupo de cidadãos reuniu com o Eng. Rui Gonçalves, do Gabinete de Apoio ao Vice-Presidente da Câmara Municipal de Braga, com o objetivo de transmitir ao executivo da autarquia a mensagem de que é urgente criar condições de estacionamento e de circulação em segurança para os ciclistas na cidade de Braga. O número de ciclistas vem aumentando gradualmente ao longo dos últimos anos, e pode vir a aumentar consideravelmente nos tempos que se avizinham. Tal aumento é desejável, na medida em que contribui para uma melhor qualidade de vida dos cidadãos (a bicicleta é um meio de transporte mais saudável, menos poluente, mais económico e mais rápido nos percursos até cerca de 5 km), pelo que deve ser incentivado de forma inequívoca através da criação de vias cicláveis, sobretudo nos percursos de cariz utilitário.

O conteúdo da proposta agora apresentada, cujo texto divulgaremos neste mesmo espaço já nos próximos dias, baseia-se em larga medida no exemplo que foi dado anteriormente pela FPCUB, na cidade de Lisboa, e não só. No caso concreto de Braga, propomos como medidas mais urgentes a instalação de estacionamentos adequados para bicicletas na cidade e a criação de um eixo ciclável entre 3 zonas de importância fulcral: a Estação de Braga, o centro da cidade e o Campus Universitário de Gualtar.

A proposta contempla ainda outras sugestões de medidas que as entidades envolvidas consideram úteis para promoção da mobilidade sustentável na cidade de Braga e, mais particularmente, para a melhoria das condições de circulação de bicicletas.

Esta foi a primeira reunião com a Câmara Municipal de Braga. Dado que o dossiê não havia sido entregue previamente, esperamos ainda receber proximamente uma resposta da autarquia após a sua análise da proposta agora apresentada. Assim que tivermos esse feedback, logo aqui daremos notícia do mesmo.

Entretanto, podemos adiantar que já se encontra também agendada uma outra reunião, a realizar na próxima segunda-feira, dia 18 de junho, com o vereador Ricardo Rio. Aguardamos também com alguma expectativa uma resposta ao pedido de audiência que apresentamos recentemente junto da fundação responsável pelo projeto Braga Capital Europeia da Juventude 2012…

domingo, 10 de junho de 2012

Ciclistas Urbanos em Braga #81

Ciclistas Urbanos em Braga

O João, que mora ao fundo da 31 de Janeiro, usa bicicleta para as deslocações quotidianas na cidade de Braga. Tal como muitos outros ciclistas com quem temos falado, sente falta de uma ciclovia na 31 de Janeiro para facilitar o acesso ao centro.

Nota:

Já há dias abordámos aqui este assunto, mas vale a pena recordar e sublinhar a sua importância. A Av. 31 de Janeiro é, provavelmente, a localização mais lógica para uma futura ciclovia de acesso ao centro da cidade, para quem vem de Lamaçães, Gualtar, etc. Dado que temos não só vastas zonas habitacionais nessas partes da cidade, mas também um enorme polo universitário, hotéis e áreas empresariais, é necessário estudar e implementar percursos cicláveis, seguros e rápidos, para a zona do centro e para as interfaces de transportes públicos - principalmente a estação de comboios.

sábado, 9 de junho de 2012

Ciclistas Urbanos em Braga #80

Ciclistas Urbanos em Braga

O professor José Lopes mora no centro e usa regularmente a bicicleta para ir dar aulas, na Escola Secundária Alberto Sampaio, e também para outras atividades. Diz que devia haver mais pessoas a optar por este meio de transporte, porque não se justifica estar sempre a pegar no carro para fazer percursos curtos.

sexta-feira, 8 de junho de 2012

Ciclistas Urbanos em Braga #79

Ciclistas Urbanos em Braga

O Francisco, vive em Amares e vem frequentemente a Braga na sua bicicleta. A opção por uma bicicleta elétrica - montada por ele mesmo, com todos os extras que poderíamos pedir - tem a vantagem de permitir usar fazer mais facilmente percursos mais longos e ultrapassar mais facilmente as subidas. O resultado é uma velocidade média mais favorável, com menos esforço e menos suor.

