Novo endereço: http://bragaciclavel.pt

Mostrar mensagens com a etiqueta Estacionamento. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Estacionamento. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, 29 de maio de 2014

Rede ciclável de Braga em destaque no jornal Público

O Público publicou esta segunda-feira, dia 26 de maio, uma interessante reportagem sobre os planos da Câmara Municipal de Braga para a nossa futura "rede ciclável". Vale a pena uma leitura atenta. Trata-se de uma mudança de paradigma, que nos leva a crer que estamos a fazer História.


A documentação a que o Público teve acesso são ainda, cremos nós, um trabalho em curso e refletem não só planeamento que vem sendo feito pela equipa da CMB, mas também o contributo dos utilizadores da bicicleta, que recentemente foram chamados a opinar sobre esses mesmos planos e sugerir possíveis alterações.

Das declarações do vereador do Urbanismo, Miguel Bandeira, destaca-se o objetivo de assegurar num futuro próximo que toda a cidade conte com uma via devidamente preparada para acolher em segurança e conforto quem se desloque de bicicleta, a uma distância máxima de 300 metros. É um bom ponto de partida, sobretudo se essa estratégia for devidamente complementada com medidas de efetiva acalmia de trânsito, sobretudo nas zonas residenciais.

É que, se em setembro do ano passado a promessa de 29km de ciclovias quase soava a campanha eleitoral e parecia um objetivo mais ou menos utópico, agora surge preto no branco o compromisso de investir na criação de uma rede ainda mais ambiciosa que forneça um contexto viário adequado para a utilização da bicicleta como meio de transporte. Fala-se agora em 76 km de vias "cicláveis", assim o permita o próximo quadro comunitário de apoio.

O importante é que, finalmente, todas as forças políticas de Braga despertaram para a necessidade urgente de devolver à população desta cidade ruas mais seguras, mais confortáveis e mais úteis, onde seja possível circular de forma segura em bicicleta. Depois de algumas décadas de investimento quase exclusivo em infraestruturas rodoviárias destinadas ao automóvel e restantes veículos motorizados, é uma lufada de ar fresco ver que a bicicleta começa a ser levada muito a sério no que se refere ao seu potencial de melhoria da qualidade de vida da população e de promoção do desenvolvimento local.

Ficamos também a saber, apesar da inesperada demora na resposta ao nosso email, que a Câmara Municipal se prepara para colocar as placas de sinalização que ainda faltam em praticamente todos os estacionamentos para bicicletas instalados no ano passado, e que está previsto para breve um aumento significativo no numero desses estacionamentos. Com o verão aí à porta, os novos estacionamentos virão mesmo a calhar! Venham eles!...

A reportagem traz-nos ainda um outro dado interessante, indicando que o número de utilizadores de bicicleta terá muito provavelmente quadruplicado em apenas três anos. Não nos surpreende, dado que todos os dias nos cruzamos com caras novas de pessoas que optam pela bicicleta como meio de transporte cá em Braga. Ninguém sabe ao certo quantos somos, mas somos muitos, e muitos mais do que se costuma pensar, e bem mais do que dizem os censos. Seja como for, mais importante do que o número de ciclistas que hoje temos nas ruas, é o número de pessoas que gostariam e poderiam passar a usar a bicicleta se fossem criadas melhores condições para tal, ou o número de ciclistas que Braga precisa de ter no futuro para garantir uma melhor repartição modal.

A reportagem do Público também está disponível na sua edição on-line, nesta página. O facto de ter sido partilhada diretamente pelo menos 226 vezes no Facebook, de ter recebido um número recorde de "likes" e ter vindo a ser repetidamente citada e comentada em blogues, fóruns e grupos on-line, parece-nos que demonstra claramente que as pessoas olham para a criação da rede ciclável com bons olhos.

Haja objetivos, haja vontade, e faremos certamente de Braga uma cidade bem melhor.

terça-feira, 29 de abril de 2014

Carta ao Vereador do Trânsito da CMB - Estacionamentos para Bicicletas em Braga

Na sequência de inúmeras mensagens que temos recebido de leitores do Braga Ciclável sobre esta questão, tomámos a iniciativa de dirigir, a 19 de abril de 2014, ao atual vereador do Trânsito da Câmara Municipal de Braga o seguinte email (ao qual aguardamos resposta).

 

Exmo. Sr.
Vice-Presidente da Câmara Municipal de Braga e Vereador do Trânsito,
Firmino Marques

No ano transato foram instalados 35 suportes de estacionamento para bicicletas do tipo Sheffield (em forma de U invertido) em 7 localizações distintas do centro da cidade de Braga.

Estacionamento para bicicletas em Braga, na Rua dos Chãos, (junto à Arcada)

Inicialmente, segundo informação da Câmara Municipal de Braga, estava prevista a instalação desses estacionamentos em mais de 30 localizações. Já no final do verão passado, foi-nos dito que afinal a fase inicial do plano de colocação de estacionamentos para bicicletas ficaria afinal reduzida a apenas 14 locais. Passaram entretanto vários meses e as restantes infraestruturas ainda não foram instaladas, sendo que elas fazem efetivamente falta. Essa necessidade pode ser comprovada no Mapa Braga Ciclável, onde aparecem centenas de fotos de bicicletas agarradas a postes de eletricidade, árvores e mobiliário urbano diverso, permitindo visualizar os locais onde a procura é maior e onde a oferta é ainda, na maior parte dos casos, inexistente. Com base nessa recolha que temos vindo a realizar, apresentámos recentemente à Câmara Municipal de Braga, representada pela arquiteta Fátima Pereira, um dossiê que incluía uma listagem de locais onde consideramos ser prioritária a colocação de estacionamentos para bicicletas.

Para além disto, é também de notar que, das 7 infraestruturas já instaladas, 6 delas ainda carecem da colocação de uma placa a informar que as mesmas se destinam ao estacionamento de bicicletas. As referidas infraestruturas possuem um poste para a instalação dos sinais de trânsito H1A complementado com o Modelo 11H.

Essas 7 localizações são:

  • Senhora-a-Branca (junto à Livraria Minho)
  • Rua dos Chãos (junto ao Banco de Portugal)
  • Largo Barão de São Martinho (junto à Brasileira)
  • Rua Dr. Gonçalo Sampaio (Shopping Santa Cruz)
  • Praça do Município
  • Praça Conde de Agrolongo (junto à igreja do Pópulo)
  • Avenida do Visconde de Nespereira (GNRation).

Nesta última (GNRation) já existe um sinal vertical a indicar que o estacionamento é para velocípedes.

Verificamos alguns problemas no estacionamento da Rua dos Chãos, que tem imensa procura (como pode ver na foto em anexo). Apercebemo-nos diariamente que, com a falta de sinalização, muitos condutores de motociclos utilizam indevidamente esta infraestrutura para estacionar, ocupando assim o espaço que é destinado a velocípedes (como também pode verificar em anexo). Como estas infraestruturas carecem de sinalização as autoridades também não podem atuar.

Estacionamento bicicletas rua dos chaos ocupado com motos

Estacionamento de bicicletas ocupado com motos em Braga

Ao ser colocada a necessária sinalização para os velocípedes, deve também ser estudada a criação de um local que satisfaça a procura de estacionamento nesta zona por parte de motociclistas.

Para além desta localização, encontramos ainda vários problemas no estacionamento da Rua Dr. Gonçalo Sampaio (Shopping Santa Cruz) com vários automóveis a estacionarem junto dos mesmos não permitindo o acesso de velocípedes ao mesmo.

Estacionamento bicicletas Shopping Santa Cruz em Braga

A acompanhar a sinalização, poderá ainda ser colocado um painel (segue também em anexo) a explanar a maneira mais segura para prender uma bicicleta, tal como é feito em Lisboa e noutras cidades europeias.

