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sexta-feira, 20 de abril de 2012

Pedalar para o trabalho no Inverno (Parte 2)

Diz o calendário que a primavera já chegou há algum tempo, mas o boletim meteorológico tem mostrado um cenário bem diferente. Com a chuva à porta, vale a pena anotar algumas dicas sobre o uso da bicicleta durante nessas condições.


Fato impermeável - o acessório indispensável nº 2

Para não ficarmos molhados, há muitas técnicas e diferentes tipos de vestuário. Para chuvas ligeiras e percursos curtos, uns guarda-lamas e um casaco semi-impermeável poderão ser suficientes. No entanto, quando chove a sério, é boa ideia ter na bagageira da bicicleta um bom fato impermeável. Fato impermeável para ciclista

A escolha do fato impermeável deve ser cuidadosa! Confesso que eu mesmo fiz uma má escolha na primeira vez que fui comprar um impermeável. à falta de melhor na loja aonde me dirigi, acabei por sair de lá com um impermeável barato, daqueles que usam os futebolistas amadores. O fato era levezito e até era fácil de vestir por cima da roupa de trabalho. No entanto, as calças não eram assim tão impermeáveis e frequentemente precisava de ter uma muda de roupa disponível no destino.

Acabei por ir posteriormente a uma outra loja e comprar umas calças impermeáveis próprias para ciclismo. Problema resolvido: apesar de custarem quase o triplo, nunca mais cheguei ao trabalho com as calças molhadas. Além disso, estas novas calças impermeáveis eram ainda mais práticas, ao incluírem fechos laterais nas pernas (para facilitar o vestir e despir sem tirar os sapatos ou as botas), ajuste de velcro para evitar interferência com o movimento de pedalar ou com a corrente, e ainda refletores laterais para maior segurança.

Dependendo do tipo de calçado utilizado, poderá ser útil também a utilização de uma cobertura impermeável para os sapatos. Existem modelos muito práticos, fáceis de pôr e tirar, e que permitem manter os pés e o calçado secos durante uma viagem debaixo de chuva intensa.

Normalmente, o fato impermeável deverá incluir um capuz. Se não for o caso, existem também chapéus ou capuzes impermeáveis próprios para ciclistas, alguns dos quais até podem ser utilizados em conjunto com um capacete de ciclismo.

Se o tempo estiver frio, umas luvas (de preferência impermeáveis) ajudarão a manter as mãos confortáveis durante a viagem.

Ao chegar ao destino, depois de tirarmos o fato impermeável, basta um lenço ou uma toalha para secar o rosto, e estamos como novos!

Luzes e refletores

Nunca é demais lembrar! Com o tempo de chuva, a visibilidade é muito baixa e as distâncias de travagem aumentam radicalmente. Assim, as estratégias que permitam aumentar a nossa visibilidade são essenciais para manter a segurança. Como com o tempo de chuva normalmente escurece mais cedo, é boa ideia ter refletores e um bom conjunto de luzes (dianteira e traseira).

(continua…)

Ciclistas Urbanos em Braga #41

Ciclistas Urbanos em Braga

A Cidália, sempre que pode, usa a bicicleta para se deslocar para o trabalho, na zona de Lamaçães. A bicicleta permite-lhe chegar rapidamente ao seu destino, de forma económica, agradável e sem stress. De vez em quando, aos fins de semana, também gosta de passear de bicicleta.

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Pedalar para o trabalho no Inverno (Parte 1)

Bicicleta chuva

Quando há cerca de 10 meses 2 anos comecei a ir de bicicleta para o emprego, imaginava que seria bem mais difícil do que realmente tem sido. Por um lado, tinha uma certa desconfiança relativamente à boa vontade dos automobilistas em partilharem a estrada (um daqueles assuntos que certamente abordarei um destes dias). E, por outro lado, achava que a lendária chuva da cidade de Braga seria um forte impedimento ao uso da bicicleta. Mas afinal não foi.

Diz-se que lá mais para o norte da Europa há um provérbio ciclista que afirma "There isn't such a thing as bad weather or good weather: there is bad gear and good gear". Ou seja, não há bom ou mau tempo para andar de bicicleta: há, isso sim, equipamento adequado ou inadequado a cada condição climatérica. E, contrariamente ao que o senso comum nos poderia levar a pensar, nem sempre um bom equipamento passa necessariamente por compras caras em lojas de especialidade.

Comecemos por salientar que o equipamento certo para cada caso depende de vários fatores: a distância a percorrer, o nível de inclinação, o tipo de estrada, o tipo de bicicleta, a condição física do ciclista e, finalmente, o tempo que faz.