Tal como muitos outros ciclistas, sempre que vem a Braga de bicicleta, sente a falta de estacionamentos adequados para este tipo de veículos...

quarta-feira, 6 de junho de 2012

Cidadãos pela mobilidade sustentável reúnem esta 2ª feira com a Câmara Municipal de Braga

Câmara Municipal de Braga

Está já agendada para esta 2ª feira, dia 11 de junho, a primeira reunião com a Câmara Municipal de Braga, para apresentação de uma proposta relacionada com a promoção da mobilidade sustentável.

A iniciativa partiu de um grupo de cidadãos de Braga, e conta com o apoio oficial do blog Braga Ciclável, dos Encontros com Pedal, da Associação de Cicloturismo do Minho e do Clube de Cicloturismo de Braga. O conteúdo da proposta, que brevemente divulgaremos neste espaço, baseia-se no exemplo que tem sido dado pela FPCUB, na cidade de Lisboa, e não só.

A seu tempo, iremos aqui dando notícia do avanço desta iniciativa, pelo que recomendamos a consulta regular deste espaço a quantos se interessem por esta temática.

terça-feira, 5 de junho de 2012

Ciclistas Urbanos em Braga #78

Ciclistas Urbanos em Braga

O Waldir é estudante de doutoramento na área da Informática, na Universidade do Minho, e usa frequentemente a bicicleta para as deslocações diversas pela cidade de Braga.

Ciclistas Urbanos em Braga #77

Ciclistas Urbanos em Braga

André Soares, arquiteto que tem curiosamente o nome de um outro nosso arquiteto famoso, atravessa frequentemente o centro de bicicleta para ir trabalhar, na zona do antigo hospital.

Também costumava levar o filho à escola de bicicleta mas, devido à insegurança no trânsito e à inexistência de vias mais seguras para ciclistas, acabou por deixar de o fazer. Na rua, não se sentia seguro com o filho e, por outro lado, os passeios não eram melhor alternativa neste caso...

Não poderíamos terminar sem deixar elogiar esta sua bela bicicleta, restaurada e personalizada nos seus tempos livres, com um excelente bom gosto (passe a redundância).

Ciclistas Urbanos em Braga #76

Ciclistas Urbanos em Braga

O sr. Serafim Ribeiro, proprietário de uma conhecida mercearia em S. Vítor, usa frequentemente a bicicleta para se deslocar pela cidade, para transportar algumas coisas ou simplesmente tratar de outros seus afazeres.

sábado, 2 de junho de 2012

Ciclistas Urbanos em Braga #75

Ciclistas Urbanos em Braga

O Francisco Bernardo mora no Campo das Hortas e, quando pode, vai de bicicleta para o seu emprego, na zona da Rua Cidade do Porto. Além disso, também gosta de pedalar um pouco pela cidade, para descontrair. No seu local de trabalho, já costuma haver mais algumas bicicletas estacionadas, dos colegas que também usam a bicicleta para ir trabalhar.

A cidade de Braga, na perspetiva de quem a visita de bicicleta

100 dias de bicicleta em Portugal - visita a Braga

No âmbito do projeto 100 Dias de Bicicleta em Portugal, o Eng. Paulo Guerra dos Santos visitou a cidade de Braga, em julho de 2010. Chegou cá de bicicleta e também deve ter sentido aquele calafrio, ao percorrer algumas das nossas vias rápidas de estimação, antes de chegar ao centro histórico da cidade:

A entrada em Braga, essa já foi um pouco mais agressiva. Avenidas com características de via rápida, sem berma e em alguns troços com pavimento degradado. Um porta de entrada muito pouco bonita, na cidade.
Aquilo que ouço diariamente dos ciclistas de Braga, podemos lê-lo de forma acutilante no relato do Eng. Guerra dos Santos:
Ao entrar-se na cidade, fica-se com a sensação que só existem vias rápidas, com 3 vias em cada sentido, túneis e viadutos, cruzamentos semaforizados e trânsito intenso. É assustador para um ciclista circular nas vias que circundam e entram na cidade, pois não existe berma ou sobrelargura, e em alguns troços o pavimento encontra-se degradado. A falta de "verde" é também notada.