Bike roubos - aviso

Antecipadamente gratos pela atenção dispensada, subscrevemo-nos com os melhores cumprimentos.

Victor Domingos
Mário Meireles
(Braga Ciclável)

quarta-feira, 16 de abril de 2014

Dossiê apresentado à CMB (propostas para alteração da Rede Ciclável em estudo)

Conforme prometido, publicamos hoje os documentos que integraram o dossiê apresentado pelos ciclistas urbanos à Câmara Municipal de Braga, na última reunião.

A partir da rede ciclável proposta pela CMB e presente na revisão em curso do Plano Diretor Municipal, do Programa de Ciclovias Interurbanas do CÁVADO (estudo desenvolvido pelo professor António Perez Babo) e utilizando também os percursos fornecidos por 31 ciclistas urbanos (Mapa Braga Ciclável) e a experiência no terreno obtida pelo grupo de ciclistas que participaram na elaboração do dossiê, chegou-se a uma nova proposta com algumas pequenas, mas significativas alterações ao mapa inicial.

sexta-feira, 11 de abril de 2014

Ciclistas discutem Rede Ciclável com Câmara Municipal de Braga

Ciclistas urbanos discutem Rede Ciclável com Câmara Municipal de Braga No seguimento da Proposta Para Uma Mobilidade Sustentável, decorreu esta quinta-feira, dia 10 de abril, pelas 17 horas, em Braga, uma reunião com a Câmara Municipal de Braga, para apresentação de um conjunto de sugestões de alteração ao mapa da rede ciclável para a cidade de Braga que se encontra em fase de planeamento. Nesta reunião, estiveram presentes, em representação dos cidadãos utilizadores de bicicleta, Rómulo Duque (Encontros com Pedal) e Mário Meireles (Braga Ciclável). A equipa municipal esteve representada pela arquiteta Fátima Pereira, assessora de Miguel Bandeira, vereador responsável pelos pelouros do Património, Urbanismo, Regeneração Urbana, Planeamento e Ordenamento, pelo arquiteto Octávio Oliveira, chefe da divisão de Planeamento Urbanístico do Município, e pelo geógrafo Nuno Jacob, Técnico Superior de Planeamento.

Na sequência de contactos que vêm sendo realizados regularmente ao longo dos últimos dois anos, a autarquia convidou os utilizadores de bicicleta a analisarem o trabalho, ainda em curso, de planeamento da futura rede ciclável para a cidade de Braga e a sugerirem eventuais alterações ou melhoramentos, e assim contribuírem com a perspetiva de quem já usa regularmente a bicicleta como meio de transporte.

Foi defendido que a rede ciclável prioritária deve ser a que vai servir as pessoas que usam ou que pretendem usar a bicicleta como meio de transporte e foram mostrados alguns dos benefícios da aposta na bicicleta. Foram apresentados exemplos de cidades com orografias (São Francisco, Berna, Basileia, Trondheim) e climas (Abu Dhabi, Copenhaga, Cambridge, Berna, Ferrara) bem mais adversos que os de Braga e onde a aposta na bicicleta – que foi efetuada inicialmente na parte plana dessas mesmas cidades – é, já hoje, um enorme sucesso. Foram demonstrados vários casos do nosso país e de outras cidades a nível mundial onde foram implementadas medidas eficazes, como a partilha de zonas pedonais com os ciclistas, zonas de coexistência, faixas cicláveis, vias cicláveis, as formas de resolução dos pontos de conflito (cruzamentos, paragens BUS, rotundas), e também diversos exemplos de ruas com sentido proibido para tráfego automóvel, mas permitido para bicicletas, entre outros. Foram ainda apresentadas soluções inteligentes para vencer desníveis, para estacionar a bicicleta em segurança e para compatibilizar a bicicleta com o autocarro. Foi recordado a excelente relação custo-benefício recentemente obtida com implementação de uma rede de 400 km de faixas cicláveis protegidas em Nova Iorque. Para finalizar, foram apresentados os critérios básicos a serem seguidos para a escolha do tipo de vias a implementar em Braga, tendo em conta, por exemplo, o parâmetro V85 que contabiliza a velocidade média de 85% dos veículos que passam numa determinada via, para assim definir qual o tipo de via ciclável mais adequada ao local de modo a garantir a segurança de todos os utentes da via, incluindo os ciclistas.

A partir da rede ciclável proposta pela CMB e presente na revisão em curso do Plano Diretor Municipal, do Programa de Ciclovias Interurbanas do CÁVADO (estudo desenvolvido pelo professor António Perez Babo) e utilizando também os percursos fornecidos por 31 ciclistas urbanos (Mapa Braga Ciclável) e a experiência no terreno obtida pelo grupo de ciclistas que participaram na elaboração do dossier, chegou-se a uma nova proposta com algumas pequenas, mas significativas alterações ao mapa inicial.

Proposta de alterações dos ciclistas à Rede Ciclável em fase de planeamento para a cidade de Braga

Os representantes da CMBraga mostraram-se bastante satisfeitos com a proposta apresentada, tendo mesmo existido consenso quanto às alterações efetuadas.

Mário Meireles, colaborador do blog Braga Ciclável, está convicto de que a aposta na bicicleta "é a solução certa para uma cidade inteligente, sustentável, próspera e amiga das pessoas". Desta reunião resultou a conclusão de que a aposta de uma rede ciclável direta, segura e confortável deverá começar prioritariamente na cidade plana, ou seja, num retângulo delimitado a este por S. Pedro de Este, a oeste por Ferreiros, a norte pelas Infias e a sul pelo Picoto e pelos três montes sacros. "Nesta Braga plana habitam mais de 100 mil bracarenses", salientou. "É nela que estão os jovens, que está o conhecimento (Universidade do Minho e Universidade Católica), estão as escolas secundárias, estão os principais polos de comércio (Centro Histórico, Braga Parque e vale de Lamaçães) e está uma forte indústria (Bosch, Ideia Atlântico, Grundig)". Para além de toda a sua potencialidade, é aí que está a procura: "num curto espaço de tempo recolhemos os percursos de 31 ciclistas urbanos de Braga e foi-nos, assim, possível traçar desde já eixos prioritários."

Victor Domingos, fundador do blog Braga Ciclável, que apesar de não ter estado presente nesta reunião acompanhou sempre de perto o processo de elaboração dos documentos agora apresentados, não tem dúvidas em afirmar que “este é um momento histórico para a cidade de Braga”. “É provavelmente a primeira vez na história desta cidade", afirmou, "que os utilizadores da bicicleta são consultados para ajudar a delinear uma rede viária útil, abrangente, confortável e segura para quem deseja usar este meio de transporte nas suas deslocações diárias".

Brevemente, publicaremos aqui no Braga Ciclável o dossiê apresentado, que ficará disponível para consulta em mais detalhe.

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Ciclistas urbanos reuniram com Câmara Municipal de Braga

No seguimento da Proposta Para Uma Mobilidade Sustentável, decorreu esta terça-feira, dia 18 de fevereiro, pelas 17 horas, em Braga, uma reunião com o novo executivo da Câmara Municipal de Braga, para discussão de medidas de promoção e apoio ao uso da bicicleta como meio de transporte na cidade de Braga.

Nesta reunião, estiveram presentes, em representação dos cidadãos utilizadores de bicicleta, Antony Gonçalves e Rómulo Duque (Encontros com Pedal), Victor Domingos e Mário Meireles (Braga Ciclável). A equipa municipal esteve representada pelo arquiteto Octávio Oliveira, chefe da divisão de Planeamento Urbanístico do Município e pela arquiteta Fátima Pereira, assessora de Miguel Bandeira, vereador responsável pelos pelouros do Património, Urbanismo, Regeneração Urbana, Planeamento e Ordenamento.

