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terça-feira, 10 de abril de 2012

Ciclistas Urbanos em Braga #31

Ciclistas Urbanos em Braga

O sr. António Chaves, músico, fotógrafo e, desde longa data, um cidadão empenhado, é uma figura bem conhecida dos bracarenses. Sempre muito bem-disposto, usa a sua bicicleta, criativamente equipada com os mais diversos acessórios, como o seu meio de transporte no centro de Braga e também como objeto de expressão da sua criatividade.

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Uma ciclovia ao longo de toda a Avenida da Liberdade

Ciclovia na Avenida da Liberdade

Para tornar a cidade de Braga mais ciclável, isto é, mais convidativa à utilização diária da bicicleta por parte de todas as faixas etárias e todos os grupos sociais, é preciso (e urgente) criar condições adequadas de circulação num conjunto de percursos-chave. Para além do fundamental eixo Estação-Centro-Gualtar, há outros percursos que pela sua utilidade prática na vida dos cidadãos de Braga adquirem particular relevância. Um desses percursos é a ligação entre o Centro (Avenida Central) e a zona do Parque de Exposições e Parque da Ponte, a ser feita, de forma lógica, pela Avenida da Liberdade.

A pertinência deste percurso seria de imediato justificada tão somente pela necessidade de acesso ao Parque da Ponte, tanto para lazer como, por exemplo, para que os bracarenses pudessem levar a sua marmita e ir almoçar rapidamente nesse local bem aprazível - uma alternativa económica, saudável e agradável. Mas também o acesso ao Parque de Exposições e às zonas comerciais e residenciais que se encontram naquela área contribuem para tornar essa via bem importante.

O que encontramos na atualidade é a gritante inexistência de um percurso ciclável a ligar estas duas zonas da cidade. A Avenida da Liberdade é a ligação mais direta e, uma vez que apresenta um baixo desnível, seria a via de ligação mais lógica para os ciclistas. Infelizmente, parte do percurso encontra-se ocupada por uma área ajardinada com esplanadas laterais, cuja disposição, apesar de ser bastante agradável para passear a pé, não facilita a circulação de bicicletas. Os ciclistas precisam de fazer um constante ziguezague entre os peões, num confronto que é de todo indesejável.

No troço inferior da Avenida, quando termina a área ajardinada, temos o fim do túnel e uma zona com várias faixas de trânsito e semáforos. Trata-se de uma via um tanto ou quanto difícil para ciclistas, que ficam demasiado expostos quando precisam de mudar de faixa para a esquerda (por exemplo, para seguir para o Carandá ou para Santa Tecla).

Este é um daqueles casos em que poderíamos defender, justamente, a necessidade de uma ciclovia bidirecional ao longo de toda a extensão da Avenida da Liberdade. Imagino que uma das primeiras reações seria "Mas não há espaço!…" Pois bem… em primeiro lugar, convém notar que existem várias faixas de trânsito na parte inferior da Avenida, que certamente poderiam ser reorganizadas de modo a acomodar uma faixa reservada a ciclistas. Na área ajardinada, bastaria um alterar um pouco a forma dos canteiros, de modo a acolher uma área de circulação devidamente sinalizada.

Ah… e, ainda que roubar espaço aos peões seja quase sempre péssima ideia… Se há lugar para estacionar de forma impune esta quantidade de automóveis no passeio, então não haveria espaço suficiente para, em vez disso, instalar alguns lugares de estacionamento de bicicletas e, quem sabe, uma ciclovia…?

Ciclovia na Avenida da Liberdade

A terminar, para quem possa ainda ter dúvidas… Não, estes passeios não são ciclovias e, ainda que a sua largura permita o convívio mais ou menos pacífico entre ciclistas e um pequeno número de peões, o piso é totalmente inadequado à circulação de bicicletas, tornando-se muito escorregadio quando chove.

domingo, 8 de abril de 2012

Ciclistas Urbanos em Braga #29 e #30

Ciclistas Urbanos em Braga

Francisco Fernandes (à esquerda), da freguesia de Real, já foi ciclista profissional e esta sua bicicleta chegou a correr consigo na Volta a Portugal. Atualmente, para além de ainda servir para a prática ocasional de desporto, contribuindo para melhorar a saúde e manter a forma física, é sobretudo o seu veículo principal para as deslocações na cidade de Braga. Tal como muitos outros ciclistas, refere a falta de estacionamentos adequados como uma das principais lacunas desta cidade.