A questão das vias rápidas de acesso ao centro é importante, por vários motivos. Por um lado, praticamente não existem acessos cicláveis entre as sedes de concelho em volta de Braga, o que contribui para afastar quem deseja praticar certas modalidades de cicloturismo (Exemplo #1; Exemplo #2; Exemplo #3 - ver comentários). Mas também porque é dificultado o acesso às pessoas que, morando nas zonas periféricas da cidade ou nas freguesias que se encontram fora do perímetro urbano, poderiam pretender utilizar a bicicleta como meio de transporte no seu dia a dia.

Já no que se refere à circulação no centro histórico, a opinião deste especialista em Engenharia de Estradas foi bem mais favorável:

Mas ao entrar-se no centro da cidade, parece que se entra noutro mundo. Um mundo adaptado ao peão, onde existem cada vez mais ruas cortadas ao trânsito, largos com jardins, espaçosos passeios com esplanadas, ruas inteiras de comércio onde não entram automóveis. Um paraíso para um utilizador de bicicleta, pois ainda por cima esta cidade tem inclinações planas ou suaves, tornando o pedalar num prazer sem esforço. Foi a primeira vez em Portugal que me senti, numa área urbana populosa, a pedalar com condições de conforto e segurança, longe do automóvel em zonas de trânsito proibido, ou em vias reperfiladas que promovem a tão desejada acalmia de tráfego.
E este justificado otimismo continua nas palavras seguintes:
Braga é até ao momento, das cidades que foram visitadas, a que está a criar as condições necessárias para que se possa promover a utilização da bicicleta como meio de transporte, reduzindo o tráfego e a sua velocidade no centro da cidade. A criação de parques de estacionamento subterrâneos também incentiva a redução da utilização do automóvel.
Às vezes faz falta ver como nos olham os outros para conseguirmos alcançar a real medida daquilo que somos. Braga tem esta situação singular - um potencial imenso para uma adoção do uso da bicicleta como meio de transporte, mas com alguns obstáculos que ainda impedem que isso aconteça com mais frequência e em mais segurança. Nada que não possa melhorar num futuro próximo, e por isso partilho desse otimismo.

 

Os artigos do Eng. Paulo Guerra dos Santos sobre a visita a Braga podem ser consultados na íntegra nestas duas páginas:

 

Resta-me agradecer ao leitor Escargot a sugestão que aqui deixou, há uns tempos, num comentário a este artigo.

sexta-feira, 1 de junho de 2012

Uma ciclovia ao longo de toda a Avenida 31 de janeiro

Há algum tempo atrás, trouxemos aqui à baila a ideia de que faria sentido construir uma ciclovia ao longo da Avenida da Liberdade. Um leitor atento dedicou algum do seu tempo a comentar a ideia, partilhando também a sua experiência e a sua opinião sobre este assunto.

 

Boa noite!

Primeiramente quero dar os parabéns pela iniciativa. E partilhar a minha experiência como ciclista pelas ruas de Braga.

Também sou um dos cidadãos desta cidade que por um conjunto de situações (económicos, e porque algumas viagens a cidades europeias me abriram os horizontes) decidiu começar a fazer deslocações maiores de bicicleta.

Por norma já fazia circuitos pequenos a pé, e apenas utilizava o carro caso tivesse apertado em tempo. E neste momento sinto-me conquistado a este tipo de transporte e só aponto três problemas para andar de bicicleta em Braga:

  • claro que a 1º queixa será dirigida às vias, têm de ser alteradas, e realmente penso que seria importante reformular a Avenida da Liberdade, mas penso que seria mais fácil alterar a 31 de Janeiro, pela própria disposição da avenida, tem duas vias bastante largas de peões, e porque nesta via circulam menos peões do que na avenida da liberdade, o que ajudaria na "aceitação" dos pedestres destas alterações, além disso esta avenida tem nas suas proximidades 4 escolas, e ajudaria a fomentar a utilização a utilização da bicicleta desde tenra idade (em vez de os pais irem levar os filhos à escola); e também por razões que escuso enumerar seria importante ter uma ciclovia que ligasse a Universidade do Minho até ao centro histórico e à estação de comboio.
  • outra situação que me deparo, e já há um post sobre isso, no centro da cidade (sem falar de outros pontos de interesse, perto de edifícios públicos ou de saúde) não existem locais para guardar a bicicleta, o que me leva a prende-la a candeeiros públicos, o que eu sinto como sendo abusivo da minha parte, e torna-se bastante inestético.
  • as pessoas em Braga ainda criticam os ciclistas (a não ser que estes estejam com um equipamento desportivo, porque num contexto de lazer/desporto nunca me senti julgado), o que me leva a pensar que antes de mudar infraestruturas convém mudar mentalidades (urgentemente).
Cumprimentos, e espero que mais pessoas adiram a este blog, e se juntem por uma causa comum que beneficiará todos.