Ciclistas urbanos de Braga reuniram com Fátima Pereira e Octávio Oliveira, da Câmara Municipal de Braga

Na sequência de contactos realizados ao longo dos últimos dois anos, esta reunião teve como objetivo principal propor algumas alterações à regulamentação municipal e outras medidas facilmente exequíveis a curto prazo, por forma a melhorar as condições de estacionamento e de circulação em segurança para os ciclistas na cidade de Braga.

O número de ciclistas vem aumentando gradualmente ao longo dos últimos anos, e pode vir a aumentar consideravelmente nos tempos que se avizinham. Tal aumento é desejável, na medida em que contribui para uma melhor qualidade de vida dos cidadãos (a bicicleta é um meio de transporte mais saudável, menos poluente, mais económico e mais rápido, sobretudo nos percursos até cerca de 5 km), pelo que deve ser incentivado de forma inequívoca através da criação de vias cicláveis, sobretudo nos percursos de cariz utilitário.

Nesta reunião foram apresentadas algumas sugestões de medidas práticas para tornar Braga uma cidade com melhores condições para o uso da bicicleta como meio de transporte. Pretende-se que, a curto ou médio prazo, os bracarenses e todos aqueles que visitam a cidade de Braga possam sentir a necessária segurança para poderem livremente usufruir das vantagens deste meio de transporte mais económico, mais saudável e mais amigo do ambiente.

Reunião dos ciclistas urbanos de Braga com Fátima Pereira da câmara Municipal de Braga

O conteúdo do dossiê agora apresentado vem aprofundar e concretizar algumas das medidas que faziam parte da Proposta para Uma Mobilidade Sustentável e inclui, entre outras, as seguintes sugestões devidamente detalhadas:

  • Regulamento do controlo de velocípedes na área pedonal da cidade Braga;
  • Regulamento do controlo de velocípedes em vias reservadas aos transportes públicos;
  • Estacionamentos para Bicicletas:
    • Sinalizar devidamente os estacionamentos “Sheffield” já existentes,
    • Implementar requerimentos de instalação de estacionamento de bicicletas CMB junto de instituições e estabelecimentos comerciais,
    • Regulamento para o estacionamento de bicicletas,
    • Instalação de novos estacionamentos nas localizações já identificadas como sendo mais procuradas pelos ciclistas;
    Regulamento para a criação da rede ciclável quotidiana;
  • Sistema de partilha de bicicletas e multimodalidade;
  • Educação Rodoviária;
  • Campanhas.

Segundo Fátima Pereira, “esta é a atitude que pretendemos estimular em Braga. É importante que as organizações, as instituições e as associações estejam em estreita comunicação com a autarquia e sejam agentes ativos na construção das políticas do município e na definição dos projetos para a cidade”. Aquela responsável acrescentou ainda que “o conhecimento produzido entre a autarquia e este grupo de cidadãos é certamente uma mais-valia na definição de uma proposta para a mobilidade ciclável em Braga. Esta será a forma deste executivo agir e intervir”.

Abordou-se ainda a rede ciclável proposta pela CMB e presente na revisão em curso do Plano Diretor Municipal, e o Programa de Ciclovias Interurbanas do CÁVADO (estudo desenvolvido pelo professor António Perez Babo), cujas plantas foram apresentadas e explicadas pelo Arq. Octávio Oliveira.

Para a arquiteta e assessora do pelouro “será importante contar, num futuro próximo, com os pareceres do Braga Ciclável e dos Encontros Com Pedal, na sua qualidade de utilizadores da bicicleta como meio de transporte, com o objetivo de ajustar as medidas a implementar às reais necessidades dos cidadãos. Só assim iremos ao encontro desta realidade e asseguramos que os investimentos não são desajustados face à realidade da cidade como aconteceu no passado.”

O dossiê hoje apresentado está disponível para consulta e será também entregue às diversas forças políticas com assento na Assembleia Municipal.

domingo, 16 de fevereiro de 2014

Diz que era uma espécie de ciclovia, mas é uma bandalheira...

Problemas na ciclovia da variante da encosta em Braga

De cada vez que tentamos dar algum uso à nossa malograda Ciclovia da Variante da Encosta, acabamos por sair de lá com uma dor de cabeça a mais e com a revolta de, ao fim de todos estes anos, ainda ninguém ter feito nada para resolver aquela bandalheira.

O piso vermelho já desapareceu em vários pontos da ciclovia.

Os lugares de estacionamento automóvel foram erradamente colocados, de forma que os carros precisam de atravessar a faixa de rodagem dos ciclistas para estacionar ou, tanto ou mais perigoso, para saírem do seu estacionamento em marcha-atrás.

Todos os dias, a várias horas do dia, há vários carros estacionados em segunda fila (que é como quem diz, a ocupar a ciclovia), até mesmo quando há lugares vazios a poucos metros de distância. Alguém já assistiu ou ouviu alguma vez a história de algum desses automobilistas ter sido multado ou repreendido por agentes de autoridade?...

Para quando a construção de uma ciclovia em Braga, que seja útil, segura e funcional, e cuja função real não se resuma à criação de uma falsa percepção de segurança nos seus utentes?

quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

Revisão do PDM de Braga - Sessão Pública de apresentação e discussão

A Câmara Municipal de Braga realiza este sábado, dia 18 de janeiro, às 14:30h, no auditório do Parque de Exposições de Braga, uma Sessão Pública de apresentação e exposição do processo de revisão do PDM de Braga. Essa sessão será aberta aos munícipes em geral, bem como a todos os intervenientes pelo futuro do ordenamento do município.

Cartaz Sessão Pública de Apresentação, Exposição e Discussão do Processo de revisão do PDM de Braga

A organização deste evento carateriza-o como “um importante ato de cidadania e de participação na estratégia de desenvolvimento de Braga". A revisão do PDM, que servirá de base ao ordenamento do território da cidade (por exemplo em termos de áreas urbanizáveis, espaços verdes e rede viária) para os próximos anos, é sem dúvida uma oportunidade fundamental para assumir um compromisso sério, determinado e concreto no sentido da construção de uma cidade mais voltada para as pessoas, com uma aposta clara na promoção de políticas de mobilidade sustentável.

Assim, a vossa participação é muito importante. Apareçam (a pé, de bicicleta ou em qualquer outro meio de transporte que vos dê jeito nesse dia) e participem no debate!

 

PROGRAMA

14:00 h – Abertura da Exposição da Revisão do PDM de Braga

14:30 h – Abertura da Sessão Pública do Processo de Revisão do PDM de Braga

  • Dr. Ricardo Rio (Presidente da Câmara Municipal de Braga)
  • Prof. Dr. Miguel Bandeira (Vereador dos pelouros da Regeneração Urbana, Património, Ligação à Universidade e Planeamento, Ordenamento e Urbanismo, da Câmara Municipal de Braga)

15:00 h – Painel I – Enquadramento do Processo

15:20 h – Painel II –Caracterização e Diagnóstico

15:45 h – Painel III – Proposta de Ordenamento

16:20 h – Painel IV – Avaliação Ambiental Estratégica

16:30 h - Debate

17:30 h - Encerramento

  • Dr. Ricardo Rio (Presidente da Câmara Municipal de Braga)

quarta-feira, 31 de julho de 2013

Apostar nas Bicicletas porquê?

Para falarmos das bicicletas como transporte em Braga é preciso falar um pouco do que foi feito lá por fora.