Como já vimos observando noutras ocasiões, a Avenida Central funciona como um ponto de encontro para muitos bracarenses, sejam peões ou os ciclistas. A bicicleta tem aqui uma enorme vantagem face ao automóvel, dado que nos permite parar para conversar (com outros ciclistas ou com peões), sem que isso implique ficar a interromper o trânsito, sem ter de procurar um lugar para estacionar, sem receber buzinadelas e olhares reprovadores de automobilistas...

O sr. António Casais (à direita) vem de Santa Tecla e também usa diariamente a bicicleta para as suas deslocações na cidade. A ocasião serviu para trocar algumas impressões sobre estas duas bicicletas clássicas, ambas com mais de 30 anos, mas perfeitamente restauradas e cuidadas. Ora digam lá se elas não são uma beleza!

sábado, 7 de abril de 2012

Ciclistas Urbanos em Braga #28

Ciclistas Urbanos em Braga O Miguel vive em Santa Tecla e trabalha na zona do Centro de Negócios (variante do Fojo). Usa diariamente a bicicleta para ir trabalhar, para fazer algumas compras e não só. A bicicleta só fica em casa quando chove…

sexta-feira, 6 de abril de 2012

Ciclistas Urbanos em Braga #27

Ciclistas Urbanos em Braga

O Carlos Ferreira é um jovem empreendedor, que acredita no potencial da bicicleta para melhorar a qualidade de vida na cidade de Braga. Há algum tempo atrás, decidiu criar uma empresa de aluguer de bicicletas, que vem sendo uma excelente mais-valia para a cidade, sobretudo na área do turismo.

Nota:

O passeio que vemos nesta foto é um dos atalhos habitualmente usados pelos ciclistas que chegam à Avenida Central vindos da Av. 31 de Janeiro ou da Rua D. Pedro V.

Para além do sempre indesejável confronto com os peões, é de referir que este tipo de piso é demasiado escorregadio quando chove. Seria, pois, importante encontrar uma solução mais segura e eficaz para fazer a ligação, para ciclistas, entre as várias vias que se cruzam no Largo da Senhora-a-Branca.

quinta-feira, 5 de abril de 2012

Ciclistas Urbanos em Braga #26

Ciclistas Urbanos em Braga

O Leonel, que vive na zona do Braga Parque, começou estes dias a usar a bicicleta para o trabalho, ali para os lados de Lamaçães. De acordo com a sua experiência, a bicicleta tornou-se o seu veículo de eleição dentro da cidade, não só porque lhe permite poupar tempo nas viagens até cada local, como também já não tem de pagar o estacionamento.

Estacionamento para bicicletas na Loja do Cidadão

Há dias, ao tratar de uns afazeres, desloquei-me à Loja do Cidadão, cá em Braga. Fui de bicicleta, como sempre faço no meu dia a dia. Tal como em ocasiões anteriores, deparei-me com a falta de estacionamentos para bicicletas neste local crucial, e dei por mim a refletir mais uma vez sobre as formas possíveis de os implementar.

A este propósito, começaria por lembrar alguns princípios que me parecem básicos, mas que frequentemente são esquecidos por quem trata da criação e implementação dos estacionamentos.

Os estacionamentos para bicicletas - tal como todas as outras infraestruturas urbanas - têm muito que se lhe diga, e podem ser bem ou mal concebidos, bem ou mal localizados, etc. Por exemplo, é recomendável que os estacionamentos para bicicletas fiquem localizados o mais perto possível da entrada de edifícios importantes como este, de modo a aumentar a sua utilidade e minimizar as oportunidades de roubo ou vandalismo. Além disso, sempre que seja possível incluí-los dentro do ângulo de visão dos circuitos de vigilância de vídeo, ou no campo de visão do porteiro ou da equipa de segurança, essa opção deverá ser também devidamente equacionada.