No meu caso, percorro uma distância de 3km até ao local de trabalho, com muito pouca inclinação (quem foi que disse que Braga não era uma boa cidade para se andar de bicicleta?). Faço todo o caminho por estradas de alcatrão, ruas de paralelo e calçadas. No entanto, ainda que tenha um caminho sem lama, é frequente haver lençóis de água em algumas partes do percurso. Sobre a cidade de Braga, costuma dizer-se que é muito chuvosa, mas a verdade é que não é tanto assim. Há bastantes dias de chuva, é verdade, mas ainda muitos mais dias de sol ou de tempo nublado e seco.

Esta série de artigos servirá para registar e partilhar um pouco da minha aprendizagem ao longo deste período, na expectativa de que a informação possa ser útil a quem pretende também começar a pedalar em tempo frio ou molhado.

 

Guarda-lamas: o acessório indispensável nº 1

Guarda lamas

Quando comecei, sabia que um par de guarda-lamas seria uma das características essenciais para a rotina diária. Quis o acaso, contudo, que os meus guarda-lamas tardassem alguns meses até ficarem disponíveis para entrega. Infelizmente, em Portugal, a maior parte das bicicletas ainda são apenas objetos de lazer off-road...

Assim, quando surgiram as primeiras chuvadas, a minha estratégia passou por adquirir um impermeável e guardar uma muda de roupa no escritório. E resultou, parcialmente. Por um lado, isso permitiu que eu vencesse o receio inicial de enfrentar a chuva, mesmo tendo que mudar de roupa de vez em quando ao chegar ao destino. Por outro lado, rapidamente me apercebi que a falta dos guarda-lamas também afetava o funcionamento correto da bicicleta. O travão traseiro deixava de funcionar com alguma frequência, ao acumular a areia arrastada pela água, o que implicava a necessidade de alguns minutos diários de limpeza e lubrificação desse mecanismo.

Quando, meses mais tarde, tive a possibilidade de instalar os tão esperados guarda-lamas, pude finalmente dar algum descanso à minha rotina de limpar e lubrificar o travão traseiro. O guarda-lamas tratava de parar os grãos de areia antes que estes chegassem aos mecanismos. Uma outra vantagem, talvez mais óbvia, foi que passei a poder andar de bicicleta com piso molhado mas sem chuva ou com aguaceiros leves, sem impermeável. A minha pergunta de sempre, antes de pegar na bicicleta, deixou de ser "está a chover ou está o chão muito molhado?" e passou a ser "Chove muito?"...

Portanto, sem querer obviamente retirar a suprema importância de um bom conjunto de luzes (independentemente do tempo que faça), o guarda-lamas merece o lugar de acessório essencial para quem usa a bicicleta como veículo utilitário. A tal ponto que eu arriscaria dizer que deveria mesmo fazer parte da bicicleta, não como acessório, mas como componente-base.

(continua...)

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Ciclistas Urbanos em Braga #40

Ciclistas Urbanos em Braga

O Zé é estudante de Ciências da Comunicação na Universidade do Minho e há já vários anos que usa a bicicleta como o seu meio de transporte para todo o lado em Braga.

terça-feira, 17 de abril de 2012

Ciclistas Urbanos em Braga #39

Ciclistas Urbanos em Braga

O Miguel, bolseiro de investigação na Universidade do Minho, já usa a bicicleta há cerca de 6 anos para as suas deslocações em Braga. Começou por praticar BTT nos tempos livres mas, aos poucos, a bicicleta foi ganhando outra utilidade na sua vida. Atualmente, usa-a para ir trabalhar, para levar o filho à escola, ir as compras, etc.

Não sente dificuldades de maior no seu dia a dia de ciclista urbano, mas reconhece que a rede viária da cidade de Braga ainda coloca alguns obstáculos a quem ainda esteja a começar e não goste de correr certos riscos...

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Ciclistas Urbanos em Braga #38

Ciclistas Urbanos em Braga

O sr. José António, de Maximinos é um amante das bicicletas clássicas single speed de roda 20", as quais usa diariamente para se deslocar para todo o lado dentro da cidade de Braga.

domingo, 15 de abril de 2012

Ciclistas Urbanos em Braga #37

Ciclistas Urbanos em Braga

O sr. Alexandre vai quase todos os dias de bicicleta para o trabalho, desde há cerca de 3 anos. Vem da zona do Braga Parque e atravessa o Centro em direção ao Arco da Porta Nova. Entre as várias vantagens da bicicleta, destaca o tempo que esta lhe permite poupar: a deslocação porta a porta, num percurso de 3 a 4 km em cidade, demora efetivamente menos tempo usando a bicicleta, em vez de levar o carro.

sábado, 14 de abril de 2012

O impacto do tráfego automóvel nas relações com os outros (vídeo)

O que perdemos nas relações com os outros e com o nosso espaço, o nosso lar, devido à existência de vias de alto tráfego automóvel. E o que ganharíamos em promover espaços públicos mais voltados para os cidadãos. Dados de investigação apresentados de forma simples e clara. Muito interessante!