Holanda

Nos anos 50 e 60 a Holanda testemunhou um período de crescimento do mercado automóvel. Quando chegou aos anos 70 (há cerca de 40 anos) o ambiente ciclável não era o melhor. O automóvel tinha tomado conta das cidades e começou-se a pensar em alternativas para desentupir o trânsito. Primeiro pensaram que poderiam remover edifícios e fazer alguma coisa nos seus magníficos canais, mas verificado o investimento insano que teria que ser feito preferiram não o fazer. É então que decidem controlar o tráfego automóvel e apostar na bicicleta. Os passos para encorajar o uso da bicicleta foram vários. Criaram um plano para as bicicletas, investiram muito nas infraestruturas e na rede ciclável para que as pessoas pudessem usufruir de boas condições cicláveis em todos os locais e isto demorou muitos anos e ainda pode ser melhorado!

Mas o mais importante neste processo todo foi ouvir as necessidades e os interesses dos ciclistas.

Para conseguirem pôr a circular, no mesmo espaço, carros, autocarros e veículos de duas rodas decidiram criar zonas 30 e limitar o espaço dos carros nas ruas. O que saiu daqui foi uma melhoria no tráfego pois as pessoas foram encorajadas a utilizar mais a bicicleta. Com isto ganharam melhor qualidade do ar e mais importante, a economia local começou a crescer, uma vez que mais pessoas andavam nas ruas.

Para não encontrarem muita resistência na implementação das zonas 30, eles começaram pelos bairros residenciais que se queixavam do barulho dos carros a passar em grande velocidade.




Na Holanda não há apenas ciclovias e ciclofaixas. Há autoestradas para bicicletas a unir cidades!

Este é o modelo que usaram para ligar Utrecht às cidades vizinhas - as autoestradas para bicicletas



Nas cidades há parques de estacionamento com dois e três andares, há parques subterrâneos, vigiados, iluminados, seguros e há, claro, muitos muitos muitos parques exteriores - Sheffield principalmente.



No Reino Unido há uma alternativa que poderá servir de modelo a algumas ruas de braga, os bollard park. E claro, há muitas zonas 30 e muitas vias reservadas para os ciclistas. Eles distinguem assim as vias que não são asfaltadas:



do lado esquerdo a via para automóvel e do lado direito a de ciclistas separada com tijolos verticais.


Nova Iorque

Mas claro, a Holanda é a mãe das bicicletas. Falemos então de Nova Iorque (NY) que tem construído linhas para bicicleta protegidas - ciclovias - e que nos últimos meses aumentou a sua rede de ciclovias e vias cicláveis. Tudo o que tenha a ver com bicicletas em NY tem gerado muita controvérsia. Os Americanos têm por costume criar estatísticas e estudar todos os comportamentos e o uso da bicicleta e o seu impacto económico não é exceção. Ora a média de vendas de toda a Manhattan subiu 3%, já a venda em lojas locais, entre a 23rd e a 31st streets - ruas cicláveis e com vias dedicadas para ciclistas-, subiu 49%. O Departamento de Transportes de NY não consegue explicar esta subida em zonas cicláveis, no entanto o Portland Study pode servir para explicar isto. Este estudo diz que um utilizador da bicicleta como meio de transporte consome menos do que um utilizador de automóvel, no entanto consome mais vezes o que leva a, no total, consumir mais. Pode ainda ser consultado o Oregon Study que nos fala um pouco sobre os cicloturistas e o impacto que poderá ter no turismo (no último ano os cicloturistas gastaram, segundo este estudo, qualquer coisa como 301 Milhões de Euros por ano ou 904 000 € por dia).

Podia ainda falar de Copenhaga – cidade onde neva 3 meses por anos - que já aposta há muito nas bicicletas, tem a avenida onde circulam mais bicicletas e é a segunda cidade no Copenhagenize Index.



Podia ainda falar do Abu Dhabi - cidade de muito calor -, capital riquíssima dos Emirados Árabes Unidos, onde o gasóleo está a uns cêntimos, um carro de luxo custa 20 000 €, e a aposta na bicicleta como meio de transporte é cada vez mais forte. Eles já perceberam que não podem depender eternamente do petróleo e apostar apenas nesse mercado.


Braga

Já introduzi o assunto e falei em grande parte sobre ciclo-economia. Claro que esta não é a única vantagem, mas é a vantagem que faz com que se aposte na bicicleta. Para além da vantagem para a economia citadina, há a vantagem para a economia familiar (uma vez que se gasta menos em gasóleo, menos em revisões - porque o carro demora mais a fazer os km's necessários -, menos em pneus e menos em ginásios), há vantagem para o ambiente, porque a bicicleta não polui, há benefícios para a saúde - aumenta a força e a tonificação dos músculos, faz bem ao coração, mantém a linha, aumenta a longevidade, melhora a saúde mental e o sistema imunitário.

Agora falemos da nossa Braga, onde, como diz o Eng. Baptista da Costa, não neva 3 meses por ano (como em Copenhaga) e não faz tanto calor como no Adu Dhabi. (De lembrar também que nem Braga nem Portugal possuem poços de onde é extraído petróleo e que neste momento Portugal é dependente de combustíveis fósseis.)

Braga não está, de todo, pronta para o ciclista urbano. Braga tem uma ciclovia que liga o Hotel Lamaçães à Falperra, que não serve as escolas nem a zona histórica. A ciclovia de Lamaçães é perigosa para qualquer ciclista que lá ande. Primeiro ninguém percebe aquele separador alto amarelo e pontiagudo do lado da ciclovia, mas arranjadinho do lado dos automóveis. Se alguém bate com o patim da bicicleta naquele lancil e cai, vai ficar em mau estado. Depois o desenho da ciclovia na zona de estacionamento automóvel está errado, deveríamos ter:

Via Automóvel - Estacionamento - Separador - Ciclovia – Passeio

e temos:

Via Automóvel - Ciclovia - Estacionamento - Passeio
Já para não falar nas rotundas que já por si só são perigosas, com os carros estacionados na ciclovia nas rotundas ainda mais perigosas ficam!

Depois temos o combate entre ciclovia e passeio. A ciclovia tem um piso melhor do que o passeio, junto às passadeiras tem rampas e, apesar do seu mau estado em algumas zonas, está melhor que o passeio, logo, as pessoas preferem usar a mesma para passear ou correr. E se passam lá de bicicleta podem ter que enfrentar uma manada de peões que pensa que a faixa vermelha é deles e não se desvia.

Em setembro vamos ter a ciclovia do rio Este, que liga as antigas bombas da Shell, agora Repsol, à ponte pedrinha. Desta falarei apenas quando estiver pronta e a tiver usado, mas poderá ser um eixo importante se bem complementado e receber manutenção.

Para além destas, há um projeto para criar uma ciclovia na 31 de Janeiro, mas no passeio. Não penso que seja a solução. As ciclovias e as vias cicláveis nunca devem retirar espaço aos peões, mas devem sim ocupar um pouco do espaço do automóvel, isto porque as cidades são dos peões!

A minha proposta para a 31 de Janeiro é esta:



Substituindo a faixa mais à esquerda (que no início da avenida é estacionamento) por duas vias cicláveis, uma ascendente e uma descendente, separadas fisicamente dos automóveis com algum tipo de adorno ou pilarete.

Aqui há uns tempos começamos a trabalhar num mapa que mostrava as verdadeiras necessidades dos ciclistas urbanos. Com as fotos do Victor Domingos (Braga Ciclável) começamos a construir um mapa. Depois recolhemos mais fotos, de mais fotógrafos, pontos de interesse dos ciclistas, descobrimos estacionamentos que já existiam e pedimos a alguns ciclistas urbanos que nos enviassem as suas rotas enquanto utilizadores da bicicleta como meio de transporte. Com a sobreposição de rotas a mesma ia escurecendo. Ou seja, as linhas mais carregadas são as rotas mais utilizadas. As vias a vermelho são as ciclovias existentes. Como podemos observar, as ciclovias não servem os ciclistas que usam a bicicleta como meio de transporte.