O tipo de design é também importante, sendo indispensável uma configuração que permita prender simultaneamente ambas as rodas e o quadro da bicicleta. Ou seja, os estacionamentos do tipo "empena rodas" ou "wheel bender" são de evitar, já que não só tendem a danificar as bicicletas, como também facilitam o trabalho aos ladrões de bicicletas. É aconselhável, em vez desses, o modelo em forma de U invertido (modelo inglês Sheffield). Essa é, aliás, a recomendação que vem sendo feita desde há quase duas décadas pela FPCUB, neste documento que deveria ser lido por todos os responsáveis. Tem lá tudo, incluindo os diagramas para construção e fixação das estruturas metálicas, medidas, distâncias recomendadas, etc.

Estacionamento para bicicletas do tipo Sheffield

Um excelente exemplo de como isto pode ser feito de forma prática, económica e eficaz pode ser observado junto ao Mercado Municipal de Matosinhos, onde a Câmara Municipal instalou recentemente 8 lugares de estacionamento para bicicletas, tendo para isso eliminado apenas 1 único lugar de estacionamento automóvel.

Voltando ao caso em análise - o da Loja do Cidadão, diria que há dois locais lógicos onde o estacionamento poderia ser instalado. O que o senso comum certamente apontaria, à partida, seria no exterior do edifício, no parque ou mesmo no átrio junto à porta principal.

Uma outra opção, ainda que talvez um pouco menos óbvia, teria na minha opinião algumas vantagens práticas adicionais. Refiro-me à sua instalação no interior do próprio edifício, no rés-do-chão.

Estacionamento para bicicletas na Loja do Cidadão

Se repararmos nesta foto, o espaço é suficientemente amplo para acolher ao longo do centro uma fila de suportes do tipo Sheffield, espaçada de X em X metros de modo a permitir a livre passagem de pessoas entre as bicicletas estacionadas. Cada um dos suportes poderia acolher uma ou duas bicicletas, sendo que facilmente se poderia implementar deste modo estacionamento para 10 ou mais lugares.

Ao ficarem localizados no interior, e sem interferir na normal utilização do espaço, estes estacionamentos teriam algumas vantagens importantes. Nomeadamente, o desencorajamento dos ladrões (que seriam mais facilmente observados através das vidraças do piso superior, ou por seguranças do edifício, ou ainda pelos logistas desse piso); a proteção da chuva; a comodidade de ter a bicicleta ali no próprio local, sem ter de fazer uma deslocação adicional para a estacionar/desestacionar. Acompanhados da necessária sinalização no interior e no exterior do edifício (a informar da disponibilidade de estacionamento para bicicletas naquele local), seriam um excelente incentivo para os cidadãos deixarem o carro em casa e optarem antes pela bicicleta.

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Ciclistas Urbanos em Braga #25

Ciclistas Urbanos em Braga

O sr. Carlos Pereira, de Maximinos, trabalha em Nogueira e vai todos os dias de bicicleta. Para além do facto de não haver estacionamentos na cidade, assinala o problema do piso irregular, que é particularmente perigoso e desagradável para quem usa bicicletas citadinas ou de estrada, com os seus pneus mais finos e de alta pressão.

Ciclistas Urbanos em Braga #24

Ciclistas Urbanos em Braga

O Tiago, estudante de Engenharia Informática, há muito que elegeu a bicicleta como o seu veiculo de eleição para todo o lado. Costuma deslocar-se frequentemente entre as zonas de Gualtar (Universidade), Nogueiró e o centro da cidade.

terça-feira, 3 de abril de 2012

segunda-feira, 2 de abril de 2012

domingo, 1 de abril de 2012

Ciclistas Urbanos em Braga #20 e #21

Ciclistas Urbanos em Braga

A Bárbara e o António gostam de usar a bicicleta para passear ou ir às compras e estão a pensar começar a usá-la também para ir para o trabalho. Para eles, Braga é uma cidade excelente para pedalar, dado que quase nem tem inclinações.