Ciclistas Urbanos em Braga #35 e #36

Ciclistas Urbanos em Braga

O Daniel e o Nuno, de Vila Verde, vêm frequentemente a Braga de bicicleta, para passear ou fazer compras, por exemplo.

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Ciclistas Urbanos em Braga #34

Ciclistas Urbanos em Braga

O Sr. Alfredo, de Ferreiros, um grande entusiasta das bicicletas, usa frequentemente a sua Órbita, uma dobrável com suspensão dianteira, para se deslocar pelo centro da cidade de Braga.

quinta-feira, 12 de abril de 2012

Ciclistas Urbanos em Braga #33

Ciclistas Urbanos em Braga

O sr. Nascimento, de Maximinos, usa a bicicleta diariamente para todo o tipo de deslocações: ir para o trabalho, tratar de afazeres diversos, passear, etc. Conhece a sua bicicleta como ninguém e até faz praticamente toda a manutenção mecânica por si próprio.

Quanto às condições para o uso da bicicleta em Braga, realça sobretudo a falta de segurança: quase não há estacionamentos para bicicletas, e os poucos que há são de fraca qualidade. De tal modo que já perdeu a conta às bicicletas que lhe roubaram cá em Braga ao longo dos últimos anos.

Nota:

Dizem os entendidos que para prender de forma adequada uma bicicleta, devemos usar pelo menos dois cadeados, de tipos diferentes, sendo um deles, preferencialmente, do tipo "U-Lock". O quadro da bicicleta é o elemento mais importante a fixar ao suporte de estacionamento, mas não deverão ficar esquecidas também ambas as rodas e o selim, sobretudo se for de aperto rápido. Claro que isto exige a presença de bicicletários bem desenhados e construídos, de forma e dimensões adequadas, algo que ainda não existe em Braga. Infelizmente, os poucos que temos são ainda do tipo wheel bender ("empena-rodas") e ainda por cima tendem a ficar escondidos em locais que facilitam o trabalho discreto dos amigos do alheio.

Diz-se também que, mesmo usando essas medidas, o ideal é manter sempre a bicicleta debaixo de olho. Claro que quem vai trabalhar ou tratar de outros assuntos nem sempre pode estar a vigiar o seu veículo. Por isso, em alguns locais, seria importante disponibilizar estacionamento de de longa duração para bicicletas, cobertos e vigiados, ou com algum outro tipo de medidas de segurança adicionais. Algo que é relativamente comum em algumas cidades no mundo, mas que por cá ainda não se vê…

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Ciclistas Urbanos em Braga #32

Ciclistas Urbanos em Braga

A Ana e a Edite (filha e mãe, respetivamente) gostam de andar de bicicleta, mas lamentam a falta de condições na cidade de Braga. Por exemplo, ir de bicicleta para a escola, sem ciclovias nem ruas devidamente sinalizadas e adaptadas para ciclistas, parece-lhes mais complicado do que em países como a França, onde essa é uma prática habitual. Ainda assim, a mãe refere que costuma usar a bicicleta para efetuar as suas deslocações pelo centro, incluindo, ocasionalmente, na ida para o trabalho.

Nota:

Até o momento, tenho optado por incluir nesta rubrica apenas fotos de ciclistas adultos, em parte para reforçar a ideia de que o ciclismo urbano, para além das vertentes lúdica e desportiva, é sobretudo uma modalidade de transporte útil, para os cidadãos de qualquer idade. Decidi abrir aqui esta exceção, que me parece útil na medida em que permite demonstrar que também existe um público juvenil que usa a bicicleta em Braga, seja para ir para a escola, seja para se divertir.

Basta parar alguns momentos na Avenida Central ou nos semáforos da Senhora-a-Branca, para perceber que boa parte dos ciclistas desta cidade são crianças e adolescentes. Infelizmente, em Braga, ir para a escola de bicicleta é ainda uma atividade que muitos considerarão arriscada e desaconselhável. No entanto, quando vemos o que se passa em países como a França, a Holanda, a Alemanha ou a Bélgica, logo percebemos que temos ainda um longo caminho a percorrer, no sentido de tornar as nossas cidades em locais seguros, onde é realmente bom viver...