Sobre os estacionamentos existentes há que, em primeiro lugar, agradecer ao Victor Domingos (Braga Ciclável), ao Antony Gonçalves e ao Rómulo Duque (Encontros com Pedal), que juntos elaboraram uma proposta que apresentaram à Câmara Municipal de Braga em que um dos pontos era exatamente a falta de estacionamentos com condições de segurança e tipologia adequada em Braga. Com o levantamento feito para o mapa descobrimos que por cá só existiam estacionamentos do tipo Wheel Bender (conhecidos como "estraga rodas").



Com a proposta, e com a abertura da CMB (a quem dou os parabéns porque tem ouvido e feito intervenções com base na opinião dos ciclistas) já foram instalados estacionamentos do tipo sheffield em sete locais (os azuis) e está prevista a instalação de mais sete localizações nesta fase e do tipo Sheffield. Mas Braga tem ruas muito estreitas para terem um sheffield, e muitas ruas protegidas e nas quais não se podem instalar estas estruturas. Para essas situações a solução é algo deste tipo:



A minha opinião é que os estacionamentos por si só não chegam. Juntamente com os estacionamentos deveriam:
  • colocar sinalização a permitir a circulação da bicicleta em toda a área pedonal, mas limitando a velocidade da mesma a, por exemplo, 15 km/h nesta área e, claro, dando prioridade aos peões.
  • Criar iniciativas nas escolas básicas e secundárias que promovam o uso da bicicleta e ensinem o uso da mesma.
  • Criar sensibilização junto a ciclistas e condutores para a bicicleta (há erros de parte a parte na condução, mas um ciclista e um peão são mais frágeis que um automóvel).
  • Criar zonas 30 junto a escolas, áreas residenciais e outras áreas que se justifique.
  • Criar ciclovias junto a vias em que a circulação automóvel seja feita a uma velocidade mais elevada (por exemplo: Rodovia, Avenida da Liberdade, 31 de Janeiro, Av. Padre Júlio Fragata).




Quanto à Rede de percursos e Corredores Cicláveis - Rede de uso Quotidiano, presente na Revisão do PDM, quase que me agrada na totalidade. O único senão é terem deixado a área pedonal de fora desta rede. Um ciclista vai sempre optar por passar na Rua do Souto e na Avenida Central na parte pedonal por ser mais seguro, por ser mais direto e porque o piso é melhor. Para além disto tudo porque a bicicleta é um transporte porta a porta, logo todo o conceito de vias e estacionamentos é diferente da dos automóveis.

Com isto, penso que Braga poderia ser um exemplo no que diz respeito à mobilidade ciclável e facilmente se ultrapassaria o medo de andar de bicicleta e a vergonha que alguns cidadãos sentem. Cada vez mais as pessoas começam a retirar a bicicleta da garagem e circular na mesma. Cada vez menos a bicicleta é vista como um transporte de pobre e é vista como um meio de transporte sustentável que pode ser usada por qualquer pessoa.

Falta saber quantos somos na realidade e, mais importante que isso, quantos podemos vir a ser e quantas bicicletas existem nas casas dos bracarenses. Um estudo que seria certamente muito interessante.

Aproveito ainda para sugerir a quem pretende começar a usar a bicicleta como meio de transporte em Braga uma iniciativa da MUBi: o Bike Buddy e a todos os lojistas, empresas e instituições de Braga a apreciação dos requisitos (através do formulário existente no site) para possuírem o selo da Mubi, que brevemente estará disponível em Braga.

Se ainda não experimentaram usar a bicicleta como meio de locomoção experimentem e boas pedaladas.

Referências



quinta-feira, 25 de julho de 2013

TUBiclas - conheça um projeto para Braga que ficou na gaveta




O que era o TUBiclas?

O TUBiclas era um projecto de partilha/aluguer de bicicletas que pretendia servir todos aqueles que pretendessem utilizar a bicicleta para se deslocar no seio urbano, quer em complementaridade com a TUB, quer exclusivamente. Foi notícia do Diário do Minho e da RUM em 2009:
"Os Transportes Urbanos de Braga põem este ano na estrada o «TUBiclas». Um projecto que priviligia o uso da bicicleta. Trata-se de um projecto inovador lançado pelos TUB e a Câmara de Braga, que vai permitir o aluguer de bicicletas, tradicionais ou eléctricas, bem como de Segways, que poderão ser encontradas em estações apropriadas. No caso das bicicletas passam a poder ser transportadas a bordo dos autocarros públicos.Um projecto sobre duas rodas e que quer sensibilizar os bracarenses para outros meios de transporte, como a bicicleta, como disse à Universitária, Vítor de Sousa, responsável dos Transportes Urbanos de Braga. O projecto «Tubiclas» está apenas à espera da aprovação, no âmbito da candidatura ao QREN e deve arrancar nos primeiros meses deste ano. Os Transportes Urbanos de Braga põem este ano na estrada o «TUBiclas». O projecto vai custar 1 milhão e duzentos mil euros."

Com o TUBiclas, a TUB pretendia diversificar a mobilidade urbana de Braga, promovendo a bicicleta como meio de transporte através da aposta política e universitária nas vias e projetos cicláveis.

O projecto pretendia assegurar a "integração e complementaridade de modos" do sistema fornecendo a TUB um serviço para o último quilómetro (last mile), afirmando que "a integração dos modos permite racionalizar a oferta do transporte colectivo, uma vez que as bicicletas são um ótimo instrumento de apoio aos percursos de ligação à rede de transporte público."

O TUBiclas não seria um serviço totalmente gratuito, ou seria apenas numa primeira fase, uma vez que a TUB entende que deve haver um registo de utilização de modo a responsabilizar quem utiliza o serviço.


A minha análise

Até este ponto estou de acordo, uma vez que temos o exemplo de Aveiro, com o projecto BUGA que é gratuito e, graças ao vandalismo que sofreu e à falta de manutenção das bicicletas, atualmente possui apenas uma estação a funcionar e está a ser repensado (ler mais). A responsabilização é necessária e o serviço deve ser pago, até para ser viável e sustentável, mas não uma fonte de rendimento. Deve ser, tal como diz no documento do TUBiclas, "atrativo em termos de custos para o utilizador".

Concordo quando se diz que o TUBiclas deve utilizar o passe e/ou os módulos da TUB e inclusive permitir a criação de um tarifário ainda mais atrativo para os utilizadores dos transportes públicos e do TUBiclas, mas não concordo com o sistema proposto. Assim sendo, não acho que a aposta deva ser feita no aluguer de bicicletas e na cobrança de estacionamento, mas sim num sistema de bicicletas partilhadas. E a diferença é muita.


Estratégia


1- Criação de Estações de Parqueamento

Não concordo com o texto que informa o que existirá nas estações:
"Cada Estação deverá dispor de lugares livres para parqueamento, e também de algumas bicicletas eléctricas funcionando sob o regime de aluguer, possibilitando o levantamento e recolha em estações diferenciadas, durante um determinado período de tempo."
Entendo que cada estação deverá ser um ponto de recolha e/ou levantamento de bicicletas e não um estacionamento pago. Concordo com a localização dos pontos de cada estação para uma fase inicial, que poderia depois ser alargada. No entanto entendo que poderiam, nesta fase inicial, inserir uma estação no Braga Parque e outra no cemitério.