 

Confesso que, quando escrevi o artigo acerca da Av. da Liberdade, ainda pensei em incluir um ou dois parágrafos sobre a 31 de janeiro. Mas, para evitar alongar-me demasiado, acabei por optar por deixar para outra altura. É chegada a hora!

Evidentemente, concordo com o João no essencial: para além dos estacionamentos para bicicletas (que é urgente criar!), uma ciclovia na Av. 31 de janeiro faz todo o sentido e talvez seja até mais fácil de implementar do que na Av. da Liberdade. O acesso seguro às escolas e universidades em bicicleta deve ser uma das prioridades.

Em primeiro lugar, cumpre salientar que a Av. 31 de janeiro é já utilizada diariamente por muitos ciclistas como uma das principais vias de acesso ao centro. Dado que o eixo Rua Nova de Sta. Cruz - Rua D. Pedro V (importante para quem vinha de Gualtar e freguesias adjacentes) se encontra interrompido a meio pela Av. Padre Júlio Fragata, a forma mais direta de vir para o centro a partir de Gualtar passou a ser pela João XXI e pela 31 de janeiro. Infelizmente, a velocidade do trânsito motorizado nessas vias e a disposição das várias faixas de rodagem desencorajam a maior parte dos ciclistas de circular normalmente. Muitos ciclistas circulam assim pelos passeios, numa situação que, mesmo sendo compreensível, não é nada desejável.

A pensar neste assunto, decidi percorrer de bicicleta toda a extensão da Av. 31 de janeiro, mas começando um pouco mais abaixo, na Av. Porfírio da Silva.

A ser criada esta ciclovia, julgo que seria boa ideia prolongá-la até ao final da Av. Porfirio da Silva, que é no fundo a continuação, em linha reta, da Avenida 31 de janeiro.

Avenida Porfírio da Silva

Ora, onde eu coloco algumas reservas é quanto à eventualidade de se retirar espaço aos passeios para instalar a ciclovia. A dificuldade em fazê-lo advém, em parte, da existência de um grande número de árvores (que conferem, afinal de contas, o aspeto aprazível que tem esta via). Em vários locais, o espaço disponível nos atuais passeios é insuficiente para a criação de uma pista ciclável partilhada com peões e com separador, com as medidas internacionalmente recomendadas. Ou seja, corremos o risco de deixar de ter um passeio usado "abusivamente" por ciclistas, para passarmos a ter mais uma ciclovia usada abusivamente por peões…

Avenida Porfírio da Silva

Uma solução alternativa, e quiçá preferível, passaria por manter as árvores e os passeios, e optar antes por redistribuir o espaço das diversas faixas de rodagem, criando pistas cicláveis para ambos os sentidos de circulação. Seria importante acautelar, obviamente, a separação física sempre que o sentido de circulação dos ciclistas fosse contrário ao do restante trânsito. Seria também de importância crucial a implementação de cruzamentos seguros, talvez seguindo este exemplo que já há dias aqui apontamos.

Porque, se repararmos bem, as diferentes faixas da 31 de janeiro acabam por ter diferentes fluxos de veículos, como se pode ver nesta foto, tirada de manhã, com o semáforo vermelho na Senhora-a-Branca.

Avenida 31 de janeiro

Reorganizando o espaço da avenida, poderíamos por exemplo eliminar esta faixa da direita e criar corredores de circulação para ciclistas. Junto ao semáforo, poderia haver uma Bike Box, ou outra solução parecida, para permitir aos ciclistas passarem em segurança para o lado esquerdo, para seguir para a Av. Central, Rua do Raio, etc. Os semáforos deveriam incluir luzes específicas para ciclistas, indicando por exemplo que poderiam virar à esquerda enquanto os carros das outras faixas estivessem com sinal vermelho.

A grande vantagem desta abordagem, claro, seria manter os atuais passeios, com a suas esplanadas e os seus quiosques, e continuar a promovê-los cada vez mais como espaço de circulação e de convívio para todos…

Avenida 31 de janeiro