2-Disponibilização dos meios de mobilidade (bicicletas eléctricas)

Não concordo com a estratégia escolhida.
"Além do parqueamento, disponível mediante pagamento e registo prévio a qualquer cidadão que pretenda utilizar a sua própria bicicleta."
Não é de todo a medida mais correta. Ninguém que possua bicicleta própria iria pagar para estacionar, por muito que o estacionamento fosse bom. Esta medida só afastaria os ciclistas dos estacionamentos. Iriam acabar por prender a bicicleta a um poste ou a uma árvore ou a algo alternativo ao pagamento.
"o sistema permitirá o aluguer de meios, designadamente bicicletas eléctricas, as quais serão carregadas nas próprias estações."
Agrada-me a presença de bicicletas elétricas no projeto, mas não me agrada o conceito pensado para este projecto. O que eu penso que funcione enquanto partilha de bicicletas é algo muito similar ao que está implementado na cidade de Nova York, de Moscovo ou de Barcelona (sem a exclusividade para residentes imposta nesta última).



Estes três exemplos funcionam da mesma maneira, existem estações – que tanto são de levantamento como de recolha – nas quais uma pessoa, com um cartão próprio, levanta uma bicicleta, utiliza-a e quando não pretende utilizar mais coloca-a no ponto de recolha. Durante a sua utilização a responsabilidade é do utilizador. Se entretanto tiver pousado uma bicicleta num ponto de recolha e queira voltar a utilizar o serviço, a bicicleta pode já não ser a mesma e é feita uma nova cobrança do mesmo.

Esta deveria ser a aposta também de Braga quanto à partilha de bicicletas.


3– Complementaridade com os transportes colectivos

Essa complementaridade efectivar-se-ia através da possibilidade de efectuar o transporte de bicicletas nos autocarros, quer fossem propriedade do sistema ou propriedade individual. Acho este ponto fundamental para a promoção de uma maior sustentabilidade e mobilidade em Braga especialmente nas linhas que vencem um grande desnível, como é o caso, por exemplo, da linha 2 que une a ponte de Prado ao Bom Jesus. Esta linha é, para mim, a prioritária no que à inserção de bike racks diz respeito, pois permite o transporte de ciclistas entre a parte baixa da cidade (downtown) e a parte urbana e plana da mesma permitindo ainda a deslocação de ciclistas até ao Bom Jesus. Para além dos autocarros desta linha, todos os autocarros que liguem as freguesias junto ao Cávado e se liguem à parte urbana do concelho devem possuir esta plataforma, bem como todos aqueles que se liguem à parte mais alta do Concelho (Sobreposta, Espinho, Pedralva). 

O modelo de exploração não deve nunca passar pelo aluguer de bicicletas, mas sim pela partilha de bicicletas. O valor da partilha deverá ser cobrado no levantamento da mesma e nunca na recolha e deverá ser um valor fixo. Quanto mais baixo for o valor, maior será a sua utilização e a rotatividade das bicicletas, isto é, se por exemplo for cobrado 1€ por utilização – entre levantamento e recolha – haverá um maior número de utilizadores – novos e repetidos – do que se o valor for mais elevado. Não deve existir cobrança de estacionamento de uma bicicleta, esta cobrança só faria com que o mesmo não fosse utilizado. Os lugares de estacionamento devem, portanto, ser gratuitos e variados, mas sempre diferentes das estações de levantamento/recolha – as estações deverão ser exclusivas para as bicicletas do sistema. O acesso ao sistema deverá permitir a utilização do passe ou dos cartões recarregáveis da TUB (módulos). Poderá ainda existir a possibilidade de, em caso do passe, existir um valor mensal ou anual para utilização do mesmo sistema. Poderá ainda existir um passe exclusivo para o TUBiclas, que poderá ser utilizado, por exemplo, para turistas ou estudantes ou residentes na zona urbana. Poderão existir promoções ou algum tipo de prémio para utilizadores mais frequentes, ou que usem ambos os serviços com elevada frequência. Deverá existir um sistema de informação que permita a reposição de bicicletas em determinadas estações que fiquem mais vazias e para o controlo de utilizadores. As estações deverão ser seguras e vigiadas.


O que aconteceu ao TUBiclas?

O projecto TUBiclas foi abandonado em 2011 pela autarquia devido ao surgimento de um projeto privado que iria implementar um sistema de bicicletas partilhadas pela cidade. Este projecto foi noticiado pelos jornais locais e pretendia instalar-se em várias cidades, mas não chegou a avançar.






Note-se que o TUBiclas tinha financiamento de fundos comunitários, não na sua totalidade, mas em grande parte, cabendo à Câmara Municipal de Braga apenas uma comparticipação a rondar os 200 000 € (valores confirmados pelo Sr. Artur Silva no debate promovido pela Braga+).


Futuro?




-Não poderá Braga entrar no Copenhagenize Index 2014,15,16 e por aí fora?
-Não poderá Braga ser uma cidade-exemplo ao nível ciclável?
-Não poderá o Comércio de Braga crescer 10, 15 ou 20% com a criação de vias cicláveis? (Em NYC cresceu 49% após uma semana da abertura de parte da rede de vias cicláveis).
-Não poderá Braga permitir a partilha entre bicicletas e peões de toda a sua área pedonal, limitando a velocidade de circulação a 15 km/h nestas áreas ?
-Não poderá Braga criar zonas de tráfego automóvel limitadas a 30 km/h?

quinta-feira, 18 de julho de 2013

A foto do dia - novos estacionamentos para bicicletas, junto à Arcada

Hoje, ao final da tarde, calhei de passar por um dos novos estacionamentos para bicicletas que têm sido instalados no centro de Braga. Foi com verdadeiro prazer que, por momentos, assisti a um cenário que fazia lembrar outras grandes cidades europeias. Este estacionamento foi colocado ainda estes dias junto à Arcada (em frente à esquina do Banco de Portugal) e, apesar de ainda nem seque restar devidamente sinalizado, já regista uma utilização considerável.

Claro que não resisti a registar o momento em foto, que de imediato partilhei no grupo Braga Ciclável no Facebook.

Estacionamento bicicletas na Arcada junto ao Banco de Portugal, em Braga

E a reação não se fez esperar! Passados poucos instantes, ela rapidamente se tornou na foto com mais "likes" da história do Braga Ciclável.

Conclusão lógica: as pessoas gostaram mesmo deste novo estacionamento e/ou gostaram mesmo de ver mais bicicletas na cidade de Braga.

Venham mais estacionamentos como este!

sábado, 13 de julho de 2013

Associação de Profissionais de Educação Física (APEFB) apoia a Proposta Para Uma Mobilidade Sustentável

APEFB

A Associação de Profissionais de Educação Física de Braga (APEFB) decidiu juntar o seu nome à lista de instituições que já manifestaram o seu apoio público à Proposta Para Uma Mobilidade Sustentável, a iniciativa que o Braga Ciclável lançou há cerca de um ano em conjunto com diversas instituições da cidade de Braga.

O dossiê da Proposta Para Uma Mobilidade Sustentável, que contempla um conjunto de sugestões para a promoção do uso da bicicleta na cidade de Braga, foi apresentado em 2012 à CMB e às diversas forças políticas da cidade. Contou desde o início com o apoio público do blog Braga Ciclável, dos Encontros Com Pedal, da Associação de Cicloturismo do Minho e do Clube de Cicloturismo de Braga, e tem vindo a receber posteriormente outros apoios de diversas instituições da cidade de Braga. Trata-se de uma iniciativa de cariz apartidário, sendo que qualquer entidade da cidade de Braga pode manifestar, se assim o entender, o seu apoio público a esta iniciativa.

A todos, agradecemos o voto de apoio. Vamos fazer de Braga uma cidade mais amiga dos ciclistas!

segunda-feira, 3 de junho de 2013

Associação Comercial de Braga manifesta apoio público à Proposta Para Uma Mobilidade Sustentável

Associação Comercial de Braga

A Associação Comercial de Braga (ACB) decidiu juntar o seu nome à lista de instituições que já manifestaram o seu apoio público à Proposta Para Uma Mobilidade Sustentável, a iniciativa que o Braga Ciclável lançou há cerca de um ano em conjunto com diversas instituições da cidade de Braga.

Acreditamos que, para além de trazer uma melhoria da qualidade de vida dos cidadãos, uma aposta forte na promoção do uso da bicicleta se poderá traduzir em ganhos significativos para o comércio da cidade, à semelhança do que tem vindo a suceder noutros países. É bom ver que há também da parte dos nossos comerciantes a mesma sensibilidade em relação a este tema.

O dossiê da Proposta Para Uma Mobilidade Sustentável, que contempla um conjunto de sugestões para a promoção do uso da bicicleta na cidade de Braga, foi apresentado em 2012 à CMB e às diversas forças políticas da cidade. Contou desde o início com o apoio público do blog Braga Ciclável, dos Encontros Com Pedal, da Associação de Cicloturismo do Minho e do Clube de Cicloturismo de Braga, e tem vindo a receber posteriormente outros apoios de diversas instituições da cidade de Braga. Trata-se de uma iniciativa de cariz apartidário, sendo que qualquer entidade da cidade de Braga pode manifestar, se assim o entender, o seu apoio público a esta iniciativa.

A todos, agradecemos o voto de apoio. Vamos fazer de Braga uma cidade mais amiga dos ciclistas!

quinta-feira, 16 de maio de 2013

FPCUB manifesta apoio público à Proposta Para Uma Mobilidade Sustentável

Federação Portuguesa de Cicloturismo e Utilizadores de Bicicleta (FPCUB)

A Federação Portuguesa de Cicloturismo e Utilizadores de Bicicleta (FPCUB) decidiu juntar o seu nome à lista de instituições que já manifestaram o seu apoio público à Proposta Para Uma Mobilidade Sustentável, a iniciativa que o Braga Ciclável lançou há cerca de um ano em conjunto com diversas instituições da cidade de Braga.

A ação desenvolvida ao longo dos anos pela FPCUB em matéria de promoção da mobilidade sustentável e, mais particularmente, do uso da bicicleta como meio de transporte tem servido não só de inspiração, mas também de base a muito do trabalho que temos vindo a realizar cá em Braga. Foi, por isso, uma enorme honra para nós receber este contacto e os votos de apoio desta importante instituição de âmbito nacional.

O dossiê da Proposta Para Uma Mobilidade Sustentável, que contempla um conjunto de sugestões para a promoção do uso da bicicleta na cidade de Braga, foi apresentado em 2012 à CMB e às diversas forças políticas da cidade. Contou desde o início com o apoio público do blog Braga Ciclável, dos Encontros Com Pedal, da Associação de Cicloturismo do Minho e do Clube de Cicloturismo de Braga, e tem vindo a receber posteriormente outros apoios de diversas instituições da cidade de Braga. Trata-se de uma iniciativa de cariz apartidário, sendo que qualquer entidade da cidade de Braga pode manifestar, se assim o entender, o seu apoio público a esta iniciativa.

A todos, agradecemos o voto de apoio. Vamos fazer de Braga uma cidade mais amiga dos ciclistas!

sábado, 11 de maio de 2013

Mapa Braga Ciclável - um mapa interativo da cidade de Braga

Mapa Braga Ciclável - informações úteis para ciclistas

Numa iniciativa conjunta do Projeto Bracarae com o blog Braga Ciclável, acaba de ser lançado o Mapa Braga Ciclável. Trata-se de um mapa interativo que tem como objetivo principal fornecer uma visão global da cidade e um conjunto de informações úteis para os ciclistas e os responsáveis pelo planeamento urbano.

Através do Mapa Braga Ciclável os ciclistas poderão descobrir a localização das ciclovias e dos estacionamentos para bicicletas que estão atualmente disponíveis na cidade, bem como encontrar lojas, oficinas e serviços de aluguer de bicicletas. Quem visita a cidade de Braga pode ativar também opções como "Monumentos" ou "Alojamento", para facilmente descobrir onde se situam esses pontos de interesse turístico.

Quanto aos responsáveis pelo planeamento urbano, passam agora a ter acesso a informações valiosas para uma melhor compreensão do atual uso da bicicleta como meio de transporte na cidade de Braga: locais onde é necessário instalar estacionamentos para bicicletas, localização e qualidade dos estacionamentos já existentes e percursos que são frequentemente utilizados pelos atuais ciclistas.

Mapa Braga Ciclável - informações úteis para o planeamento urbano

Com este mapa, a equipa responsável pretende contribuir para um avanço real na promoção da mobilidade sustentável em Braga.

E todos podem participar neste novo projeto. Se já utiliza a bicicleta como meio de transporte na cidade de Braga e deseja contribuir, saiba que poderá partilhar os seus percursos habituais. A melhor forma consiste em desenhar o seu percurso no Google Maps e enviar para portal@bracarae.com. Se não sabe como o fazer, pode simplesmente enviar um email descrevendo a rota utilizada, quais as ruas por onde segue, os cruzamentos onde vira, ou os atalhos que costuma utilizar.

quinta-feira, 9 de maio de 2013

Junta de Freguesia de São Victor manifesta apoio público à Proposta Para Uma Mobilidade Sustentável

Junta de Freguesia de São Victor (Braga)

A Junta de Freguesia de São Victor decidiu juntar o seu nome à lista de instituições de Braga que já manifestaram o seu apoio público à Proposta Para Uma Mobilidade Sustentável, a iniciativa que o Braga Ciclável lançou há cerca de um ano em conjunto com diversas instituições da cidade de Braga. Por decisão unânime, aquela autarquia afirma subscrever os princípios gerais desta proposta.

O dossiê, que contempla um conjunto de sugestões para a promoção do uso da bicicleta na cidade de Braga, foi apresentado em 2012 à CMB e às diversas forças políticas da cidade. Contou desde o início com o apoio público do blog Braga Ciclável, dos Encontros Com Pedal, da Associação de Cicloturismo do Minho e do Clube de Cicloturismo de Braga, e tem vindo a receber posteriormente outros apoios de diversas instituições da cidade de Braga. Trata-se de uma iniciativa de cariz apartidário, sendo que qualquer entidade da cidade de Braga pode manifestar, se assim o entender, o seu apoio público a esta iniciativa.

A todos, agradecemos o voto de apoio. Vamos fazer de Braga uma cidade mais amiga dos ciclistas!

segunda-feira, 6 de maio de 2013

Novos apoios à Proposta Para Uma Mobilidade Sustentável: JovemCoop, ecoSpot e Associação de Futebol de Braga

Jovemcoop ecoSpot e Associação de Futebol de Braga

O convite lançado à sociedade bracarense para se unir em torno da causa da mobilidade sustentável e da promoção do uso da bicicleta na cidade de Braga continua a ser aceite por diversas entidades. A Proposta Para Uma Mobilidade Sustentável passa agora a contar também com o apoio formal da JovemCoop, da ecoSpot e da Associação de Futebol de Braga.

Este dossiê, que contempla um conjunto de sugestões para a promoção do uso da bicicleta na cidade de Braga, foi apresentado em 2012 à CMB e às diversas forças políticas da cidade. Contou desde o início com o apoio público do blog Braga Ciclável, dos Encontros Com Pedal, da Associação de Cicloturismo do Minho e do Clube de Cicloturismo de Braga, e tem vindo a receber posteriormente outros apoios de diversas instituições da cidade de Braga. Trata-se de uma iniciativa de cariz apartidário, sendo que qualquer entidade da cidade de Braga pode manifestar, se assim o entender, o seu apoio público a esta iniciativa.

A todos, agradecemos o voto de apoio. Vamos fazer de Braga uma cidade mais amiga dos ciclistas!

domingo, 5 de maio de 2013

Carta Aberta aos candidatos às Eleições Autárquicas

Ex.mos senhores candidatos de Braga às Eleições Autárquicas de 2013,

A bicicleta é um meio de transporte não poluente, silencioso, económico e acessível a praticamente todos os cidadãos. A sua utilização contribui para manter um estilo de vida saudável, ajudando a combater problemas como a obesidade e os problemas de saúde a ela associados. Além disso, a bicicleta é muitas vezes, e sobretudo na cidade, bem mais rápida que o automóvel. As suas vantagens no contexto da mobilidade urbana incluem também, e de forma não menos importante, um valioso contributo para a criação e manutenção de interações sociais, que se traduzem, em última análise, numa melhoria significativa da qualidade de vida para os cidadãos.

Em Braga, temos o privilégio de poder beneficiar de uma cidade com condições excecionalmente favoráveis à utilização da bicicleta como meio de transporte: durante a maior parte do ano, o clima é bastante ameno; o acesso aos principais pontos da cidade pode ser feito com pouquíssimos desníveis; existe já uma forte cultura da bicicleta, associada a atividades de lazer e à prática de desporto; e uma parte significativa das deslocações pendulares dos cidadãos são feitas em distâncias curtas.

A este respeito, é de notar que, de acordo com o Estudo de Mobilidade da População Residente no Concelho de Braga (TUB/Universidade do Minho, 2007), cerca de 50% das deslocações pendulares são feitas dentro do perímetro urbano e em percursos inferiores a 5km, ou seja, precisamente o intervalo de distâncias em que a bicicleta se apresenta como a opção de transporte mais vantajosa. De um modo geral, neste tipo de trajetos, as deslocações em bicicleta são mais rápidas que noutros meios de transporte, em parte porque a bicicleta permite o transporte direto porta a porta, sem os atrasos relacionados com estacionamento ou congestionamento de trânsito automóvel. Ainda segundo a mesma fonte, mais de 50% dos utilizadores de carro em Braga fazem-no sozinhos, na qualidade de condutor. É fácil de perceber que, nesses casos, a oportunidade de poupança associada ao uso regular da bicicleta como meio de transporte pode contribuir para incentivar ainda mais o seu uso em alternativa ao automóvel. O uso da bicicleta teria como uma importante vantagem para a cidade uma melhor utilização do espaço urbano: por exemplo, no espaço correspondente a único lugar de estacionamento automóvel poderão facilmente ser criados 8 a 10 lugares de estacionamento para bicicletas.

Tal como tem sido repetidamente afirmado pela Federação Portuguesa de Cicloturismo e Utilizadores da Bicicleta (FPCUB), “uma cidade com muitas bicicletas, com bicicletas a serem usadas todos os dias, é uma cidade mais limpa, fluída, mais amável e mais bonita que uma cidade doente por um uso excessivo e desnecessário de veículos motorizados”.

Nos últimos tempos, temos notado um gradual aumento do número de ciclistas na cidade de Braga e, a julgar por diversos sinais da conjuntura atual, tudo parece indicar que num futuro muito próximo o número de ciclistas poderá aumentar de forma ainda mais significativa. Essa mudança é positiva e desejável, dado que contribuirá para a melhoria da qualidade de vida dos bracarenses.

Ainda assim, e apesar das imensas vantagens que a bicicleta tem para oferecer aos cidadãos e à cidade de Braga, o potencial deste meio de transporte ainda parece ser frequentemente desvalorizado. Em larga medida, tal tende a acontecer sobretudo porque a cidade de Braga ainda não dispõe de condições de circulação em segurança nem de lugares de estacionamento para os potenciais utilizadores da bicicleta. Muitos cidadãos que gostariam de usar a bicicleta no seu dia a dia não o fazem ainda porque simplesmente não se sentem seguros nas nossas ruas. E os que já usam a bicicleta em Braga lamentam a falta de estacionamento adequado, a má qualidade do piso e, de um modo geral, a ausência de vias cicláveis nos principais percursos.

Consideramos, pois, que é urgente tomar medidas concretas de promoção do uso da bicicleta na nossa cidade. Ao encorajar o uso da bicicleta e ao proteger os ciclistas e os peões, estaremos a criar os alicerces de uma cidade mais segura, mais saudável e mais moderna.

É com este objetivo que vimos propor que no vosso programa eleitoral seja dada a devida prioridade à promoção da Mobilidade Sustentável e que, nesse sentido, sejam incluídas medidas concretas destinadas a facilitar e incentivar o uso da bicicleta como meio de transporte na cidade de Braga. Em anexo, juntamos o dossiê da "Proposta Para Uma Mobilidade Sustentável", já apresentada publicamente em 2012, que inclui um conjunto de sugestões que colocamos à vossa consideração.

Desde já agradecemos a vossa atenção e subscrevemo-nos com os mais cordiais cumprimentos.
Movimento de cidadãos pela Mobilidade Sustentável na Cidade de Braga

Amigos de S. Domingos/S. Vítor manifestam apoio público à Proposta Para Uma Mobilidade Sustentável


A Associação Os Amigos de S.Domingos/S. Victor, A.R.C.D.S. decidiu juntar o seu nome à lista de instituições de Braga que já manifestaram o seu apoio público à Proposta Para Uma Mobilidade Sustentável, a iniciativa que o Braga Ciclável lançou há cerca de um ano em conjunto com diversas instituições da cidade de Braga.

O dossiê, que contempla um conjunto de sugestões para a promoção do uso da bicicleta na cidade de Braga, foi apresentado em 2012 à CMB e às diversas forças políticas da cidade. Contou desde o início com o apoio público do blog Braga Ciclável, dos Encontros Com Pedal, da Associação de Cicloturismo do Minho e do Clube de Cicloturismo de Braga, e tem vindo a receber posteriormente outros apoios de diversas instituições da cidade de Braga. Trata-se de uma iniciativa de cariz apartidário, sendo que qualquer entidade da cidade de Braga pode manifestar, se assim o entender, o seu apoio público a esta iniciativa.

A todos, agradecemos o voto de apoio. Vamos fazer de Braga uma cidade mais amiga dos ciclistas!


sábado, 4 de maio de 2013

Junta de Freguesia de S. José de S. Lázaro manifesta apoio público à Proposta Para Uma Mobilidade Sustentável

Junta de Freguesia de São José de São Lázaro - Braga

A Junta de Freguesia de São José de São Lázaro decidiu juntar o seu nome à lista de instituições de Braga que já manifestaram o seu apoio público à Proposta Para Uma Mobilidade Sustentável, a iniciativa que o Braga Ciclável lançou há cerca de um ano em conjunto com diversas instituições da cidade de Braga.

O dossiê, que contempla um conjunto de sugestões para a promoção do uso da bicicleta na cidade de Braga, foi apresentado em 2012 à CMB e às diversas forças políticas da cidade. Contou desde o início com o apoio público do blog Braga Ciclável, dos Encontros Com Pedal, da Associação de Cicloturismo do Minho e do Clube de Cicloturismo de Braga, e tem vindo a receber posteriormente outros apoios de diversas instituições da cidade de Braga. Trata-se de uma iniciativa de cariz apartidário, sendo que qualquer entidade da cidade de Braga pode manifestar, se assim o entender, o seu apoio público a esta iniciativa.

A todos, agradecemos o voto de apoio. Vamos fazer de Braga uma cidade mais amiga dos ciclistas!